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P: O meu esposo tem sintomas de Distimia,
de repente do nada o humor dele muda completamente, às vezes nos falamos
durante o dia numa boa, com muito amor e carinho, até mesmo antes de sair do
trabalho. Quando chego em casa ele está emburrado, não responde minhas
perguntas, só fala comigo novamente depois de duas ou três horas, ou até
mesmo no dia seguinte. Questiono o porquê dessa atitude e ele simplesmente não
consegue dar uma resposta plausível, inventa uma desculpa qualquer. Como já
percebi que ele pode sofrer de algum distúrbio de humor, estou aprendendo a
lidar com isso, mas é difícil. Ele teve uma história de vida complicada na
infância, abandono da mãe, madrasta tirana, omissão paterna. Foi usuário de
drogas e Álcool. No entanto não apresenta sintomas depressivos visíveis, como
desejos suicidas, tristeza profunda, angústia. Gostaria de saber se ele pode
sofrer de Distimia? Às vezes ele comenta que tem medo ou pânico de sair de
casa, às vezes apresenta compulsão por compra, são esses os únicos sintomas
que percebo. Podem ser classificados como depressão? O que posso fazer para
ajudá-lo? Temos uma filha de 1a6m, tenho medo que ela desenvolva esse tipo de
transtorno. O que posso fazer para detectar se ela tem ou não algum problema.
Preciso de ajuda.
R: Distimia não
é determinantemente genética. Existem fatores ambientais também. Se sua filha
(que herdou tb a sua genética, não só a do pai) crescer num ambiente
positivo, estimulador, harmonioso, ela tem tudo para escapar da Distimia. O
fator ambiental é quase mais forte que o genético.
P: Sou deprimido desde que me
lembro. Não lembro quase nada de minha infância e adolescência. Descobri ser
depressivo bipolar aos 35 anos. O Lítio não me fez bem. Hoje me auto-medico
com Tryptanol e Rivotril. Tenho todos os sintomas amenizados, não penso pelo
menos mais no suicídio, mas tenho alterações de humor várias vezes ao dia,
as vezes na semana, muito instável. Minha vida profissional e financeira não
se estabilizam por estes problemas. Tenho 46 anos e tenho muito medo de
continuar assim, mesmo por saber que com a idade a tendência é piorar.
Justamente devido a doença, não consigo condições financeiras para
tratamento e gratuito n existe na minha cidade (Precário demais). Recentemente,
fiz uso de álcool abusivo e é so tomar um só copo de cerveja que meu olho
direito incha e sinto dores de cabeça insuportáveis. Agora a dor se alastrou
para a região periférica de todo o crânio. Dor tipo na pele que torna difícil
até mesmo lavar o cabelo. Teria alguma ligação com o uso de álcool? Afirmo
que em dias que vou em alguma festa, não tomo os comprimidos. AH, sim, o que
mais me deprime e sempre destruiu minha vida, é uma forte insegurança que vem
junto com a
R: Parece ser uma Distimia
com uma certa Fobia Social. Vale a pena vc viajar uma vez para uma cidade grande
para se tratar. Tryptanol não costuma ser bom para Distimia.
P: Envio uma
pergunta, se for possível respondê-la, agradeço desde já. Desconfio de
sofrer de Distimia, penso procurar um médico logo, porém tenho medo de tomar
remédios por seus efeitos colaterais, principalmente de engordar. Tenho uma tia
que está muito magra e seu médico lhe receitou Fluoxetina p ajudá-la a ganhar
peso; uma colega queria emagrecer e seu médico lhe receitou o mesmo remédio.
Qual é a influência deste medicamento e de outros antidepressivos no peso das
pessoas?
Não se preocupe,
Renata. Se um remédio der colaterais é só trocar por outro. Com certeza tem
algum remédio bom para vc. Mas com vc sabe. quem sofre de Distimia não gosta
de remédios... Atenciosamente Dr Rubens
P: Eu estava lendo nesse site e me identifiquei com vários
sintomas:
1-TPM;
2-Distimia;
3-Depressão;
4-DDA.
Gostaria de saber se posso ser diagnosticada por um profissional tendo essa série de sintomas?
Essas doenças tem relação entre si?
R: Na verdade pode, pq
Distimia e depressão são praticamente a mesma coisa.
Para ter TPM basta ser mulher.
E vc pode ter herdado DDA da família. Quem tem DDA tem um pouco mais de risco de ter depressão do que outras pessoas.
E se o DDA te trouxe problemas de auto estima na infância (estou escrevendo "se" pq não te conheço), isso é uma bela porta de entrada para uma
Distimia, que na vida adulta pode virar uma depressão.
Tenho distimia desde que me
conheço por gente. Já tomei y, z, w associado a t e, agora, x. Todos esses medicamentos funcionaram bem durante algumas semanas e depois
cessaram o efeito terapêutico por completo. Porque ocorre isso? Cada vez que isso
acontece é uma grande decepção. Também passei a fazer psicoterapia por insistência do
meu psiquiatra mas acho isso totalmente inócuo, sem sentido, ridículo mesmo. Será que
vale a pena continuar a psicoterapia nessas condições? Será que existem medicações
mais estáveis no mercado? Ou o meu caso não é tratável?
Pode ser porque
1) Foram tomados em doses baixas demais.
2) Não eram os ideais para você. Você tomou 4, existem uns 30 diferentes.
3) Desses 4, 3 deles tem o mesmo mecanismo de ação, talvez fosse o caso de tentar não
apenas medicamentos diferentes mas principalmente mecanismos de ação diferentes.
Gostaria de saber como é
feito o diagnóstico para determinar se a pessoa é ou não Distímica.
O diagnóstico é feito como
qualquer outro na Medicina. Através de uma conversa com o médico e eventualmente
através de alguns exames para excluir outras patologias.
Estou em tratamento para
Distimia. Quando tomava 30mg de x por dia tive uma melhora moderada. Com o aumento
gradativo da dose para 60 mg o medicamento foi perdendo o efeito.É possível que a dose
ideal tenha sido ultrapassada?
O mais provável é que ela
não seja sua medicação ideal. x não tem "janela" terapêutica (quer dizer abaixo de tal e acima de tal dose pára de
funcionar).
Tenho uma pessoa na família
que parece apresentar os sintomas de Distimia. Ela é adolescente, mas desde pequena
comporta-se de maneira mal-humorada, sempre "desmancha prazeres" e sempre
resmungando e criando clima pesado . Tanto é que ela está proibida de voltar a minha
casa embora seja afilhada de meu esposo. Por estar de férias e longe da mãe, a
qual também não nos relacionamos bem devido ao seu ( também )temperamento difícil,
ficava a menina todo o tempo "grudada" em mim e não queria fazer nada além
disso. Ou seja, não conseguia ler um livro, brincar sozinha, ir a algum lugar sozinha,
andar de bicicleta...Eles, os pais, dizem que é coisa de adolescente, mas ela sempre foi
assim como disse antes. Meu esposo, meus sogros e até o irmão dela reconhece que ela tem
um problema psiquiátrico. Gostaria que me enviassem mais aspectos sobre Distimia e
conselhos de como posso ajudá-la.
Dê para ela ler os textos
sobre o assunto, com isso ela talvez concorde em procurar tratamento.
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