As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Cuidado com falsos médicos

DOC , TOC, Distúrbio ou Transtorno Obsessivo Compulsivo, Cleptomania, Sexo Compulsivo, Compras Compulsivas, Tricotilomania, Tourette, etc. O tratamento da Tricotilomania é sempre longo. Dificilmente a melhora começa nos primeiros 2 meses de tratamento. É muito comum as portadoras desistirem no meio do tratatamento  

Depoimentos de meninas que arrancam cabelos e cílios Tricotilomania Página 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7

Tourette   Distúrbio Obsessivo Compulsivo ou DOC ou TOC, Sexo Compulsivo, Jogo Patológico, Compras Compulsivas, Cleptomania

Tenho 15 anos e sofro dessa doença desde de os 12 anos. Somente hj ao ver o programa vi q o meu problema tem nome e q muitas pessoas como eu tem esse problema. TRICOTILOMANIA-já consegui ficar por 3 meses sem picar os cabelos ,mas foi qd os cortei bem curtos. queria saber s tem outras maneiras sem ser de cortar o cabelo ou tomar anti-depressivos. Tenho problemas constantes com meu pai. Ele é medico e uma vez com mt vergonha fui pedir sua ajuda, estava com uma rodela sem cabelos na cabeça. Ele simplesmente disse q isso passaria e q n estava tão feio assim. Foi incapaz de conseguir ajuda. Sinto como se todos soubessem q tenho esse problema. Pois faço ate involuntariamente, preciso de ajuda, n sei como isso começou. Não sei pq faço isso , pois sou loira com cabelo liso n haveria motivo. Mas arranco. Não quero ficar com cabelos no estômago como mostrou o fantástico.

Tenho este prazer em arrancar cabelos desde os 11 anos (agora tenho 17). Quase nunca parei, só mudava de região do corpo (da sobrancelha para os cílios, dos cílios para a cabeça). Costumo escolher os mais doloridos também. Quero saber se tem algum jeito de me tratar sem o uso de remédios ou de terapia, pois, sempre que tento (o que sempre foi muito difícil) pedir ajuda para meus pais, estes ficam irritados e se recusavam a procurar ajuda médica. Agora, estou conseguindo me controlar, mas não sei se vou resistir por muito tempo. É época de vestibular e estou sendo constantemente pressionada, e considero esta a pior época para tentar, mais uma vez, pedir ajuda.

Tenho 37 anos, e descobri que tenho Tricotilomania desde 11 anos, antes de procurar uma psicóloga nem sabia do que se tratava, foi quando depois de umas 2 sessões a terapeuta me informou o nome da doença de que sofro. Me lembro pouca coisa dos meus 11 anos, mas uma lembrança muito forte que tenho, é a de tentando esconder a falha de falta de cabelo com um rabo de cavalo. Depois dessa época não tive mais crises tão sérias como as que enfrento hoje. Há 2 anos atrás tive uma crise muito forte, onde a solução foi raspar toda cabeça, andei com um lencinho até o cabelo crescer um pouco. Após um ano desse episódio tive novamente outra crise, onde sofre muito porque entrei para trabalhar na área de RH e como tenho contato com muitas pessoas a sensação que outros vissem as falhas se tornou uma neura, quando voltei de um congresso em Londrina a primeira coisa que fiz quando entrei no meu quarto foi pegar uma máquina e raspar meu cabelo novamente. o pior de tudo isso é que a máquina quebrou quando ainda faltava a parte de traz. meu Deus, fico pensando porque passar por tudo isso. Se sou consciente que isso vai me fazer mal, então porque não consigo parar. Dessa vez eu já consegui assumir para algumas pessoas mais próximas o que eu tinha, mas para outras tantas que me vêem aqui no trabalho, ainda acham que tive problemas de câncer. Mais uma vez meu cabelo cresceu novamente. comecei a namorar achei que as coisas até podiam acabar. mas me enganei mais uma vez, a crise começou novamente, e tive que abrir o jogo com meu namorado. Acredito que ele também não entendeu muito bem, disse que é frescura minha e faço isso para aparecer. já minha mãe diz que é falta de força de vontade e falta de fé. e eu. não consigo fazer meu próprio pensamento. Só sei que sofro muito. Meu cabelo cresceu novamente. e com ele uma nova crise, que por enquanto consigo esconder, claro que lavando e fazendo escova todos os dias. tenho pavor de molhar o cabelo na frente dos outros, ou então quando o vento bate. É horrível raspar a cabeça, mas para mim traz um grande alívio, porque acabo com a causa do problema. mas para os outros parece que é agressivo. Estou sofrendo muito. já não mais o que fazer, não posso nem pensar em falar com meu namorado. não consigo me concentrar no trabalho. não sei. não sei o que fazer.

