As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Cuidado com falsos médicos

Distimia ou depressão subclínica crônica desde a infância ou adolescência, com períodos de piora nos quais a Depressão é mais evidente. Se não melhorar em 2 a 3 meses, precisa reavaliar o tratamento.  

Depoimentos em DISTIMIA Pág  1 Pág  2  Perguntas e Respostas 

Os problemas descritos neste Site em sua imensa maioria são tratáveis e os pacientes ficam bons. Os depoimentos foram escritos pela  minoria:

  • Cujo tratamento foi ou está sendo muito difícil.

  • Que procurou tratamentos alternativos ineficazes e cronificaram.

  • Que simplesmente não se tratou por desconhecimento ou preconceito.

  • Que foi tratada de maneira inadequada.

  • Que não foi tratada pela minha equipe J

A grande maioria das pessoas fica boa e não escreve nem fala mais sobre o assunto.

P: Boa noite, um diagnóstico de Distimia só é feito por um psiquiatra, pois também me identifiquei com os sintomas...Gostaria de saber se esses mesmos sintomas podem ser de certo modo, característicos de personalidade, ou seja sem tratamento (desculpe minha ignorância...)?
Sempre fui mal-humorada, estressada e principalmente pessimista (desde criança) mas justificava tudo com a falta de amor em família e com o fato do pai ser irritadíssimo e mãe depressiva, pensava que teria que conviver com isto por toda vida, mas como esses sintomas têm-se intensificado e me atrapalhado ao ponto de ser chamada a atenção no trabalho (que estaria sendo grossa desnecessariamente) e na faculdade recebi advertência verbal por estar mobilizando colegas contra a faculdade por problemas que poderiam ser resolvidos com conversa civilizada. Meu noivo tenta sempre me acalmar porque em qualquer lugar que vamos eu brigo com todo mundo. Só que eu não acho que estou errada, por exemplo acho um absurdo ficar horas na fila de banco, estou lá para pagar não pra pedir, só que não aceito calada como toda pessoa normal faz, tudo que foge à regras, as leis, que seja injustiça, me revoltam, e se eu não falar tudo que penso, parece que vou infartar de tanta raiva que me sobe, chego a ficar vermelha.
Preciso muito de ajuda, não agüento mais ser taxada de chata, mal-humorada e de anti-social, sinto-me mal quando brigo, só que não consigo evitar, vejo algo errado e sempre me mito. Desde já agradeço as futuras palavras que com certeza irão me ajudar!

R: Procure um psiquiatra porque com medicação e psicoterapia tua vida muda para melhor, e muito !!! Aí em Floripa: Dra Evelyn Cremonese

Após anos e anos, um psiquiatra concordou com a minha desconfiança: Distimia. Fui uma criança tímida, isolada. Adolescente melancólica, ansiosa, deprimida, com a primeira crise aos 18 anos após morte de uma amiga e questões de vestibular. Mãe depressiva, com Fibromialgia, irmão bipolar e Esquizofrenia leve. Hoje aos 34 anos, me sinto melancólica, com uma preguiça infinita, desanimada para tudo. Na primeira crise, aos 18, tomei vários antidepressivos e Ansiolíticos, os quais não recordo. Nas demais crises tomei, Kava-kava, Hypericum, Paroxetina (mais ou menos 2 anos). Fiz terapia por 3 anos, o que ajudou muito, muito, na ansiedade. Ano passado foi um ano complicado, casamento, emprego, doenças na família... Comecei sentir taquicardia, dores no corpo, preguiça infinita, parecia mais fácil andar pra trás do que pra frente, se deixasse eu ficava no mesmo lugar por horas e horas, e ao mesmo tempo um bicho-carpinteiro, mas que eu não dava conta de fazer o que precisava, andava de um lado pro outro e não fazia nada. Fiz quinhentos exames e nada... o médico me disse ser um estado de stress agudo, e que eu mantinha o ritmo anterior, de quando dos problemas citados acima. Daí procurei um novo psiquiatra que concordou com minha hipótese de Distimia. Devido a questão da libido que zerou por total, ele me passou Wellbutrin SR, 150 dia, e Lamitor 25 - 2x/dia; não senti nenhum efeito colateral que incomodasse, mas se fico um dia sem tomar, no final do dia já sinto uma fraqueza (raramente esqueço), sinto mais efeitos qdo fico sem. Nos 3 primeiros dias dessas medicações, me senti imensamente depressiva, choros..., depois passou. Já estou no segundo mês de tratamento, não venho sentindo muita melhora, melhorei um pouco e aí fiquei, tenho percebido altos e baixos no humor, no ânimo... Meu médico está viajando, li a bula e por conta própria aumentei o Wellbutrin para 2x/dia desde ontem. Qto aos remédios não tenho receio em tomá-los, meu receio é que os outros saibam que estou tomando! Eu pretendia engravidar até o meio desse ano, mas acho q não será possível... Essa combinação de medicação estaria correta? Devo falar logo com meu médico ou esperar mais um tempo tomando a medicação? Tem dias q não me suporto, do nada começo a maltratar as pessoas mais próximas, depois o arrependimento mata; com estranhos não tenho essa reação. Agora desenvolvi uma ansiedade qto a gravidez, se devo, se posso, se vou ser boa mãe... se meu marido vai me suportar por mais um dia. Há dias em que para não se aproximar de mim, começo a implicar... HELP ME!!!

