As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Distimia ou depressão subclínica crônica desde a infância ou adolescência, com períodos de piora nos quais a Depressão é mais evidente. Se não melhorar em 2 a 3 meses, precisa reavaliar o tratamento.

Distimia, a depressão crônica.

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Este texto é exagerado de propósito, não se ofenda.

Ninguém tem todos esses sintomas e todos esses traços de personalidade. Muitos Distímicos se esforçam para vencer as dificuldades de relacionamento e serem mais sociáveis. Eles são injustiçados porque as pessoas não sabem que seu mau humor é causado por uma doença.

A Depressão vem em fases mais ou menos fortes e bem delimitadas. A Distimia é um estado depressivo crônico que costuma aparecer na adolescência ou na infância.

OBS.: O diagnóstico Distimia substituiu outros como "Neurose Depressiva", "Depressão Neurótica", "Neurastenia", "Melancolia", "Transtorno Depressivo de Personalidade".

1) Qual é a "fama" da pessoa Distímica ?:

  • Melancólicas, depressivas desde a infância ou adolescência.

  • Baixo astral, pessimistas, reclamonas, encucadas.

  • Perfeccionistas que não têm muita tolerância para as imperfeições dos outros.

  • Auto-estima baixa e auto-crítica alta.

  • Dificuldade para confraternizarem.

  • Desenvolvimento profissional pode ser prejudicado pela dificuldade de relacionamento com colegas.

2) Desenvolvimento:

Geralmente as distímicas recebem estímulos negativos no trabalho, nas atividades sociais, nos namoros. Isso reforça sua visão negativa do mundo.

Sucesso atrai sucesso, dinheiro atrai dinheiro, poder atrai poder, sorte atrai sorte, beleza atrai beleza, Distimia atrai isolamento social, rejeição, falta de convites, etc.

Quanto mais cedo a Distimia começar, mais vai prejudicar os relacionamentos.

3) Comorbidades (concomitância de outras patologias): 

  • Quase todas as distímicas irão ter fases de Depressão mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla). Geralmente o tratamento dessas fases depressivas muda o humor da paciente para um nível melhor do que o humor Distímico anterior.

  • Ataques ou Síndrome do Pânico.

  • Obsessividade, perfeccionismo.

  • Cefaléias e Enxaquecas.

  • TPM.

  • Prisão de ventre.

  • Sazonalidade, isto é, piora com tempo cinza, chuvoso, sem Sol.

Quando a Distimia for tratada, provavelmente as comorbidades irão melhorar “por tabela”.

4) Causas:

  • Relações familiares complicadas na infância.

  • Separação dos pais.

  • Orfandade cedo.

  • Pais muito bravos, agressivos, Distímicos.

  • Famílias com maior incidência de Depressão, Pânico e  DOC (ou TOC)

  • Famílias com Transtornos de Personalidade, Alcoolismo, Drogas.

  • Doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção.

  • Reações duradouras provocadas por Stress pós Traumático.

5) Incidência:

Pode ocorrer desde a infância, mas é mais freqüente na adolescência. Para cada homem existem cerca de 3 mulheres com Distimia. A incidência geral na população é cerca de 3%.

6) Tratamento:

Distímicas não gostam de remédios, mas o tratamento com Antidepressivos melhora a vida delas, de seus amigos e familiares.

A Psicoterapia (mais medicação) é mais importante do que na Depressão.

Por isso, a combinação de Psicoterapia mais Medicação é muito positiva.

Fototerapia: se houver sazonalidade na evolução da Distimia, a Fototerapia pode ajudar. bastante

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