Estou interada nesse site desde que numa busca sobre "patologia arrancar cabelos", descobri tantas coisas interessantes e informativas, e principalmente que essa doença tem um nome!meu depoimento esta nas páginas de Tricotilomania  assim como os demais, estou super feliz de encontrar profissionais capacitados e principalmente saber que essa compulsão tem cura. Nunca me senti tão "normal" após o conhecimento de tantas doenças raras, e estranhas que o ser humano carrega, mas que existe sempre alguma solução. Recentemente fiz uma cirurgia com o amigo doutor em Simpatectomia Torácica para eliminar o terrível desconforto e desumano chamado Hiperidrose, nunca poderia imaginar que com 27 anos estaria livre de tal horror!E agora nada mais é impossível no campo da medicina que incansavelmente estuda e descobre alternativas pra cura de tantos males, e de tantos assuntos que ficam escondidos e camuflados diante de pressões por pura falta de informação. Agradeço esses profissionais que estudam e se aprofundam em questões que não são tão decorrentes no mundo da medicina. 

Não arranco meus cabelos mas percebi que tenho compulsão em separá-los e isso ocorre já há cerca de 10 anos. Meu cabelo é crespo e tenho sempre a impressão de que estão emaranhados, mesmo que tenha acabado de penteá-los. Identifiquei-me muito com as características psicológicas dos portadores de Tricotilomania , embora creia que minha situação ainda não tenha a gravidade de muitos depoimentos. Porém, é este mau medo maior. Que meu problema acabe piorando. Mexo nos cabelos o tempo todo. No início percebi que ocorria basicamente em momentos de introspecção (estudando, vendo tv ou pensando sozinho). Agora porém, até mesmo quando escuto alguém em uma reunião de trabalho, me deparo separando os cabelos. Achei que era só um hábito sem importância, não sabia que havia nome para isso e muito menos que era uma doença que vem acompanhada de uma série de conseqüências psicológicas. Estou preocupado. muito.

Nunca imaginei que o ato de arrancar os próprios cabelos poderá ser considerado como uma doença psicológica ou psiquiátrica, pois desde pequena sinto que isso poderia acabar um dia, mas me enganei esse tempo todo. Já fiz alguns tratamentos alternativos como terapias, mas nunca me aprofundei porque é vergonhoso, eu escondo isso de tudo e de todos, mas já cheguei até fazer Regressões de Memória ou Terapia de Vidas Passadas, mas não funcionou.
Hoje sei que isso tem cura e que posso me livrar a qualquer momento com um bom acompanhamento profissional,assim como contato com outras pessoas que passam ou passaram por isso. Vou continuar minha pesquisa e vou me tratar. Espero encontrar um excelente médico para me ajudar nisso.

Encontrar a sua home page foi uma benção na minha vida, saber que existem muitas outras pessoas com o mesmo problema que o meu, ler seus depoimentos e suas dúvidas foi muito gratificante, hoje sei que não estou sozinha nesta luta e também sei que não sou tão estranha assim, pois antes eu achava que mais ninguém sofria disso. Eu gostaria de saber se outras manias que eu tenho como, cutucar as unhas, arrancar a raiz das unhas até sangrar (muitas vezes inflama) estão dentro dos sintomas de doc, e se as altas doses de antidepressivos necessárias ao tratamento desse distúrbio, que me deixam pouco ativa, podem ser associados a estimulantes.

