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P: O médico do meu filho
receitou Anafranil para tratamento da Hiperatividade, e estou preocupado pois
nas pesquisas que fiz na internet não encontrei a indicação deste remédio
para este tipo de tratamento
R: Eu tb não sabia que o
Anafranil era usado para TDAH.
Em Porto Alegre vocês têm
um dos centros brasileiros de projeção internacional em Distúrbio de Atenção e
Hiperatividade. Recentemente, o Dr. Rhodes (acredito seja esta a grafia certa) e o staff
do Departamento de Psiquiatria Infantil da URGS publicaram um estudo na Revista da
American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. Acredito que o seu filho receberá a
melhor avaliação possível. Procure-os logo e mencione o meu nome pois somos ligados por
traços de amizade e interesse comuns. Dr. Raymond Rosenberg.
Em Fevereiro de 2000 enviei
uma mensagem para o Mental Help questionando sobre ser possível ou não diagnosticar
Hiperatividade através do exame Eletroencefalográfico (EEG). Naquela ocasião a resposta
enviada me foi muito útil no auxílio ao tratamento psicológico de um garoto de 11 anos
de idade. Consegui através de um diagnóstico detalhado confirmar minhas suspeitas
referentes ao garoto, que é realmente hiperativo. Enquanto ocorria este processo, o
Psiquiatra que atende o caso há mais ou menos um ano, decidiu suspender o medicamento
utilizado há uns seis meses, no caso Imipramina 2Xdia e Haloperidol 1Xnoite. Hoje, a mãe
do garoto me procurou dizendo que ele melhorou muito o comportamento após minha visita na
escola em que orientei os professores a lidarem com o jeito dele ser, porém, fiquei
preocupada quando ela me contou que seu filho teve uma convulsão na escola, o que nunca
ocorrera anteriormente na vida deste, e sendo assim, estava receosa de ter alguma
relação com a suspensão dos medicamentos no final do ano passado. Aí eu pergunto:
Será que a suspeita da mãe pode ser verdade?ou, Será que o esforço do garoto em
manter-se tranqüilo acabou causando uma somatização, ou seja, antes ele era
irritadíssimo e irrequieto, externalizava seus sentimentos e por isso causava muitas
brigas com colegas na escola, agora está conseguindo evitar tumultos, mas internaliza, o
que antes não fazia, e então eclodiu no corpo.Auxiliem-me por favor, se for possível.
Sabe-se que a Imipramina
pode ser um desencadeante de crises convulsiva, mas parece que a crise se manifestou sem a
medicação. A sugestão é que se apure melhor q causa da crise. Nós não acreditamos
nas crises convulsivas desencadeadas por questões emocionais. O Haloperidol não é
anticonvulsivo, também. Abram
Cuales son los
antidepresivos más utilizados en el tratamiento de adolescentes con Déficit de
atención? existe experiencia con Reboxetina en el tratamiento del Déficit de atención?
Desconheço a existência de
trabalhos que referem o uso da Reboxetina para o Déficit de atenção. Dos antidepressivos
os mais usados são Imipramina, Clomipramina, Nortriptilina. Abram.
Os antidepressivos que
tenham sido usados com adolescentes com DDA (ou TDAH) o foram inicialmente porque se suspeitava que
eles tivessem DEPRESSÃO inicialmente. Contudo, se verificou que se tratava de um grupo de
indivíduos com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) que respondiam aos antidepressivos Tricíclicos. Portanto, a
Nortriptilina e a Clomipramina foram usadas. Atualmente , tem sido usado os
antidepressivos
Inibidores da recaptação da Serotonina tais como a Fluoxetina. Raymond
Meu filho de dez anos ,faz
tratamento a base do remédio Ritalina, receitado por um neurologista infantil.
Recentemente soube por uma psiquiatra que esse remédio foi divulgado, num congresso na
Argentina como que estava sendo proibido mundialmente . O senhor pode falar a respeito
dessa proibição
A Ritalina não está
proibida em nenhum país do mundo!!Ela é rigorosamente controlada em termos de venda e
uso nos países que conseguem ter uma visão moderna de um problema muito sério que é o
da criança hiperativa e desatenta e dos indivíduos com narcolepsia. Quem lhe forneceu a
informação se equivocou . Pode ficar tranqüilo e continue a confiar no seu Neurologista.
Dr. Raymond
Eu tenho um filho de 12 anos
com ADHD, dificuldade seria de aprendizado e Transtorno de comportamento. Quero me mudar
para o Brasil com ele, e busco desesperadamente um centro ou um colégio interno que
tratam de crianças assim. Nos mudaremos para Alto Paraíso de Goiás, e lá não existe
condições para tratamento, então gostaria de saber sobre possibilidades de colocar ele
para um tratamento interno com escola. Pode ser também em outro estado do Brasil. Por
favor, você conhece alguma escola especial para crianças com estes problemas? Se não
sabe, pode me aconselhar a quem procurar e como?