R: Pode ser uma boa combinação, se você melhorar. E não ser, se você não melhorar. Quero dizer que não existe um medicamentos ou uma combinação de medicamentos que seja boa para todas as pessoas. Esse que você está tomando são bons medicamentos.

Bom dia! Tenho 25 anos e tenho Distimia desde a adolescência. Estou ha dois anos casada e morando na França e feliz com meu marido e casamento. Infelizmente, "aqueles" sintomas sempre aparecem, embora eu já tenha tentado me curar através de remédios, terapias convencionais e alternativas, etc. Faz dois meses q comecei um novo tratamento, antidepressivo 35mg Efexor e ansiolítico, não lembro o nome. Faço psicoterapia tb, mas na primeira consulta a psiquiatra disse pra eu falar do meu passado, pois ha coisas q não consegui "digerir"; Confesso ha coisas do meu passado q me fazem mal e algumas vezes saí aliviada da sessões após os desabafos. A questão é: e o meu futuro? Adoro estar com os amigos e sou bastante agradável qdo estou em clima de festa ou reuniões com amigos. Mas qdo penso em enfrentar a dureza e a realidade do mundo do trabalho tenho muito medo. Tenho muita vontade, mas me sinto incrivelmente incapaz, sobretudo pq o desafio é em outro pais. os remédios acalmam minha depressão e ansiedade, a terapia me alivia das dores do passado, mas como aprender a enfrentar o futuro já q passei metade da minha vida lutando contra a depressão? Quero dizer, não tenho preparação nenhuma para enfrentar os novos desafios. Isso tudo depois de conseguir um dia vencer a Distimia.....

Eu estava lento sobre Distimia e me identifiquei muito com a doença, tenho todos esses sintomas, e me preocupo muito com isso, e queria saber de alguém se eu tenho ou não a doença.. Eu não tenho facilidade para fazer amizades, tenho um problema muito estranho, eu estou em um lugar com amigos e tal rindo alegre feliz de repente do nada me da uma angústia, tristeza daí eu choro sem controle, sou muito ansiosa quando eu sei que algo vai acontecer eu nem durmo direito, nem penso direito, sou muito pessimista nada pra mim vai dar certo tudo só comigo q dá errado, não saio de casa meus pais quase imploram pra mim sair, mais eu prefiro fica em casa no meu quarto no computador ouvindo música qualquer coisa menos estar entre pessoas que eu não conheço, não me sinto à vontade, em questão da beleza é estranho tem dia que me acho bonita e tem dia que não, isso pra mim é relativo depende do meu dia; acordo muitas vezes de mau humor e isso não muda o dia todo, mais tem dia que acordo bem so q durante o dia esse humor muda... tenho enxaquecas insuportáveis que ate bater a cabeça na parede eu bato, não agüento parece q ela esta sendo comida por algum bicho, sou uma pessoa muito pensativa so que a maioria dos meus pensamentos não são nada bons, já pensei em suicídio, penso morte sempre so q penso muito nos meus pais por isso não cometi algo terrível, sou perfeccionista, quando tenho algum trabalho de escola prefiro fazer sozinha porque eu sei que vai ficar bom, quando alguém faz acho que está ruim que está mal feito só que o trabalho está ótimo mais eu não aceito essa idéia, eu sou muito crítica digamos assim, eu acho tudo errado, a forma que o país está, enfim eu critico tudo mais critico dando idéias, opiniões. Sou muito encucada quando eu enfio uma idéia na cabeça eu só a tiro com a certeza de que não é aquilo...Bom eu já disse alguns dos sintomas...por favor eu imploro a vcs que vcs me deem uma resposta sobre isso se eu tenho ou nao a Distimia, se nao for muito incômodo poderia responder no meu email? me sentiria grata e seria mais agradável pra mim sei que aqui tem pessoas com o mesmo problema que o meu mais nao me sentiria bem todos lendo o meu problema se é que vcs me entende... realmente estou muito preocupada mais nao em relação a mim e sim aos meus pais...Obrigado...tenho 15 anos..

