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P: Minha mãe
sempre teve um quadro depressivo que nunca foi tratado, sempre foi uma pessoa
muito nervosa, sempre com mania de limpeza, há 4 anos atrás começou aparecer
um quadro de esquecimento, a princípio normal , logo após notamos que ela
estava muito calada, ela nos disse que não conseguia falar, ela não consegue
formar uma frase, só faz perguntas e responde o perguntamos e as vezes repete a
pergunta, perdeu a noção de higiene, não sabe mais limpar a casa, pois começa
arrumar um cômodo deixa pela metade o que esta fazendo limpar outro e assim se
repete a situação, não sabe cozinhar como antigamente, mexe no lixo com muita
freqüência, não consegue ver um lixo com papel ou alguma sujeira, não gosta
mais de comprar nada pra não gastar o dinheiro, anda o dia todo pela casa, as
vezes parece que ela esta lúcida, e outros que esta em outro mundo. Só gosta
de assistir televisão. Levei ao medico , fizemos tomografia, falaram que é
depressão, ficou internada 1 mês em uma clínica dia, e a psiquiatra também não
consegui diagnosticar, disse que está indo pro lado da demência, não sei mais
o que pensar, ela esta com uma consulta marcada pra outro médico psiquiatra.
Gostaria de saber sua opinião.
R: Você não
informou a idade dela.
P: : Minha mãe
tem 74 anos. Aos 30,tentou suicídio e nunca mais ficou boa. Atualmente faz
tratamento segundo a médica tem demência ,toma Neuleptil. Mas o que está nos incomodando
e sua mania de puxar linha do vestido, e pior come-las...Antes alguns anos atrás
ela rasgava toda sua roupa. Melhorou, mas agora fica puxando linha e repete
sempre a mesma coisa. (TA,TA,TA,TA,TATATA....)Será que é mesmo demência? ou Alzheimer?
O que podemos fazer para ajuda-la? Ah, fica o dia todo só deitada...Mas o que
mais nos preocupa e a mania de comer linha.
R: Parece ser uma demência
sim, entre elas o Alzheimer. Procure um especialista.
P: Meu avó tem 65
anos e a dois anos atrás ele apresentou um comportamento estranho. Ele achava
que minha avó tinha outra pessoa, ficou obsessivo, desconfiava até de quem
passava em frente de casa. A partir disso não permitiu que ela saísse sem ele,
nem com os filhos. Isso aconteceu nas férias e ele não aceitou tratamento médico,
passava as noites sem dormir, acusando ela de que não queria mais ficar com
ele. Por causa disso, os filhos e netos se afastaram e esse comportamento só
mudou quando as férias escolares terminaram e os netos voltaram a encher a casa
e solicitar bastante atenção dele. Chegamos a pensar que fosse depressão ou
carência de alguma substância, devido a idade, mas ele não aceitou
tratamento. Agora, quando todos entram em férias, no final de dezembro, todos têm
medo que as crises se repitam. Nas férias seguintes, quando a casa ficou mais
vazia, a crise não se repetiu, mas notamos que ele fica muito pensativo,
quieto, às vezes desconfiado. Seria depressão? Depois da primeira crise ele
nunca mais foi o mesmo, alterna períodos de bom humor e períodos de
isolamento. Outro aspecto importante, ele não possui bom relacionamento com
seus irmãos, e como moram em outros estados não conseguem se aproximar,
dificultando uma reconciliação, E ao mesmo tempo em que apresenta revolta com
a família, sentimos que sente mágoa por não ser procurado por eles. A depressão
causada pelas festas de final de ano e as mágoas com a família poderia
desencadear esse comportamento? Pode uma pessoa depressiva estar com mania de
perseguição ou achar que todos podem estar contra ele? Ou seria alguma doença
diferente devido a idade e a falta de reposição de substâncias?
Nessa idade,
tratem os sintomas que ele estiver apresentando, mas também investiguem
Alzheimer.
P: Boa noite, há
cerca de um ano meu pai recebeu o diagnóstico de Alzheimer, na época, fez
diversos exames de imagem, como ressonância, tomografia e SPECT e todos
apresentaram um alargamento de sulcos. Hoje, depois de um ano de tratamento, na
convivência com os familiares, ele apresenta um quadro de esquecimento e confusão
mais acentuados que à época dos primeiros sintomas. No entanto, ele se
submeteu agora a uma nova ressonância para avaliação da evolução da doença,
e o presente exame nos surpreendeu, uma vez que o laudo não constatou o
alargamento de sulcos outrora achado e concluiu que o mesmo se encontra dentro
dos padrões da normalidade. A minha dúvida é se isso seria possível.
Clinicamente, ele se encontra cada vez mais esquecido e confuso, apesar do exame
de imagem ter afirmado que ele se encontra normal. Nesse caso, não haveria uma
contradição entre a clínica do paciente e o resultado do exame? A ressonância
feita há um ano foi realizada em uma clínica e o de agora em outra, ambas idôneas
e confiáveis. Diante de tal contradição, seria aconselhável repetirmos o
exame, ou isso é comum em um paciente acometido por Alzheimer?
R: Por aí
você vê como a clínica (sinais e sintomas) é mais importante do que os
exames de laboratório. Porque um laudo deu isso e outro deu aquilo, quem pode
responder é o Radiologista. Mas para vocês e seu pai, o que importa é que se
ele tem sintomas de Alzheimer, ele deve ser tratado como Alzheimer.