Tenho 46 anos e desde os 19 comecei a arrancar os cabelos. Eu gostava muito deles e não entendo porque comecei a fazer isso. As unhas sempre roí desde muito pequena e também nuca consegui parar por mais de um ano. Agora estou com muitas falhas no couro cabeludo e começando a atacar áreas do cabelo que nunca havia atacado antes. No último ano principalmente tenho me depenado desesperadamente. Sofro muito com isso mas não consigo me controlar. Fiz terapia por 7 anos, parei mais 7 e há 2 anos voltei a fazer novamente. Mas a compulsão é maior que eu e estou cada dia mais encolhida sem sair de casa e quando vou ao trabalho penso que todos ficam olhando as falhas que tento esconder. Só uso o mesmo penteado há 25 anos e não vou nunca ao cabeleireiro, pois o que sobrou eu mesma corto. Esporadicamente já tomei Fluoxetina, Survector, Frontal, Dormonid e há um ano estou tomando apreço. As unhas agora também estão roídas até a meia lua e o meu desespero é não compreender porque tanta auto-flagelação. Me ajudem por favor a me deter para que eu possa ter uma velhice menos vergonhosa e solitária pois passei a evitar praia,piscina e reuniões sociais de tanto constrangimento. Às vezes penso que nunca terei cura e já pensei em morrer por causa disso. Ultimamente tenho sentido uma enorme vontade de raspar a cabeça, mas minha filha diz que não quer mãe careca.

Já escrevi para o seu site dando um depoimento sobre minha doença, que sofro desde criança mas que perdi o controle aos 17 anos, após me casar e entrar em depressão profunda (mas sem nunca dizer a ninguém, sempre sozinha). Faço tratamento psicoterápico, já obtive melhoras, recaídas, mas estou tentando, já esperei demais, por vergonha, medo, fé de que conseguiria resolver meu problema sozinha, mas sem sucesso, claro. Tenho 2 perguntas a fazer: Uma diz respeito ao meu tratamento psicoterápico. Já tomei Fluoxetina, Sulpan, Clordiazepóxido. Parei com o tratamento porque minha médica parou de atender pelo plano de saúde e eu não queria expor meu problema a outro, não confiava. Até que esse ano resolvi procurar outro médico que me prescreveu Fluoxetina + Clordiazepóxido, mas me dava sono demais. Depois me passou Nortriptilina, que alterou totalmente meus reflexos e coordenação, onde não conseguia estacionar, nem preencher cheques, além de provocar queda de cabelo.Hoje comecei o tratamento com Alprazolam e espero que obtenha sucesso, mas gostaria que pudesse me orientar se esses medicamentos são eficazes realmente e se a dosagem é correta. Minha outra pergunta diz respeito ao crescimento dos fios. Desde outubro de 2001 uso Minoxidil na área mais calva pra ver se acelera o crescimento capilar, mas até agora os resultados são mínimos. As outras áreas o cabelo cresce, mas no alto da cabeça, que foi mais "castigada" o crescimento é praticamente nulo. É conhecido algum tratamento eficaz para o crescimento dos fios, pois em minha cidade parece que os médicos ficam constrangidos quando toco no assunto e me passam xampus fortificantes que nunca resolveram meu problema. O Minoxidil 2% fui eu que pedi ao médico após ler uma matéria dizendo que era o único conhecido capaz de fazer o cabelo crescer. Se puder me ajudar e responder essas perguntas, eu agradeço muito. Gostei muito quando descobri seu site buscando a palavra Tricotilomania , foi muito importante pra mim e acredito que pra todos que desabafam e se informam através dele. Um abraço.

Tenho 28 e sofro a Tricotilomania  desde os 13 anos de idade. De lá pra cá minha vida foi horrível, posso assim dizer, e não quero me estender nos detalhes. Mas o pior mesmo foi a incompreensão das pessoas, sobretudo da família. Como ninguém ainda tinha conhecimento sobre o caso, a culpada da situação era eu, meus pais contavam isso para todo mundo na minha frente para ver se eu me envergonhava e parava. Todos meus outros parentes me humilharam por isso. Eu nunca admitia isso na frente de nenhum amigo, sempre dizia que tive quedas de cabelo, nunca tinha a coragem de dizer e tinha medo da rejeição das pessoas. Mesmo porque eu já me sentia rejeitada e diferente de todas as pessoas. Nunca então arranjava namorado. De vez em quando alguma pessoa me achava bonita, mas e mesma não achava. Comecei a fazer mega hair nos cabelos, até o dia que estavam tão danificados que a raiz não suportou mais a cola e eu tive de usar peruca. Comecei a lidar melhor com meus sentimentos, passei a não mais me inferiorizar, mas mesmo assim ainda arrancava cabelos e estava quase careca. Eu queria parar, me vigiava, tentava controlar e parar mas não conseguia. Até que um dia eu vi na tv um artigo que falava sobre tiques e, dentre eles, a Tricotilomania  e suas formas de tratamento. Procurei um médico neurologista, ele me prescreveu os medicamentos devidos que agora estou usando. Eu sei que o ideal seria uma terapia com um psicólogo para reforçar o tratamento, mas no momento não disponho de recursos. Procuro conversar com profissionais da área, ler muitos sites sobre a Tricotilomania  e o DOC. Mas tem apenas 20 dias que iniciei o tratamento. Ontem o médico me elogiou e disse que eu estava já com uma sensível melhora, e deu continuidade às doses dos medicamentos prescritos. Hoje não me culpo mais por nada, nem me considero diferente das pessoas nem inferior a elas. Sou uma pessoa que como todas as outras, tem o direito de ser amada e feliz. Estou aberta a ajudar e a trocar idéias quem quiser falar sobre o assunto.