Faço terapia há 6 anos, por causa de uma crise de depressão. Quando comecei a fazer terapia, comecei a tomar Efedrina para emagrecer e malhar mais, já que eu era super contra tomar antidepressivos por puro preconceito. Depois, parei de tomar Efedrina e comecei a tomar Benzodiazepínicos e Fenproporex, para emagrecer, pois a depressão engorda.
Na realidade o que eu tenho não é uma depressão profunda, sempre trabalhei e estudei, sempre me ocupei das atividades ao meu redor. O que eu tenho é Distimia, pois meu humor tende à melancolia, o que afeta os meus relacionamentos. Quando não estou melancólica estou agressiva... imagino como isso é difícil para quem convive comigo, e tento controlar ao máximo os meus impulsos destrutivos, pois sem meus amigos a vida fica pior.
Fiquei noiva mas preferi não casar pois me senti insegura em relação ao meu ex-noivo, terminei o relacionamento e parei de tomar a Fluoxetina e o Benzodiazepínico, resultado: engordei 12 quilos em 8 meses, pedi demissão do meu trabalho pois não tinha mais paciência para as coisas cotidianas, gastei mais de 8.000,00 comprando bobagens no cartão de crédito, acordava e dormia chorando todos os dias, tinha dias que eu comia tanto que eu precisava vomitar para poder dormir. 
Resolvi finalmente tomar uma atitude, fui na Psiquiatra e contei toda a minha história.
Ela me receitou 20mg de Maxapran (Cittá, Cipramil, Citalopram)/dia. Me sinto bem melhor, mas sobretudo, me sinto acolhida.
Pessoal, vale a pena procurar ajuda, uma vida doente é uma sobrevida!!

Sempre achei que tinha algum problema por me achar muito tímida, mal-humorada, ser séria demais, melancólica, enfim ser meio "baixo-astral" e ao mesmo tempo queria ser o oposto, achava bom ser assim porque de uma certa forma afastava as pessoa, criando uma barreira. Não tive muitas amizades por nunca me envolver, me doar verdadeiramente, sempre achava que ninguém ia gostar de mim , por isso, sempre fui de ficar na minha. Até na vida profissional tive dificuldade em realizar alguns projetos: queria ser atriz, jornalista, escritora, mas nunca levei em frente. Cheguei até a começar o curso de jornalismo, fiz teatro, mas sempre ficava com medo de me expor,. Após ouvir sobre Distimia me identifiquei, e pesquisei na internet. Mas confesso que não sei como me tratar, acho que por preconceito ou por medo do que as pessoas podem dizer. Tenho 33 anos, estou casada pela segunda vez, após várias tentativas de relacionamentos frustrados. Gostaria de ser mais alegre, mais feliz.

