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Minha ex-mulher se suicidou
faz um ano e meio com remédios. Ela sofria de DBP. Passamos vários anos de difícil
convívio e a doença foi diagnosticada, acredito, tardiamente. Tínhamos uma filha, hoje
com 7 anos, que mora comigo e com a minha atual mulher. Minha filha tem reações bastante
agressivas em raras ocasiões, gritando comigo, batendo portas, se trancando no quarto
etc. Já passei muito por isso com a minha falecida mulher e tudo terminou muito mal..
Tenho mil dúvidas sobre o que fazer. Essas crise são mimos da idade ou prenúncios da
doença? Se sim, o que fazer? Há como saber? Existe como saber, também, se a
probabilidade dela é grande de ter a doença em função da mãe ter tido.
Sinto muito por sua mulher.
Eu não me preocuparia com sua filha em termos de DAB. A chance estatística dela herdar a
doença é muito menor do que não herdar.Mas em termos de comportamento, seria
conveniente uma avaliação por parte de um Psiquiatra Infantil (antes de uma Psicóloga),
pois o médico tem mais condições de fazer diagnóstico diferencial entre Hiperatividade, Depressão (que existe nessa idade, mas é raro) e problema de
comportamento.
Meu primo de seis anos de
idade é uma criança muito agitada, chega a ser perturbado. Acabou de sair da pré escola
e tem muitas dificuldades ainda na leitura, não reconhece letras, não quer escrever e
diz que não se lembra do formato das letras. Na escola ele chega a atrapalhar tanto a
professora quanto os outros alunos. Em casa ele enlouquece qualquer pessoa, maltrata a
mãe, o pai, o irmão, todos; quando quer uma coisa insiste até conseguir, com gritos,
choro, escândalo, tudo o que for possível para conseguir o que quer na hora que quer.
Ele freqüenta uma Psicóloga na cidade de XX, as parece que não há resultado algum. As
pessoas de minha família evitam conversar com a mãe dele na possibilidade de ele ter um
distúrbio mental mais grave, mas para mim é bastante claro que algo de errado há. Ele
é muito inteligente e o tormento dele parece que vem disto: a cabeça dele deve fervilhar
em pensamentos e coisas do tipo que não o deixar sossegado um só minuto; até dormindo
ele é agitadíssmo. Gostaria de saber se esse caso é bastante comum ou se precisa de
acompanhamento médico? Existe um nome para esse tipo de distúrbio?
Pelo seu relato o seu primo
apresenta uma alteração comportamental que merece um parecer médico, o que ele não
teve até o momento pelo que você refere. A Psicoterapia é muito importante, mas poderá
ser complementada com tratamento com medicamentos.A melhor conduta é a mãe procurar a
orientação. As ordens.
Minha filha... 11 anos....
Neuropediatra concluiu imaturidade psiconeurológica. Está fazendo tratamento com
Psicopedagoga e tomando Ritalina.Mas minha filha não presta atenção tem muita
dificuldade em fazer amizade. Embora não repetiu nem um ano na escola. Gostaria de saber
se o tratamento indicado para ela está certo? Se o remédio Ritalina irá ajudá-la ou se
quando ela parar de tomá-lo vai voltar como no início do tratamento. Por favor me ajude
quero muito ajudar minha filha pois ela se sente rejeitada pelos colegas embora
tomando remédio há um ano.
Se a sua filha com o
medicamento não está se beneficiando deverá ser reavaliado o uso do medicamento ou a
dose.Será interessante trocar idéias com a Neuropediatra que está orientando.
Quanto ao problema de relacionamento poderá ser interessante uma orientação
psicológica. Abram
...se a medicação
indicada para esses casos traz algum efeito colateral e/ou dependência....
Os efeitos colaterais são
contornáveis e que não merecem preocupação. Quanto a dependência não se conhece
casos
e o tratamento deve ser orientado por profissionais experientes, sempre.
Gostaria de saber se a
Hiperatividade pode se manifestar desde que a criança ainda é bebê e se o diagnóstico
é feito a partir de algum exame.
A Hiperatividade pode ser
manifestar na fase de lactente, quando se nota que as crianças apresentam alterações do
sono, pois dormem pouco, choram muito, tem cólicas abdominais freqüentes e denotam uma
permanente insatisfação e desconforto. Não existem exames específicos para o
diagnóstico, senão a apreciação clínica.
Meu filho de 16 anos tem diagnóstico de
TDAH desde os 4 anos de
idade. Seu diagnóstico é indiscutível porque ele tem todas as características
da doença .Já fez Psicoterapia por 6 anos e já usou Tryptanol e outro que me esqueci por um curto período.
Tratava-se com Neurologista , agora vai iniciar Ritalina indicada pelo Psiquiatra.
O que posso esperar desse remédio ? Seu maior problema é de aprendizado .Está repetindo o
primeiro científico esse ano.
O seu filho está agora recebendo a medicação mais indicada para DHDA nomundo. Creio que a sua aflição deverá cessar em pouco tempo e o colegaNeurologista estará lhe dando o seguimento necessário e eficaz. Dr. Raymond Rosenberg
Parece que todos os
comportamentos mais extravagantes em crianças são designados como pertencentes ao quadro
de ADHD. Tenho algumas dúvidas e gostaria muito de esclarecê-las:1- Qual a diferença
entre ser hiperativo e ansioso? O tratamento é o mesmo? Ritalina tira a ansiedade? Como
saber se a criança tem ADHD ou se ela tem um mal estar que a impossibilita de prestar
atenção ?estas crianças parecem incomodadas e por isso apresentam sintomas de
Déficit de atenção. É lógico se vc não está bem não tem condição de se controlar,
principalmente em assuntos aborrecidos. Pergunto se não se dá muita importância
ao
sintoma e não estamos buscando a causa. Que causa seria essa que incomoda tanto um grande
número de crianças? Seria mesmo um distúrbio na área da atenção ou um mal estar mal
definido que as fazem se comportar assim?
