As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Cuidado com falsos médicos

O portador de DOC ou TOC está sempre cheio de dúvidas: será que fiz, se conferi, se guardei, se não esqueci, se tranquei, se limpei, se lavei, se vou precisar, etc.  Todos os dias recomeçam os mesmos rituais inúteis e improdutivos.
Depoimentos em Distúrbio Obsessivo Compulsivo ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (DOC, TOC), Sexo, Jogo, Compras Compulsivas, Dismorfia Corporal, Colecionismo, Tourette, Cleptomania Pág 1 P 2 P  3 P  4 P  5  P 6

Perguntas e Respostas Tricotilomania

Minha mãe tem 71 anos e uma mania de juntar tranqueiras de todo tipo, o Colecionismo. Qualquer objeto, que lhe interessa, até no lixo do vizinho, ela traz para dentro de casa. Nós, os filhos, uma vez ou outra, quando ela sai fazemos uma limpeza e jogamos coisas fora, o que a deixa extremamente contrariada a ponto de não querer sair de casa, além do grande stress que passamos com discussões. Também não aceita que falemos do assunto e seu argumento é de que esses objetos sempre serão úteis um dia. Outra característica sua é a de sempre estar simulando doenças o que parece ser uma chantagem para ter os filhos ao seu lado e conseqüentemente deixarmos sua mania de juntar coisas pra lá, pois, com medo de contrariá-la, devido a idade, e para evitar o stress, sempre acabamos por tomar essa atitude. Além de pressão alta e um problema no joelho, devido obesidade, todos os outros exames são normais. Até ver esse site nunca víamos isso como uma doença, sempre nos referíamos ao caso como sendo uma característica dela, tipo: "É o jeito dela". Pergunta: Temos aqui um caso de DOC?

desde que tenho 16 anos comecei a ter manias do tipo arrumar tapetes, lençóis de forma que estes ficassem exatamente retos, o fato de vê-los fora do lugar me deixava tão nervosa que tinha que ir imediatamente arrumá-los até que ficassem exatamente centralizados, alinhados. com o passar dos anos minhas manias foram ficando piores: abria e fechava a porta várias vezes antes de sair, ficava mais de cinco minutos escolhendo qual copo ia pegar para tomar água, qual litro de leite iria abrir, sendo que eram exatamente iguais e serviriam para a mesma coisa, achava que se fizesse isso livraria da morte todas as pessoas que amo ( meus pais, irmã...) até que em 2002 tive uma séria crise depressiva, não tinha ânimo para nada e comecei a ter sérios problemas no trabalho (sou professora de ed. infantil). consultei uma psiquiatra e retomei a terapia. ela me receitou Fluoxetina e comecei a me sentir melhor, inclusive com relação as manias que descrevi anteriormente. porém parei de tomar o remédio e não retornei mais a médica, isso fez com que houvesse uma piora do meu quadro após mais ou menos um ano, passei então a ter além de manias, pensamentos obsessivos que me incomodavam tanto que pensava estar louca, ou então que estava virando lésbica, tinha pensamentos obscenos até com crianças, enfim um absurdo. então, por ter certeza que era heterossexual comecei a ficar angustiada com meus pensamentos e no ano passado fui procurar outro psiquiatra, ele me receitou pondera e queria que eu fizesse terapia toda a semana, porém o tratamento iria ficar inviável financeiramente para mim que acabei desistindo de novo ( coisa que me arrependo), além do que senti que o pondera não surtiu o mesmo efeito que a fluoxetina! atualmente continuo a ter esses pensamentos, as vezes com maior intensidade, as vezes com menos intensidade... com relação aos rituais, os considerado hoje em dia mais fáceis de controlar do que os pensamentos intrusos e absurdos que continuam povoando minha cabeça! não estou tomando nenhum remédio e nem fazendo terapia, sei que preciso de ajuda, pois além desses sintomas sinto muitas dores de cabeça, dores no corpo, sensação de vazio e uma falta de vontade absurda, coisa que parece preguiça, má vontade, mas é bem pior que isso... hoje estou com 25 anos, sou casada há nove e tenho um filho de 5. gostaria que me ajudassem, que me indicassem um médico e um tratamento mais ou menos acessível ao meu padrão de vida, pois sou professora e meu salário não é lá essas coisas

Tenho 15 anos... Tenho certeza ou que sofro de TOC ou de TOURETTE...vou falar um pouco das minhas manias... -quando vou fechar alguma coisa demoro um tempão abrindo e fechando de novo(mas não para garantir que esta fechado,mas porque acho que se eu não fizer aquilo vai acontecer alguma coisa de ruim) -acendo e apago as luzes varias vezes -quando falo alguma coisa para alguém,ou eu repito de novo pra mim mesmo baixinho,ou falo em voz alta de novo para a pessoa. -faço as coisas somente com a mão direita -quando olho no relógio e a hora estiver: 12:45, tenho que esperar chegar no 12:46 (pois é numero par) -quando estou escrevendo alguma coisa no caderno, no final da linha não pode ter uma palavra ruim exemplo: (morte,acidente) -não falo a palavra não.(quando posso substitui por outra, ou palavras negativas ex:(mal, não,) enfim tenho uma serie de manias, na hora de ler, de escrever, de comer, de rezar, de andar, de falar, Isso é muito ruim, pois uma coisa que uma pessoa normal leva 1 min para fazer eu levo 10 min ou ate 20.