Desde que me entendo por gente, que sinto uma tristeza infinita, acho que nunca fui feliz, a não ser quando meus filhos nasceram, tenho um marido maravilhoso, uma família que me ama, me apoia em tudo que faço, só que a minha vida está passando e eu não estou vivendo, faço tratamento psiquiátrico e psicológico há um ano e meio, porém já fiz dois tratamentos antes desde e não fiquei curada porém todos achamos que estava curada, só que quando veio a recaída aí sim foi o maior sofrimento ainda estamos vivendo este drama haja visto que não tenho disposição para fazer nada, fico dias fitando o nada, e é uma tristeza tão infinita que as vezes tenho raiva do mundo e me pergunto o que está faltando, nós os depressivos não somos compreendidos pelas pessoas que estão no nosso dia-dia, por isso eu prefiro não sair de casa vivo presa.

Dr Rubens, estava pesquisando na internet a possibilidade do "mau-humor" ser enquadrada como doença e, por sorte, acabei localizando o seu "site". Quase todos os depoimentos que eu li coincidem com o que eu sinto. Cronologicamente:
Na infância era briguento, chato, poucos amigos, dificuldade de concentração, mau-humor, dificuldade p/ dormir.
Na adolescência e fase adulta continuo com todas os sintomas anteriores acrescidos de desânimo, sem ânimo pelo meu trabalho, dificuldade de relacionamentos c/ esposa e filhos (estou presente fisicamente mas não socialmente/afetivamente). 
Pq dificuldade ou compromisso financeiro é motivo de raiva ou rancor para com eles (minha família).
O engraçado é que no meu trabalho procuro ser diplomático, fazer o meu trabalho corretamente, o contrário do que acontece em casa.
nunca tinha ouvido falar da Distimia. Seria o meu caso?

Gostaria de agradecer por esse site. Tenho sofrido de Distimia desde minha infância, quadro que pode ser considerado genético por eu ter uma tia que se suicidou e uma mãe com graves problemas emocionais. Bem, também posso dizer que foi excesso de tristeza, porque fui criada em meio a muito caos e violência. É um grande alívio para mim saber que é uma doença, que não sou eu, ou minha personalidade. Porque sempre senti como se tivesse outra de mim, sadia e criativa, que em raros momentos toma conta do meu ser. Hoje, tenho 33 anos e não consegui fazer nada da minha vida. Não terminei nenhuma das três faculdades que comecei, perdi meu casamento e não tenho amigos. Sinto que estou piorando, estou muito assustada com isso e com a falta de perspectivas. A dois anos tenho tido ataque de pânico. O problema é que estou no Chile, não tenho confiança e nem dinheiro para procurar um médico. Além do mais, tenho muita, mas muita resistência aos remédios psiquiátricos. Sinto muitos efeitos colaterais, e não consigo tomá-loss de maneira correta, porque sou uma pessoa muito desorganizada. Será que Yoga me ajudaria? Desconfio dos médicos, detesto ser tratada como uma criança... Porque nunca me disseram o diagnóstico? Será que não descobriram? Porque nunca dizem para que serve e como funciona o remédio que vai nos causar tantas mudanças?

