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P: Gemidos e "uivos"
podem aparecer em quadros de depressão grave? Minha sogra tem 65 anos e faz
tratamento para depressão há mais de 20 anos com Rivotril e Tegretol (1 gota
de cada) e apesar dos anos de tratamento nunca voltou ao "normal". Tem
pensamento e ações lentificadas, dá dimensões exageradas ou
"inventa" problemas de saúde e nunca está realmente bem. Há alguns
meses seu marido sofreu um AVC que alterou a rotina e ela agora está piorando
muito, com crises de choro, não sai da cama e fica gemendo o tempo todo. É
comum nos quadros depressivos esses gemidos? Ela diz que não consegue contê-los.
Pode estar associado a outro transtornos psiquiátricos? Há 20 anos, quando
tudo começou, houve episódios de alucinações auditivas e visuais que não
mais aconteceram.
R: Se a depressão for acompanhada
de uma mega ansiedade, pode sim, mas pela idade dela, pelo longo histórico e
por esse tratamento estranho (1 gota de Rivotril não é nada e Tegretol não
existe em gotas), seria conveniente uma reavaliação completa.
P: Olá!! sou portuguesa e
descobri o seu site. achei bem organizado, esclarecedor e muito util. parabéns! gostaria
de saber sua opinião, quando pudesse ,do seguinte: tenho 24 anos, a minha mãe
faleceu a 5 meses tendo estado doente 2 anos e meio e eu acompanhei-a sempre. á
5 meses receitaram-me Bromazepan mas eu continuei com muita ansiedade, um grande
mau estar e ataque de Pânico. já nem saia de casa. Há um mês e meio minha
medica achou q não era so período de luto mas depressão. receitou-me Sertralina
e melhorei começando fazer as minhas atividades diárias. minha psicóloga não
gostou da decisão e disse q luto nunca deve ser tratado com antidepressivo. se possível
gostava de saber a sua opinião. muito obrigada!!!
R: quer dizer que seu luto
provocou o aparecimento de uma Depressão com Ataques de Pânico, que vc tomou
Sertralina (Zoloft), que com esse tratamento sua vida voltou ao normal, mas
mesmo assim sua psicóloga "foi contra" ??? O que ela queria, que vc
continuasse sofrendo ?
P: Dr. Rubens, estou atualmente
com um quadro de depressão recorrente grave sem sintomas psicóticos. Me foi
receitado (gradativamente) 250mg/ dia de Sertralina e 30 mg de magnésio quelato. sinceramente
houve melhora, porém fico meio "zonza", como se estivesse meio "aérea",
minha pergunta é essa dosagem de Sertralina é normal? o magnésio quelato é
indicado pra que? e por fim há remissão ( cura) para a depressão. muito
grata.
R: 250 mg de Sertralina
(Zoloft, Tolrest, Assert) é uma dose bastante alta, pode estar dando essa
zonzeira. Esse Magnésio Quelato tb não sei para que serve.
P: Doutor
faço tratamento depressão com ansiedade a 3 anos com Pamelor 50mg, no início
tomei Apraz 0,5 tive bom mais meus serviço era 3 horários já não me ajudava muito. Em
Janeiro 2009 tive recaída com crise Pânico e depressão, atualmente estou
tomando ainda Pamelor Apraz doses a noite e iniciei Pondera 20mg pela manhã
para retirada do Pamelor. Gostaria de saber se com retirada do Pamelor posso
voltar ter crises e se Pondera poderá me ajudar nesse quadro. Obrigado.
R: O Pondera (Paroxetina) pode
ser muito bom sim, para quadros de depressão com ansiedade. Mas muitas pessoas
precisam mais que 20 mg por dia. O Pondera é eficaz até 80 mg por dia.
P: Oi, meu nome é Jessica e tenho
17 anos. eu so quero perguntar uma coisa... eu do nada comecei a sentir
tristeza, vontade de morrer, falta de apetite, choro a toa, me sinto uma inútil,
e nao tenho esperanças e penso que nao vou ser nada no futuro e tenho dor de cabeça. Será
que estou com depressão? por favor me ajudem, eu ainda nao disse nada pra minha
família, mais estou começando a ficar com medo.
R: Jessica, vc deve contar para
teus pais como está se sentindo e pedir para eles marcarem hora num psiquiatra,
que vai ver se você precisa de tratamento medicamentoso ou psicoterápico. Se
eles tiverem dúvida, imprima a página de Depressão e dê para eles lerem.
Nessas horas o apoio da família é muito importante.
P: O meu namorado está a tomar o
antidepressivo Dumyrox (100 mg Maleato de Fluvoxamina) uma vez ao dia já há
dois meses, pois apresentava sintomas depressivos. A psiquiatra disse-lhe para
continuar com o tratamento por mais dois meses, mas não lhe deu prognósticos
de quanto tempo durará o tratamento nem a forma de fazer o "desmame"
da respectiva medicação. Apenas para eu compreender, quanto tempo em dura em médica
um tratamento desse tipo? E de que forma se faz a desabituação à medicação
de forma a não existirem sintomas de privação?
