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A
Depressão
vem em fases mais ou menos fortes e bem delimitadas. A Distimia é
um estado depressivo crônico que costuma aparecer na adolescência ou na infância.
OBS.:
O diagnóstico Distimia substituiu outros como "Neurose Depressiva",
"Depressão Neurótica", "Neurastenia",
"Melancolia", "Transtorno Depressivo de Personalidade".
1)
Qual é a "fama" da pessoa Distímica ?:
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Melancólicas,
depressivas desde a infância ou adolescência.
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Baixo
astral, pessimistas, reclamonas, encucadas.
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Perfeccionistas
que não têm muita tolerância para as imperfeições dos outros.
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Auto-estima
baixa e auto-crítica alta.
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Dificuldade
para confraternizarem.
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Desenvolvimento
profissional pode ser prejudicado pela dificuldade de relacionamento com
colegas.
2)
Desenvolvimento:
Geralmente
as distímicas recebem estímulos negativos no trabalho, nas atividades sociais,
nos namoros. Isso reforça sua visão negativa do mundo.
Sucesso
atrai sucesso, dinheiro atrai dinheiro, poder atrai poder, sorte atrai sorte,
beleza atrai beleza, Distimia atrai isolamento social, rejeição, falta de
convites, etc.
Quanto
mais cedo a Distimia começar, mais vai prejudicar os relacionamentos.
3)
Comorbidades (concomitância de outras patologias):
-
Quase
todas as distímicas irão ter fases de Depressão
mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla). Geralmente o
tratamento dessas fases depressivas muda o humor da paciente para um nível melhor do que o humor Distímico anterior.
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Ataques
ou Síndrome do Pânico.
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Obsessividade,
perfeccionismo.
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Cefaléias
e Enxaquecas.
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TPM.
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Prisão
de ventre.
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Sazonalidade,
isto é, piora com tempo cinza, chuvoso, sem Sol.
Quando
a Distimia for tratada, provavelmente as comorbidades irão melhorar “por
tabela”.
4)
Causas:
-
Relações
familiares complicadas na infância.
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Separação
dos pais.
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Orfandade
cedo.
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Pais
muito bravos, agressivos, Distímicos.
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Famílias
com maior incidência de Depressão, Pânico
e DOC
(ou TOC)
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Famílias com
Transtornos de Personalidade, Alcoolismo, Drogas.
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Doenças
incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações,
lesões de medula, dificuldades de locomoção.
-
Reações
duradouras provocadas por Stress
pós Traumático.
5)
Incidência:
Pode
ocorrer desde a infância, mas é mais freqüente na adolescência.
Para cada homem existem cerca de 3 mulheres com Distimia. A incidência geral na
população é cerca de 3%.
6)
Tratamento:
Distímicas
não gostam de remédios, mas o tratamento com Antidepressivos melhora a vida
delas, de seus amigos e familiares.
A
Psicoterapia (mais medicação) é mais importante do que na Depressão.
Por
isso, a combinação de Psicoterapia mais Medicação é muito positiva.
Fototerapia:
se houver sazonalidade na evolução da Distimia, a Fototerapia pode ajudar.
bastante
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