P: Eu não sei se
estou repetindo a minha pergunta, mas gostaria de saber se 2 anos antes da doença
de Alzheimer ser dignosticada o paciente já pode manifestar sintomas dessa doença,
tais como alterações de humor, desconfiança e um pouco de agressividade e
dificuldades motoras como um escrita mais lenta principalmente em um momento de
grande stress emocional?
R: Sofia, conforme
a idade, pode sim. Em pessoas mais velhas a primeira depressão ou primeira
psicose pode ser um início de Alzheimer.
P: meu marido tem
71 anos , piloto agrícola, ha 2 meses vem perdendo a memória imediata, em
alguns aspectos melhorou já lembra senha do banco, mas em outros esta piorando,
esta perdendo alguns interesses , tipo ir ver as netas, não esquece das pessoas, mas
do locais, esquece de tomar banho, não se importa de ficar so, pois trabalho o
dia todo, quando chego ou esta dormindo ou vendo TV, os neurologistas e
geriatras acham que é depressão está tomando Fluoxetina, tem pressão alta
controla com Diovam, eu estou preocupada acho que não e so depressão, ele
gosta de ir tomar cerveja com os amigos, mas já não vai a sauna o que ate então
ele adorava, vai so quando eu o lembro o que faço? pois os medicos avaliam como
depressão mas ele esta perdendo os objetivos, os sonhos, assiste o mesmo filme várias
vezes, achando que e a primeira vez. por favor me orientem
R: Procure urgente
um neurologista ou um psiquiatra que tenha experiência em Distúrbios de
Memória. Se houver um problema de memória, é muito importante comecar a
tratar o mais rápido possível. Ainda mais que existe a possibilidade dele
lidar com agrotóxicos.
P: Cheguei até o
site através de uma pesquisa que estava fazendo, estou procurando um grupo de
apoio para a doença de Alzheimer. Tenho 18 anos e cuido da minha avó,
atualmente com 86, desde os meus 11 anos de idade, juntamente com a minha mãe.
Infelizmente, essa doença nos destroi pouco a pouco, diminui nossos
sentimentos, sonhos, sorrisos, alegrias, pois cada vez que olho para a minha avó
e a vejo tão inativa, tão distante deste mundo, dos familiares, do nosso
cotidiano, isso me corroi, gostaria de tê - la comigo, em todos os momentos,
poder conversar com ela, sem que ela esqueça o que falei. Não reclamo por ter
que cuidar dela, mas às vezes preciso desabafar com alguém, e como não posso
e nem quero falar com a minha mãe para não deixa - la deprimida, estou a
procura de um grupo de apoio online, onde eu possa escrever e compartilhar meus
pensamentos e sofrimentos com outras pessoas. Tem momentos em que me sinto destruída
vendo minha mãe presa dentro de casa com a minha avó, minha avó sem ter culpa
de absolutamente nada e eu tendo que trabalhar, estudar, sem poder ficar ao lado
delas o tempo todo. Minha mãe tem 45 anos, é professora, mas atualmente esta
tentando se readaptar, pois esta com um problema sério na coluna, e também tem
que cuidar da minha avó. Minha avó tem mais três filhas, elas ajudam no que
podem, mas acho que poderiam fazer algo mais, sem contar que atualmente, por
esse motivo, tem ocorrido muitas brigas na família, o que nos deixam mais corroídas
ainda. As pessoas se afastam, tem medo, não tem paciência em responder toda
hora a mesma coisa. Gostaria de um consolo, um apoio, não sofro por mim, mas
sim por ver minha mãe se isolar no mundo da minha avó. Eu as amo!!!
R: Justamente por
esse esgotamento que ocorre entre os cuidadores de pacientes/familiares com
Alzheimer que é muito importante que o médico ou algum profissional (por
exemplo um psicólogo) de confiança dele façam reuniões periódicas com os
familiares para tentar orientar e aparar as arestas que vão surgindo durante o cuidado.
P: Oi, meu nome é
Kátia e há pouco tempo descobrir através de tomografia Computadorizada que
minha mãe tem Atrofia cerebral, sua fala já esta bastante comprometida e
também seus movimentos e memória, eu quero saber para efeito de aposentadoria
se Atrofia cerebral é considerada uma deficiência ou é conseqüência de uma
outra doença e se a mesma aposenta, pois eu já pedi sua aposentadoria junto ao
INSS e o médico da perícia negou justificando que somente tem direito ao benefício
social pessoas portadoras de deficiência seja ela mental ou física.
R: não sei os
critérios necessários para aposentadoria. Mas clinicamente falando, Atrofia
cerebral é um achado de exame que pode ou não ter correspondência clínica.
Em termos de necessidade de tratamento, o que vale á a manifestação clínica
e não laboratorial.
P: Meu pai tem 80 anos e fez um Eletroencefalograma e o
resultado foi: diminuição volumétrica dos hemisférios cerebrais. O que
significa isso?
R: Maria Augusta, se ele sofre de problemas de memória, essa diminuição de
volume (Atrofia cerebral) pode ser a causa. Se ele não sofre de falhas de
memória, esse exame não quer dizer nada. Mas de qualquer forma você deve ter
se enganado com o nome do exame: a Tomografia Computadorizada de Crânio e a Ressonância
Magnética que mostram esse resultado.
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