Eu sofro de Distimia desde que nasci, porém só foi diagnosticado a minha doença depois que eu cortei meus 2 pulsos no dia do meu aniversário, pra melhorar a situação foi afirmado por profissionais de qualidade que tenho distúrbio de personalidade BORDERLINE, aumentando ainda mais a minha negatividade em relação as coisas da vida, me sentia feio, magro, complexado, mas na verdade sou um rapaz até muito bonito, sempre tive garotas a fim de mim, mas eu nunca estava com energia para namorar ninguém, eu tinha 15 anos na época. Desde então eu passei a tomar vários medicamento conjugados como Clonazepan (Rivotril) de 2mg 4 vezes ao dia junto com Citalopram (Cipramil, Celexa, Procimax) e Venlafaxina (Efexor, Venlift, Venlaxin). Mas não satisfeito com o resultado eu me meti no mundo das drogas, usei cocaína, maconha, álcool descomunalmente pois além de tudo minha família é extremamente compulsiva e eu sofria também de bulimia e anorexia. Eu tinha tanta vergonha de falar disso porque achava que bulimia era doença de mulher e não de homem, mas tudo isso junto estava me matando, isso durou dos 16 aos 19. Com vinte anos cometi a maior das minhas insanidade, passei a tomar Anfepramona junto com Fenproporex na dosagem de 20 cápsulas de cada por dia cinco tomadas de 5 comprimidos de cada medicamento durante 8 meses, e depois para dormir 8 a 10 comprimidos de codeína com um vidro de xarope também de codeína mas 100 gotas de Clonazepan para conseguir dormir m, não pra menos que eu tive vários surtos psicóticos e sendo uma pessoa agressiva me tornei perigoso. Com o medo que senti de ficar maluco e perder a minha capacidade intelectual, e sob pressão de ser escorraçado de minha casa voltei ao meu antigo Psiquiatra e Graças a Deus hoje com 21 anos estou me recuperando sem drogas pois a drogadição NUNCA TEM CURA, eu estou tomando Neuleptil 10 gotas a noite e Citalopram (Cipramil, Celexa, Procimax) 20mg ao dia e posso afirmar para vocês que estou ótimo, não vomito mais, estou forte saudável e minha inteligência voltou, tive muita sorte. Meu médico disse que eu tenho uma condição chamada “schizofrenic like”, ou seja eu vejo, escuto, tenho paranóia igual a um psicótico com direito a Agorafobia e tudo, porém o que me separa do esquizofrênico em si é que eu tenho certeza que aquilo que ouso, vejo e sinto é irreal, mas o medo é igual posso garantir. Enfim queria deixar a mensagem de que é possível tratamento com o profissional especializado e principalmente A MEDICAÇÃO CERTA eu tentei várias antes de me adequar, tentei HALOPERIDOL (Haldol), ALPRAZOLAM (Frontal, Apraz, REBOXETINA (Ixel), EFEXOR (Venlafaxina), SOCIAN, DIAZEPAM (Valium), BROMAZEPAM (Lexotan), CLORDIAZEPÓXIDO (Psicosedin, Librium), NEOZINE, AMPLICTIL, MIRTAZAPINA (Remeron Soltabs), mas nada adiantou até eu tomar o CITALOPRAM que é o que me faz mas bem. Para terminar: PSIQUIATRIA NÃO É PARA MALUCO NÃO, É PARA GENTE QUE SOFRE OU SOFRIA COMO EU, NÃO TENHA VERGONHA TODOS NÓS TEMOS DIREITO DE SER FELIZ! :)

Há cerca de 1 ano e meio atrás, comecei ame sentir muito diferente . Brigava com todos em casa e especialmente com as crianças e meu marido. Era muito grossa com os outros e ficava muitas vezes sensibilizada por nada. Achava realmente que tinha que me sentir feliz pois tinha e tenho uma vida legal. É bem verdade que em alguns momentos eu conseguia manter o bom humor, mas de repente meu comportamento mudava, eu ficava hora agressiva, hora triste demais sem motivos. Sem fome, emagreci oito quilos. Até que em junho de 2000, pedi um help a uma grande amiga e ela me indicou um médico maravilhoso, então, comecei a tomar medicação. O engraçado de tudo, é que eu melhorei rapidamente, mas depois tive uma recaída e logo em seguida eu parecia estar descontrolada. As vezes ficava muito alegre e outras totalmente triste. No trabalho era péssimo. Em casa era péssimo. tudo começou a se intensificar (tais sintomas) na minha vida quando a empresa onde trabalho passou por processo de fusão que me deixou muito tensa. No período menstrual, piorava tudo e brigava até no supermercado e no metrô, era um horror !!!! Após algum tempo com a medicação mais simplificada fiquei bem e hoje pareço estar bem, mas sinto que ainda não estou 100% , mas não se compara em nada com o que vivi em um passado próximo.

Meu médico não me proibiu de fazer uso de bebidas alcoólicas, apenas me advertiu que o seu efeito iria se potencializar. Noto que quando bebo, fico um tanto descontrolada e nos dias seguintes fico triste e achando que fiz um montão de coisa errada e que cometi muitos excessos. É uma sensação muito ruim. Bem, espero que isso tenha um fim e possa voltar a levar uma vida normal porque não me agrada nem um pouco continuar a tomar remédios sem previsão de parar.

Muito obrigada pelo espaço e espero ter contribuído no esclarecimento dos internautas.

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