Oi Pessoal! Eu tenho 19 anos e comecei a arrancar os cabelos com 12. Eu me mudei muito de cidades e até de país devido ao trabalho de meu pai. Tudo começou exatamente ao me mudar para os Estados Unidos. Como todos que sofrem disso, escondi de toda a minha família, com muita vergonha do que fazia. Mas o problema começou a ficar aparente. Além de todas as dificuldades que se enfrenta com uma mudança radical de vida, a Tricotilomania me impediu de ser o que eu era antes. Tive muita dificuldade de fazer amizades, o que antes seria impossível de acreditar que algum dia poderia acontecer. Eu era muito extrovertida e tinha uma paixão por teatro gigante. Com o passar dos anos, sofri um processo de introversão e, principalmente, introspecção e não me envolvi com outras pessoas da maneira que eu fazia. Até me afastei do teatro. Felizmente, durante esse tempo, descobri pessoas que me amam de verdade, novas amizades até, que não se preocupavam se eu tinha algum problema ou qual era ele. Mais do que a humilhação, aprendi muito com todos aqueles (poucos) que souberam lidar com sentimentos, deixando de lado ridículos valores como a estética, a superficial beleza, delineadora de pontos de partida para relacionamentos de qualquer espécie. Os meus outros amigos, mesmo longe, continuaram lá me ajudando como podiam. Infelizmente, nenhuma dessas pessoas soube do real problema, e acham até hoje que eu sofro de queda de cabelo causada pela minha depressão. Uso um aplique nos cabelos que torna o problema imperceptível há 4 anos. Percebi que havia me acomodado ao entrar novamente em depressão e perceber que não estava resolvendo nada, apenas mascarando o que poderia durar anos. A Tricotilomania era o grande segredo da minha vida. Como todos vocês sabem, provoca muitos sofrimentos, tristezas, insegurança. Mas podemos usá-la como um ensinamento também. Garanto que somos pessoas melhores depois desse "mal".Somos mais sensíveis e compreendemos mais as coisas bizarras do mundo. Pelo menos comigo, esse problema se juntou a minha constante indagação sobre a vida (amo filosofia) e cheguei a conclusões interessantes, sem assustar-me como acontece com outras pessoas. É bem verdade que tb constatamos que existem pessoas totalmente superficiais, dentro do sistema, cujos valores invertidos nos menosprezam. Podemos ser maior do que eles. Podemos pensar em nós mesmos! Gente, o mais difícil desse distúrbio é afirmar a alguém que vc gosta que comete esse " crime". Contei para um amigo meu, que estava colocando cartas de tarô para mim, sobre tudo pela primeira vez na vida há mais ou menos três meses atrás. Surpreendentemente, foi tudo bem mais fácil do que eu imaginava, apesar de toda a agonia que consiste o ato de contar. A reação das pessoas, por mais que a gente ache que será o fim do mundo, nunca nos machucará tanto. Isto é, se forem pessoas amigas. Logo depois contei para o meu namorado e ele está me dando a maior força. Ele me ensinou que nós, que temos Tricotilomania, que criamos esse universo de medo e complexidade sobre o assunto. Afinal, na maioria dos casos, guardamos conosco durante muito tempo e a tendência do medo é só aumentar. A mente acaba transformando todo um universo cuja simplicidade poderia ter nos ajudado há muito tempo. Sei que sentimentos regem nossa vida, mas não tenham medo! Contem a um ser amigo. Procurem ajuda! A gente pode combater esse distúrbio. As preocupações vazias do mundo são menores que nós, e portanto, não faz sentido elas vencerem nossa vontade de cura. Torço para todos vocês!

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