Resp 1) O que será
importante é saber-se quais as reais dificuldades que o seu filho apresenta em nível de
aprendizado e se está em tratamento e qual o tratamento que está recebendo:
medicamentos, terapias ou ambos.Em São Paulo existem várias escolas que recebem as
crianças hiperativas.Portanto seria mais conveniente outras informações para que possa
dar alguma sugestão. Abram
Resp 2) Bem-vinda à
REALIDADE BRASILEIRA que é de subdesenvolvimento!!Nós não temos instituições
especializadas em Distúrbios de Atenção mas "escolas que afirmam saber lidar com
tais crianças em nível pedagógico"mas que estão muito longe dos IEP de escolas
americanas. O máximo que pode encontrar é especialistas que têm contato com escolas e
lhes dão supervisão. Em São Paulo temos algumas escolas com experiência mas em nível
de externato. Pode voltar a se comunicar que estamos à sua disposição. Dr. Raymond
Meu filho tem completou 6
anos, há pouco foi diagnosticado com hiperativo, está na primeira série, estuda na
mesma escola desde os 2 anos de idade. Ele no começo do ano letivo deixou -me quase louca
porque queria que eu ficasse junto com ele, o primeiro dia eu fiquei, já nos outros ele
gritava muito, até eu sair da escola.Pouco depois ele se acalmava.Ele está indo super
bem no colégio está quase alfabetizado. A professora é maravilhosa com ele.Ele sempre
queria ir para o colégio, mas que eu estivesse presente sempre.Ele diz que eu sou a
namorada dele, adora beijar-me.Ele sente muito ciúme do seu irmão de 13 anos, sempre
estão em atritos, porém se amam muito.Às vezes eu fico sem saber como agir com
eles.Fico num beco sem saída. Não sei se dou umas palmadas ou deixo de castigo.O meu
filho mais velho sofre com isso pois diz que eu não fazia com ele o que eu faço para o
outro.Mas na verdade sempre fiz mas para ele, o filho mais novo é muito independente em
tudo, o mais velho não, quer tudo na mão.Então eu não entendo porque a vontade dele
estar sempre comigo, Não posso deixá-lo com ninguém, não fica nem na casa de um
amiguinho sem o irmão dele.
Se o seu filho é realmente
uma criança hiperativa, merece uma avaliação adequada e deve ser tratado caso se
confirme o diagnóstico.Quanto à questão comportamental creio que seria interessante uma
orientação psicológica para que você possa lidar com o problema de modo satisfatório e
que se avalie qual a razão do comportamento do seu filho.
Tenho um filho com
diagnóstico de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Atualmente está com 16 anos e
apesar de estar em tratamento com medicamentos (já tomou diversos inclusive Ritalina ) e
faz acompanhamento psicoterápico desde os seis anos de idade, inclusive já se tratou com
Psicólogos e Psiquiatras, associado a sua doença ele sofre de problemas emocionais
diversos alguns em decorrência da sua frustração em não conseguir fazer as coisas e da
sua própria agitação, ele também tem problemas por seu pai ser deficiente físico. É
muito inteligente mas conseguiu fazer somente até a 7a. série e ano passado devido ao
seu insucesso nos estudos resolveu parar de estudar, o Psiquiatra que o está atendendo
atualmente achou melhor não forçar para não aumentar as suas frustrações e aos poucos
ir fazendo ele voltar a estudar. Este ano ele está pensando em fazer supletivo estudando
em casa com professor, mas é uma pessoa muito só. Atualmente toma a seguinte
medicação: Rivotril, Tegretol, Neuleptil e Amplictil. Dizem que com o passar do tempo e
o fim da adolescência tudo irá melhorar, como ele está em tratamento há bastante
tempo, será que vai mesmo ou será que não?Gostaria de esclarecer que tenho um irmão
que sofre Esquizofrenia e embora todos os médicos Neurologistas e Psiquiatras consultados
dizerem que ele não sofre da mesma doença eu sempre fico apreensiva.Qual a sua opinião?
Infelizmente o caso parece
ser um pouco mais complexo para uma opinião com os dados citados que me são
insuficientes.Seria mais conveniente, caso seja do seu interesse que se marcasse uma
entrevista para avaliação do paciente. Às ordens Abram
Sou Psicóloga e gostaria de
saber se é possível diagnosticar Hiperatividade através do exame Eletroencefalográfico
(EEG).
O diagnóstico da Hiperatividade
é clínico.O EEG não tem nenhuma participação no diagnóstico. Há
vezes que o EEG é solicitado, mas para direcionamento do esquema terapêutico, somente.
Recentemente recebi o
diagnóstico de TDAHI que segundo minha médica, carrego esse transtorno desde a
infância. Interessada em adquirir maiores informações sobre tal distúrbios, tenho
pesquisado em vários sites da Internet, porém não tenho encontrado um assunto
específico: Hiperatividade E CONSUMO DE COCAÍNA. Gostaria de saber como age a cocaína
no cérebro de uma pessoa hiperativa, já que o efeito estimulante de tal droga, causa uma
sensação prazerosa ao hiperativo, diferente das pessoas normais.
Sabe-se que a cocaína reduz
a recaptação da Dopamina e o seu acúmulo na fenda sináptica ativa o Sistema
Dopaminérgico que causa a euforia e a sua ação se faz no sistema mesolímbico.Além
disso bloqueia o reaproveitamento do Triptofano, que é precursor da Serotonina e que vai
alterar o mecanismo do sono, deixando mais alerta e acentuando os efeitos estimulantes da
Dopamina.Tem, também uma ação nos nervos periféricos causando uma hipoestesia.
Portanto o que se imagina é que cocaína além dos seus efeitos estimulantes deve
potencializar o comportamento hiperativo pré'-existente. O comportamento hiperativo
é tratado com medicamentos que são incompatíveis com o uso da cocaína. A sugestão, no
caso, é o de abandonar o uso da cocaína e tentar o tratamento do quadro hiperativo.
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