Olá, meu nome é P., vi que vcs reclamaram q nunca alguém q se tratou e agora tá legal escreve, então resolvi escrever pra contar o que tive e como estou bem agora!!

Qdo tinha 17 anos, em 2001, comecei a fazer uma faculdade q não deu certo, nunca tinha saído de casa, larguei tudo; tive depressão. E nisso, comecei a ter pensamentos absurdos, todos relacionados a temas violentos, religiosos. Me imaginava matando uma criança, imaginava o Cristo na cruz em posições obscenas, me imaginava fazendo sexo de formas q nunca tive vontade, nojentas, vinha o diabo me dizendo q era por causa dele q eu pensava aquilo... Foi horrível... Achei q ia ficar louca... Me sentia extremamente culpada achando q eu é que pensava aquelas coisas horrorosas...

Sorte q sempre tive uma relação muito aberta com meus pais; assim, logo comecei a tratar, e descobri o maldito toc, que no meu caso era "encoberto", ou seja, eu não chegava a ter as compulsões, mas tinha os pensamentos intrusivos absurdos.

No começo, tomei Socian (para a depressão) e Clomipramina (Anafranil manipulado); os sintomas regrediram. Mas a médica não me recomendou terapia.

No ano seguinte, passei em novo vestibular e novamente saí de casa. Foi um rolo só, logo comecei a namorar (um namoro explosivo, foi o céu e o inferno na minha vida), e com medicação baixa, fiquei tão ruim uma vez q minha mãe teve q ir ficar comigo... Só então mudei de médica (passei a me tratar com uma médica da cidade onde estudo), que me recomendou terapia.

Voltando a medicação, com terapia, comecei a perceber q tudo estava em mim, na minha ansiedade, na minha forma de lidar que ajudava a piorar as coisas.

Atualmente, não digo q não tenho mais nada, mas fico muito tempo sem ter os pensamentos, fico bastante tempo com baixa dose de medicação, e estou aprendendo a cada dia a lidar com as dificuldades da vida e com a ansiedade.

Agora já estou no terceiro ano de faculdade, e estou fazendo um projeto sobre saúde do adolescente, onde vou tratar da parte de saúde pública mental (pq será q eu quis fazer sobre este tema né??). Ou seja, tenho uma vida absolutamente normal.

Queria saber duas coisas: sobre eu ter um filho q venha a ter toc. O meu toc explodiu mesmo qdo eu já tinha quase 18 anos (o q o caracterizaria como toc adulto), mas depois comecei a lembrar de coisas q fazia qdo era criança... Por exemplo, tinha uma fase de lavar constantemente as mãos, outra de ficar insistentemente mexendo num machucado da minha cabeça... Será q já era toc? E se for, ele tendo começado na infância (embora eu mesma não me desse conta), isso torna mais provável eu ter um filho portador?

E como eu posso ter a doença, se na minha família, que se saiba nunca houve nenhum caso de problemas mentais?

O q digo é pra nunca desistirem, pois eu pensei q minha vida ia acabar e me recuperei bem!!

Fui diagnosticada com TOC (faço terapia comportamental e tomo PAMELOR),no entanto vivo muito irritada por achar que meu caso de TOC e muito raro já que diz respeito ao TOC encoberto (de pensamentos). Tenho obsessão por lembrar das coisas e meus pensamentos mais freqüentes são relacionados a Deus achando que qualquer coisa que faço pode ser um pacto com o diabo o que me faz rezar muito e fazer muitas promessas. Sei que isso tudo e ilógico mais não consigo resistir a minhas obsessões. Gostaria que me informassem onde posso encontrar mais informações sobre esse tipo de TOC (encobertos) e falar da dificuldade que e tê-los visto que envolvem questões de fé (religião)fazendo com que muitas pessoas reforcem minhas idéias (sobretudo padres) dificultando meu progresso. Excelente ! Esse site ajuda muita gente a não se sentir sozinho e nos da esperança de cura. 

