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Já fui bulímica; pois eu estava um pouco acima do peso, isto começou quando eu tinha uns 17 anos, pois a minha irmã vivia me chamado de baleia e dizia que ninguém gostava de mim pois eu era gorda e feia e que ela era bonita e magra, tudo isto me machucava muito pois eu queria ser igual a ela. E foi aí que comecei a forçar o vomito, em todas as refeições, um ano de depois eu não precisa mais nem enfiar o dedo na garganta pois já sai sozinho, eu comia muito mesmo e logo depois vomitava. Aos 21 anos eu estava pesando 53 quilos para 1.73 alt. e continuava na mesma. Casei, engravidei e tive enjôos até o sexto mês de gravidez, então eu quase não comia, quando eu ganhei o meu filho, fiquei mas magra mas não vomitava mais, pois comia pouco, fiquei depressiva, não dormia quase a noite pois eu achava que meu filho iria morrer se eu dormice, depois eu mesma comecei a mudar a minha mente, que antes de qualquer coisa eu tinha que me amar, pois ninguém iria fazer isto por mim, e cada dia que se passa e uma conquista para mim, hoje dou muito valor em mim, pois eu conquistei tudo isto com o meu esforço e com Deus em meu coração. Claro que de vez em quando a tentação e grande quando como um pouco a mais, so que hoje eu paro para pensar, o que eu não fazia antigamente. Hoje tenho 34 anos, sou muito feliz, tenho dois filhos e um esposo que os amo muito. Espero que o meu depoimento possa ajudar a alguém, como eu pude me ajudar. Eu tinha um corpo bonito e perfeito ate que chegou a maldita hora em que eu me achava gorda. Desse dia em diante eu so pensava em emagrecer não queria sair. não queria me divertir. Eu queria fazer regime, mas não conseguia porque eu queria comer...comer...e eu comia depois vinha a culpa e eu ia vomitar. E depois eu achava que tinha engordado aí eu ia fazer o meu jejum absurdo onde eu passava o dia todo sem comer nada. Até que aos poucos eu fui ficando magra e fraca todos falavam mas eu não acreditava. Até que eu fiquei doente uma doença inexplicável e com essa doença meu corpo ficou ainda mais debilitado e eu fiquei com baixa resistência. Aí eu tinha que parar com esse regime, aos poucos fui parando e agora estou muito bem. Como o essencial e continuo com o mesmo corpo magro...Agora eu sou mais feliz saio como o que eu quero...E so me curei por vontade própria pq eu não havia contado pra ninguém...ENTÃO SE VC QUER SE CURAR O MELHOR É VC TER FORÇA DE VONTADE E SER DECIDIDA..SE MESMO ASSIM NÃO CONSEGUIR PROCURE A AJUDA DE SEUS PAIS E ELES TE AJUDARÃO.... Olá. Há um bom tempo (aproximadamente quatro anos) procurei o site, li vários depoimentos e me identifiquei com muitas pessoas. Não me lembro de ter lido depoimentos positivos, de pessoas que haviam se recuperado da bulimia, um texto que li alegava que depois que melhoravam as pessoas evitavam lembrar do período ruim que tiveram. Foi então que veio o desejo de deixar um depoimento aqui, caso um dia me recuperasse. Ousadia sempre foi uma característica marcante em mim e sempre me senti responsável em retornar experiências boas, podendo, talvez, fazer diferença na vida de alguém. A Doença Começou aos 17 anos e se agravou quando morei fora pra estudar. Na verdade, já aos 12 anos fiz meu primeiro regime e dali em diante nunca estive satisfeita comigo e sempre com a auto-estima baixa. O vômito me aliviava, sentia-me livre de toda a gula cometida, daquele peso no estômago, como se tivesse a chance de recomeçar, de limpar o período que comi desesperadamente. Por outro lado, me sentia fraca, culpada, com dor de cabeça e infeliz por ser escrava da bulimia, da compulsão e não me sentir “normal”, de gastar um dia todo apenas pensando em comer, me sentindo deprimida e querendo me livrar dessa culpa. Era obcecada pela idéia de emagrecer pra ser aceita pela sociedade, não respeitando minhas vontades, limites e necessidades. Achando que para ser magra bastava força de vontade e me sentia inferior aos outros por achar que não a possuía. A Necessidade de Buscar Ajuda Estava infeliz, ciente que estava doente e precisava me tratar. Tinha vontade de parar, de simplesmente sentar na sarjeta e ficar por lá, parar o ritmo louco da minha vida, me livrar das pressões que eu mesma me impunha e do modelo perfeccionista que eu não