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Doença de
Alzheimer
1) Definição:
Alzheimer é uma doença
degenerativa cerebral, que provoca perda de habilidades como pensar,
memorizar, raciocinar. A doença é progressiva e se inicia mais freqüentemente
após os 65 anos.
2) A causa é desconhecida.
O que se sabe é que existem
algumas alterações no cérebro:
- Formação de feixes de uma
proteína chamada Betaamilóide nos neurônios, chamadas de Placas Senis ou
Placas Neuríticas.
- Degeneração da estrutura interna dos neurônios.
- Diminuição do
Neurotransmissor chamado Acetilcolina no cérebro.
- Aumento da concentração de
Alumínio no cérebro.
(Existem dúvidas se essas
alterações são a causa ou a conseqüência da Doença de Alzheimer.)
Teorias sobre o aparecimento
dessas alterações:
- Alterações nos cromossomos
19 ou 21. Alteração em cromossomo não significa que os filhos terão a
doença.
- Alterações ainda
desconhecidas do ciclo de vida dos neurônios, que teriam vida mais curta
que em outras pessoas.
- Alterações do metabolismo
de Alumínio ou Mercúrio no organismo, que tenderiam a se acumular nos
neurônios, (embora, conforme dito acima, não se sabe se isso é causa ou
conseqüência).
- Uma agressão do organismo
contra os próprios neurônios, um fenômeno chamado em Medicina de
"Autoimune".
- Aumento de Homocisteína no
sangue.
3) Sintomas:
- A doença é lenta e
insidiosa. Os sintomas vão aparecendo aos poucos.
- Déficit de memória para
fatos recentes.
- A memória retrógrada é a última a desaparecer. Os fatos mais antigos são os que mais
demoram a serem "apagados" da memória.
- Dificuldade para executar
tarefas rotineiras.
- Problemas de expressão de
linguagem.
- Dificuldade com atividades
intelectuais, como leitura, cálculos, etc.
- Desorientação para tempo e
lugar.
- Julgamento prejudicado.
- Incapacidade para o
raciocínio abstrato. Por exemplo: "de grão em grão a galinha enche o
papo", para o paciente, significa que a galinha come um grão de milho
de cada vez. Ele não consegue interpretar o sentido figurado desse
provérbio.
- Guardar coisas em lugares
errados.
- Não reconhece parentes
próximos.
- Alterações de humor ou de
comportamento.
- Fases de depressão,
agitação, psicose, alucinações.
- Mudanças de personalidade,
por exemplo irritabilidade, apatia, labilidade de humor, desinibição
sexual.
- Diminuição de iniciativa e
estado indiferente em que fica sentada, deitada, ou andando sem rumo pela
casa.
- Incapacidade para executar atos
simples, como se vestir e tomar banho.
- Incontinência urinária e
fecal.
- A doença pode evoluir entre
2 e 20 anos. Na maioria das vezes a causa da morte não tem relação com a
Doença, mas sim com outros fatores ligados à idade avançada.
4) Diagnósticos
diferenciais:
Existem algumas doenças que
podem provocar sintomas semelhantes ao Mal de Alzheimer:.
- Neurocisticercose
(calcificações cerebrais provocadas pela Tênia, ou Solitária).
- Tumores Cerebrais.
- Hemorragias Cerebrais.
- Arteriosclerose.
- Intoxicações ou reações
paradoxais a medicamentos.
- Atrofia cerebral provocada
por alcoolismo.
- Síndrome de Korsakoff.
- Deficiência grave de
Vitamina B.
- Hipotireoidismo e anemia
graves.
- Depressão em pacientes de
muita idade. Uma Depressão pode imitar o Alzheimer (antigamente essa
Depressão era chamada de Pseudo-demência).
- Idem para Psicoses em
pessoas de muita idade.
- Traumatismos Cranianos e
suas seqüelas.
5) Exames:
Nas fases iniciais todos os
exames inclusive a Tomografia e a Ressonância Magnética podem ser normais.
Mais tarde, poderá haver diminuição do volume cerebral, indicando a atrofia.
Mesmo o Pet Scan e o SPECT, que medem a atividade metabólica cerebral nem
sempre estão alterados.
6) Tratamento.
No começo é possível diminuir a velocidade da doença,
obter melhora de memória e estabilidade do comportamento (que já teve um
parente com Alzheimer sabe como isto é importante).
Atualmente os medicamentos mais
eficazes são os Inibidores da Acetilcolinesterase. Viitaminas e Gingko
Biloba podem ser úteis (desde que com a medicação específica).
Anti-inflamatórios e a Reposição Hormonal com estrógenos não são mais
usados.
Alguns cuidados são úteis:
- Ambiente calmo e com
estímulos positivos.
- Manter as coisas sempre
arrumadas da mesma forma, ambiente
conhecido, para evitar desorientação maior ainda.
- Não deixar o paciente sair
sozinho (para não se perder).
- Vida
saudável: não fumar, não beber, fazer caminhadas, ter uma ocupação
mesmo que rotineira e repetitiva.
- Exercícios para memória. Por exemplo: palavras cruzadas, contas matemáticas, contar
para a família o que o noticiário de TV mostrou, resumir o que leu no
jornal, como foi o capítulo da novela, jogos de memória para crianças,
etc. A família deve usar a imaginação. Avós adoram jogar joguinhos de
memória com netos (os pais agradecem).
- Manter uma luz fraca acesa
à noite. Se o paciente acordar saberá onde está.
- Cartão com identificação,
nome e telefone de familiares, etc.
- Tirar objetos de valor da
casa. Provavelmente pessoas estranhas ajudarão a cuidar do paciente.
- Retirar tapetes soltos e
móveis baixos.
- Barras de segurança nos
banheiros e ao lado da cama.
- Cadeira plástica para o
chuveiro
- Caprichar na higiene
inclusive oral.
7) Para a família do
portador de Alzheimer:
A Doença de Alzheimer não afeta apenas
o paciente mas também suas pessoas próximas, que se desgastam muito
grande em termos emocionais, físicos e financeiros. Repetir
muitas vezes os pedidos mais simples, ajudá-lo a se vestir, se
lavar, se alimentar, é muito cansativo. Mesmo cuidadores profissionais
(empregadas bem treinadas, enfermeiras, acompanhantes) correm o risco de ficarem
esgotados.
Organize bem os turnos,
rodízios, feriados, férias. Não tem sentido todos os cuidadores ficarem
cansados ao mesmo tempo.
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