Vou tentar ser rápido, gostaria de sua opinião. Tenho 23 anos, não tenho namorada, estou terminando faculdade, ainda não trabalho. Sempre fui muito tímido com relação a relacionamentos amorosos. Tenho uma mania de perfeição extrema, tenho hábitos idiotas mas que não consigo evitar (se coçar um lado do rosto tenho q coçar o outro, verifico varias vezes se os documentos estão na carteira, apago luzes em cômodos vazios da casa, contar de 1 a 10 repetidamente). Também tenho dificuldade em tomar decisões, sempre quero resultados imediatos e desanimo com pequenos problemas. Uso a Internet de maneira compulsiva, tbm vejo mta TV. Procuro me controlar com essas coisas. 

Quando criança, era muito tímido, poucos amigos, sofri muito na escola (ambiente muito rígido e muitas humilhações de colegas, não reagia por receio e covardia). Durante a adolescência, tive episódios depressivos todos os anos, dos 15 aos 18. Aos 22 anos, tive outra depressão, com pensamentos suicidas, mas não fiz nada, pois fui melhorando com o tempo. Tentei me matar duas vezes, a mais recente foi há dois anos (esta ultima vez, foi durante um episodio depressivo). Já fiz tratamento psiquiátrico (fluoxetina e paroxetina, por alguns meses), mas parei pq não via resultado (eram medicamentos e psicoterapia). 

Vi um programa de TV sobre TOC, acho q pode ser meu caso. Mas tbm o que me assusta é minha falta de concentração e certos delírios (estou por exemplo vendo TV e minha mente lembra de fatos que aconteceram comigo há muito tempo. Lembro de uma musica e ela fica na minha mente por horas e horas. Fico "sonhando acordado", me imaginando como um ator famoso, político importante, etc. Penso q se tiver certo emprego, as coisas não darão certo, me imagino tendo problemas nesse emprego, etc. ). Não tenho delírios persecutórios nem outras idéias extravagantes, como estar sendo vigiado ou de que as pessoas estão querendo me envenenar. Eu sinto essa ansiedade e depressão qdo me confronto com muitos problemas e qdo fico estressado. Tenho medo q meu caso seja algo mais grave (esquizofrenia, psicose), e não apenas TOC. 

20 anos e sou técnico em enfermagem. Descobri q tenho TOC há + ou - 2 meses. Meu problema é verificar milhares de vezes se portas janelas e milhares de coisas estão como deveriam estar, já cheguei a ficar com a mão machucada ao ficar testando se a porta da cozinha estava mesmo fechada. Mas o meu principal problema mesmo são pensamentos obsessivos ligados a um determinado assunto. Há muito tempo tenho sofrido com esses pensamentos, mas a explicação de quem tentava me ajudar é q era coisa de adolescência. Mas percebi q a coisa estava fora dos limites. Descobri por acaso conversando com a psiquiatra do hospital onde trabalho, e comecei o tratamento com a paroxetina. Senti melhoras logo nos primeiros dias, mas depois comecei a sentir os sintomas a voltar, aí então a psiquiatra mandou q eu aumentasse a dose e agora ate q estou bem, sinto q estou melhorando,  mas os efeitos q a paroxetina tem me causado são insuportáveis, não consigo dormir desde q comecei a tomá-la, e pra dormir ela me receitou o alprazolam do qual faço uso de 1,5mg. Estudando sobre o TOC vi a resposta de muitas coisas q aconteciam comigo q não entendia,  atualmente estou voltando a ter depressão e momentos de extrema ansiedade e as vezes medo. Estou preocupado,  já pensei em parar mas não quero continuar como uma pessoa anormal,  me sinto mal, sinto vergonha disso. 

Olá , tenho TOC há 7 anos , e passei por grandes dificuldades , inclusive tive que parar de trabalhar na minha área que era a da Saúde , sou Bioquímica . O meu principal sintoma é o de lavar as mãos repetidas vezes ; cheguei a ficar horas lavando as mãos , ou tomando banhos intermináveis . Mas agora posso dizer que levo uma vida praticamente normal ; devo isso ao medicamento que tomo , Anafranil , e a minha força de vontade . Por isso quero dizer às pessoas que não desistam de ficarem boas , que na hora do desespero da ansiedade em que você chega a chorar de raiva de si próprio , respirem fundo , rezem e procurem um tratamento , sem terem vergonha de falar o que o TOC as faz pensar , imaginar e por vezes até a fazer . Eu por exemplo já joguei no lixo relógio, roupas , toalhas, sapatos etc , tudo por que achava que estivessem contaminados por alguma bactéria ou vírus que poderiam me matar ou prejudicar um dos meus filhos ou marido. Não posso dizer que estou 100% ,  mas minha vida melhorou muito, não desistam! É isso que é Dismorfia Corporal ?

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