R: O tempo de tratamento
depende de vários fatores mas quase sempre é de pelo menos um ano. Fluvoxamina
(Luvox no Brasil) não deve ser interrompido de repente por causa de sintomas
de abstinência.
P: Tomo Paroxetina há algum tempo
para depressão. Não sinto melhoras, apenas efeitos como tremores, dor de cabeça
e aumento de peso. Isso é normal?
R: Claro que não! Porque a
Paroxetina não foi trocada ?
P: Há cerca de 18 anos tive um infarto
pequeno e ha um anos uma carótida obstruida. Faço todos os exames de rotina
preventivos me alimento bem e faço exercícios físicos regulares. A cerca de 7
anos estava freqüentemente com uma vontade de chorar sem causa. Procurei um
psiquiatra em minha cidade e após várias tentativas de psicoterapia e
medicamentos estabilizei com a Fluoxetina 20mg por orientação do mesmo
profissional descontinuamos o tratamento. A cerca de 2 anos atrás voltou mais
forte porém com os mesmo sintomas. Voltei a procurar o mesmo profissional mas
após dois anos de tentativas nenhum medicamento fez efeito me disse que tinha
perdido de avaliação e achou melhor indicar um outro profissional para medicar
e ele para fazer a psicoterapia. Eu resolvi então procurar outro profissional
para fazer ambos. Após ouvir meu relato indicou DEPAKOTE iniciei com 500 e já
estava com 1500mg e 0,80 no exame de sangue então o mesmo resolveu aumentar em
mais 250 mg ou seja 1750mg pois os sintomas não passam. Está correto o
caminho? Existe mais alguma coisa que eu possa fazer? Está muito mais sofrido
que antes de uma forma que eu não imagino suportar. Tenho 58 anos e sou
engenheiro. Parabéns pelo site e gabarito das respostas.
R: Olá André, não é
possível saber se os antidepressivos não funcionaram, ou se não foram
utilizados em doses adequadas. Se suas queixas são só de depressão, não
entendo porque voce está tomando um estabilizador de humor, que trata em
monoterapia, os quadros maníacos. Desculpe só levantar questões e não ter
respostas para te dar. Dra. Alina Landi
P: Serei breve e pontual. Talvez
exista algo nesse sentido, mas estou realmente sem esperança e precisando de
uma ajuda. Pais brigando
desde o Buffet de casamento, mão com histórico e 38 internações psiquiátricas. meu
pai ia viajar e , aos 12 anos eu pegava o carro dele com chave cópia e, com
meus irmãos ia visitar ela. Cenas
horríveis. Melhorou quando completei 18 anos... Tinha
o peso de sustentar a casa, meu irmão começou a apresentar quadro de
Esquizofrenia. Múltiplos
pesos: sustento da casa + cuidados com meu irmão (surtos diários), passei a
sustentar meu pai. Era
muito ativo e agitado, memória prodigiosa... tudo muito intenso...
produtividade elevada. 2006,
resolvo namorar, rejeição, fim de namoro... auto-estima lá embaixo, os problemas
de anos vieram à tona, depois de 15 dias seqüestro relâmpago + 40 dias
capotamento e fratura de úmero. Resultado:
DEPRESSÃO profunda, SÍNDROME DE PÂNICO, e agora fui diagnosticado como
Bipolar. Remédios: Muitos
anti-depressivos...ultimamente Lamotrigina + Lítio + Rivotril...agora Seroquel
+ Lítio + Rivotril. Sintomas:
Sintomas atuais são: ANEDONIA PROFUNDA; FALTA DE MEMÓRIA, FALTA DE
´´EMOÇÕES´´...não sinto susto, alegria, tristeza, afetividade...tudo NULO. Não
gasto com supérfluos, mas simplesmente não há reação emotiva normal ao
dinheiro, ou seja, gastar 1.000,00 com algo que vale 200,00 não tem problema,
é mais fácil...pesquisar dá trabalho...enfim, não dou valor ao dinheiro. Antes,
se fosse roubado, ou se tomasse um calote...o coração vinha à boca...a
Adrenalina disparava...vc conhece como é... Pergunta:
Isso tem saída?...perdi aquela mente tão brilhante que me rendeu boa carreira?? (hoje
é só cama). Estou condenado à marginalidade? Qual o provável prognóstico e diagnóstico?
R: Olá Carlos, sempre tem
saída tendo um profissional competente lhe acompanhando, que faça um
diagnóstico adequado e indique o tratamento medicamentoso correto, e no seu
caso que indique também um psicoterapeuta competente, para trabalhar todas
estas experiências vividas. Dra. Alina Landi
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