O Hiperatividade é uma
incapacidade para se manter durante um período determinado para uma tarefa específica e
isto não se compara à ansiedade. O tratamento da Hiperatividade é diferente que para
ansiedade e a Ritalina não é medicamento Ansiolítico. Não sei qual é a sua
especialidade, mas um profissional experimentado não terá nenhuma dificuldade em fazer o
diagnóstico diferencial entre desconforto mal definido e alteração comportamental. Às
ordens. Abram
filho de sete anos com
Hiperatividade com Déficit de Atenção. Há seis meses tomou HALDOL e agora o médico
receitou TOFRANIL. Faz duas semanas que ele está tomando e está apresentando distúrbio
do sono, agitação e agressividade. Devo comunicar ao médico para fazer a troca de
medicamento? e pergunto a você se ele voltar para o HALDOL não corre o risco de ficar
dependente. Por favor, me diga alguma coisa, pois já tentei vários tratamentos e me
sinto impotente de não poder ajudar meu filho. Atualmente ele está com uma Neurologista,
Fonoaudióloga e com uma psicomotricista.
Creio que você deve se
comunicar com o médico que está orientando para que ele possa fazer as alterações da
dose ou do medicamento se ele achar pertinente.Não creio que você deva trocar a
medicação por conta própria, pois o prejuízo será do seu filho. Abram
Minha filha tem 7 anos e
esta estudando na 2ª Série, desde a 1ª série ela vem apresentando problemas
com os estudos. Nossa visão meio de outras crianças é normal, ela não possui
dificuldade de relacionamento e é muito inteligente e esperta. Mas observamos
em seus temas escolares que seus erros se encontram nas coisas mais simples e
impossíveis de serem erradas, ela faz as contas matemáticas pela metade e
parece não perceber o seu erro, ela pode fazer 20 contas hoje e fazer tudo
certo mas no dia seguinte em 5 contas podem ser encontrados no mínimo 2 erros,
pode errar também no escrever uma frase. Ela possui uma facilidade em aprender
qualquer coisa, fazê-la várias vezes sem problema, mas de repente começa a
errar em coisas simples, nosso diagnóstico poderia ser de falta de atenção.
Ela possui o seguinte perfil: * não enxerga detalhes e faz erros por falta de
cuidado * tem dificuldades em manter a atenção * tem dificuldades na
organização e asseio com suas coisas escolares * freqüentemente perde objetos
e não se recorda onde os colocou * distrai-se com facilidade* esquecimento nas
atividades rotineiras* tem dificuldade em permanecer sentada. Quando vai fazer
seus temas, em casa, a cada minuto ela vem conversar conosco, na escola a
professora informou que esse problema não existe.* interrompe conversas e se
intromete* é imprevisível em suas tarefas, hoje pode estar tudo bem, mas amanhã não
se sabe* não tem noção do perigo* fica desorientada em algumas situações,
por exemplo, quanto o telefone e o interfone tocam ao mesmo tempo.* aprende com
os erros passados mas as vezes esquece* geralmente, durante seus temas
escolares, percebemos que ela parece estar no mundo da lua. Ela faz uma
atividade e de repente para, parece estar voando. Acredito que alguns desses itens
podem ser normais para uma criança, mas todos juntos não parecem ser
normais. Preciso de mais informações e orientação, pois toda essa situação
está nos enlouquecendo.
O quadro que descreve é
compatível com Déficit de Atenção. Sugiro que procure o Dr. Rhoden em Porto
Alegre que ele lhe será de grande ajuda no Rio Grande do Sul. Ele trabalha na
Faculdade de Medicina da URGS. Dr. Raymond Rosenberg
Antes de mais nada gostaria de
parabenizar toda a equipe pelo belo trabalho que desenvolvem e agradecer a
atenção dispensada. Sou estudante de Psicologia da UnB, e estou fazendo a
disciplina Psicologia do Excepcional 1, que busca desenvolver nos alunos, a
habilidade de observar e analisar criticamente alguns transtornos. Meu grupo
ficou responsável por apresentar um seminário sobre Hiperatividade, então,
fazendo pesquisa sobre o este assunto muitas lacunas surgiram. Encontrei alguma
literatura, mas algumas de minhas dúvidas continuam sem esclarecimento.
Gostaria de saber quais são as possíveis causas e quais os métodos de
prevenção mais recomendados para se evitar esse transtorno, pois as
informações que consegui sobre estes tópicos deixam muito a desejar.
Obrigado pelo estímulo.
Causas: desconhecidas. A imensa maioria dos casos é genética. Prevenção: do
problema em si não existe, mas de suas conseqüência sim: tratar o quanto
antes de modo que a criança não fique prejudicada em seu aprendizado e em sua
bagagem de conhecimentos. Assim, mesmo que depois da adolescência pare o
tratamento (hoje em dia não se recomenda a parada), já adquiriu muitos
conhecimentos. Pitliuk
Como distinguir uma criança disléxica
de uma criança com hiperatividade combinada ao déficit de atenção? A Fonoaudióloga
é competente para o diagnóstico?
A Dislexia é uma inabilidade
de LER em nível condizente com a idade cronológica. A Hiperatividade é uma
manifestação motora excessiva para a idade cronológica. O Distúrbio de
Atenção se revela pela dificuldade de registrar os estímulos ambientais e
guardá-los de forma organizada. Uma Fonoaudióloga de boa formação teria a
obrigação de poder identificar as 3 alterações de desenvolvimento e
encaminhar a outros Profissionais para poder encaminhar a terapêutica adequada.
Dr. Raymond Rosenberg
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