conseguia alcançar. Procurei então uma psiquiatra, queria tratar minha depressão e isso poderia falar aos outros sem a necessidade de assumir a bulimia e me expor, afinal eu não queria. Consegui então pedir ajuda a família, alegando apenas depressão. Tomei coragem e contei a psiquiatra à verdade sobre a doença. O Tratamento Desde então (há quatro anos) tomo antidepressivos, o que tem me ajudado bastante e me tirou a falta de vontade de viver. É claro que os altos e baixos são naturais, nem sempre estou sorrindo e achando tudo lindo, mas há mais de três anos não provoco mais vômitos. Um ano após começar tratamento com a psiquiatra e depois de muito ela sugerir, resolvi procurar uma psicóloga. Minha primeira sessão foi engraçada, cheguei lá cheia de perguntas, querendo saber quanto tempo eu levaria pra ter resultados, toda ansiosa e querendo uma solução do dia pra noite. Aos poucos compreendi que era preciso mudar minhas atitudes para não me machucar, e que os hábitos de uma vida inteira não são mudados tão facilmente. A Recuperação O resultado veio aos poucos, embora com o início do uso de antidepressivos a melhora foi grande e visível, parei de me lamentar como sempre fazia e de sentir aquele vazio fora do comum. Aos poucos estou me culpando menos e sendo menos rigorosa comigo, menos orgulhosa e aceitando que cometer deslizes é humano. Ainda tenho dificuldade de distinguir quando eu estou comendo por fome, por gula ou simplesmente pelo prazer de mascarar minha frustração. Hoje minha auto-estima é bem maior, me imponho mais, me aceito mais e acredito ser digna de ser amada pelo que eu sou, é difícil não ser severa comigo mesma, mas estou treinando e progredindo a cada dia. Atualmente tenho controlado bem a alimentação e às vezes me sinto inquieta e triste, mas é uma tristeza é boa, me sinto feliz por enxergar os problemas de frente ao invés de me auto-destruir e me senti culpada e mal por isso. Tento buscar alternativa como massagem, caminhada ou qualquer coisa que me dê prazer, até mesmo parar e ficar quietinha respirando com calma, para substituir o jeito de me livrar da ansiedade. Conclusão Aceitar a doença e buscar soluções é o caminho. Não existe fórmula mágica. Hoje, não quero “comer” mais minhas frustrações e minha sensação de ser inferior e baixa auto-estima. Para mim, cada passo é uma conquista. Hoje cada mudança de atitude minha, que passa a me colocar em primeiro lugar, é uma vitória. Respeitar seus limites, se auto conhecer e procurar ajuda são a chave. Muita Paz e serenidade na luta de vocês e tenham certeza, VOCÊS SÃO CAPAZES DE DAR A VOLTA POR CIMA. Sol
lá para todas !!!! meu nome é juju eu não me
considero uma pessoa gorda, porém eu queria ter menos de 60kg ... tem alguma
tempo que eu comecei e depois coloco tudo pra fora... Tb sofro de bulimia tenho cicatriz na mão de tanto forçar vomito a + ou - três anos q tenho está doença começou com minha mãe colocando em minha cabeça q eu estava gorda falou tanto q fiquei bulímica, minha mãe tb tem bulimia desde os 14 anos ela sabe q tb sou mais uma fingimos q não sabemos q a outra tem. Tem dias q me sinto depressiva pq sou assim, será q sou louca, pq tantas pessoas são magras sem forçar nada. Meu namorado mesmo eu estando magra fica brincando q estou gordinha (ele não sabe q eu tenho contei q minha mãe tem mas não de mim) fico c raiva e vomito mais. Não quero me tratar so quero desabar pois não tenho ninguém p contar o q eu tenho queria q minha mãe curasse pois não quero q ela fique doente pq eu amo muito ela eu quero ficar assim estou feliz magra não quero ser gorda.
Olá meu nome é Karina, o que eu tenho em comum com todas vocês é a
bulimia, minha doença começou aos 17 anos, mas ninguém sabia, só algumas amigas do colégio.
A minha infância toda eu era gordinha, algumas pessoas me davam apelidos por causa disso e podem não
acreditar, mas uma vez saindo da academia veio passando um senhor e disse que eu era muito
feia. Então a partir daí decidi começar a fazer dieta. Dieta pra valer foi em
1997, quando comecei a comer menos, minha mãe começou a ver a minha vontade de emagrecer e decidiu me ajudar em uma dieta saudável.
Mas foi aos 17 anos que eu comecei a parar de me alimentar nos horários
corretos.
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