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Meu pai, que sempre foi tranqüilo
e reservado está com 82 anos de idade, e segundo um cardiologista e um
urologista aos quais faz visitas periódicas ele está bem. Há 18 meses minha
mãe faleceu e veio a depressão. Com o tempo veio a melhora, mas ele se tornou
mais emotivo, e certos aborrecimentos provocados pela filha estressada, que mora
com ele os deixam perturbado, a ponto de perder o sono, o que provoca pesadelos
e até visão acordado no escuro do quarto. Sei que a insônia, em qualquer ser
humano é desastrosa para o cérebro, por isso acho até normal as queixas de meu
pai.Porém, palpiteiros estão falando em psicose e até lhe deram Haldol.
Quando vi aquele homem, que sempre foi tranqüilo dopado por Haldol, virei a
mesa. Quando ele se aborrece, fica nervoso e não dorme. Isso é psicose? Seria
bom uma visita a um neurologista? Haldol não é droga receitada somente por psiquiatras
e para coisas mais sérias?
Neuro ou psiquiatra. Haldol pode
sim ser usado em pessoas na idade dele, mas em doses baixíssimas (algumas
gotas). Preste atenção pq se ele ainda não tem, pode ser que comece a ter
problemas de memória.
Olá! Foi diagnosticado há 5
meses que minha mãe de 71 anos está com um processo degenerativo do cérebro,
ao qual denominou Demência vascular cerebral, ela já perdeu parte de reflexos,
se tornou muito lenta, bloqueou completamente a mente e não consegue realizar
nada em casa, fuma e passa o dia sentada numa cadeira, não consegue se esfregar
e se limpar direito quando vai ao banheiro, o médico não falou mas eu acho
muito semelhante á Alzheimer. O que vc acha?
Tanto a Demência vascular
quanto a Demência de Alzheimer têm como resultado final a perda do
funcionamento do cérebro. A diferença é que na Demência vascular a causa é
a falta de irrigação do sangue (normalmente por entupimento dos vasos) que
leva à morte dos neurônios. Na Demência de Alzheimer os neurônios morrem por
um processo diferente, como se eles envelhecessem precocemente. Dra. Paula Nunes.
Minha mãe vai fazer 60 anos em
dezembro e está reclamando de perda de memória. Ex: ela começa a rezar e no
final não lembra mais como termina a oração. Ela já vem falando de perda de
memória desde o começo do ano, mas de pequenos episódios. No início do ano ela
teve um problema de coração e teve que fazer uma angioplastia e como conseqüência
está com depressão. Ela está cismada que está com mal de Alzheimer. Tem procedência esta sua preocupação ou é por causa da depressão
Pode ser das duas coisas. E
como Alzheimer pode ser adiado por uns 5 anos, se tratado logo no início, leve
a um neurologista ou psiquiatra com experiência e esclareça o diagnóstico o quanto antes.
Sou Psicóloga e atualmente
recebi em meu consultório um paciente de 36 anos, que segundo a família possui
diagnóstico de doença de Pick, associado a quadro psicótico(?). Gostaria de solicitar
ajuda com relação a literatura desta doença e se possível indicações de
locais especializados para tratamento, com finalidade de orientar a família que
está bastante desesperada.
Todas as orientações da
página de Alzheimer valem para a doença de Pick.
Mas aos 36 anos ?
... conforme laudo de
tomografia computadorizada do crânio, sexo fem., 81 anos; degeneração de
substância
branca profunda peri-ventricular compatível com micro leuco angiopatia, alargamento dos espaços liquóricos intra e extra-axiais compatível com
involução do parênquima cerebral notadamente na região frontal, sinais de
manipulação cirúrgica da calota craniana possivelmente por drenagem de
hematoma prévio. Se pode confirmar o diagnóstico estas informações, caso afirmativo a indicação de uso do
Exelon, pois ela já apresenta
alguns sintomas com esquecimento confusão, e mudança de comportamento tudo
isto em alguns lapsos em seguida recupera e fica normal.
O diagnóstico de Alzheimer é
clínico e não através de RNM ou CT. Se existe a suspeita, ainda que mínima, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes. O processo pode ser atrasado e
muito. Mesmo que seja Arteriosclerose (mas provável, nessa idade). MAs eu não
daria o Exelon sozinho, existem umas série de outros medicamentos coadjuvantes.
P: Meu avô é portador do Mal de
Alzheimer, já diagnosticado há cerca de 3 anos, e toma diariamente
medicamentos para retardar os sintomas da doença. Ele foi internado na semana
passada por estar com muita dificuldade para respirar e a ponta dos dedos arroxeados.
No hospital diagnosticaram que ele está com o coração aumentado, além disso
após 4 dias de internação surgiu um inchaço na região do rim (e ele reclama
de muita dor em baixo das costelas). Ele ainda tem muita dificuldade para
respirar e mal consegue se sentar para comer, porque já fica muito cansado.
Essa semana um dos médicos do hospital público onde ele se encontra informou
que provavelmente meu avó não sairá mais da cama, pois o Mal de Alzheimer
está impedindo o bom funcionamento de seu coração, ele disse que é como se o
cérebro não desse mais ordens para o coração funcionar. Eu li muito sobre
esse Mal desde que a doença foi diagnosticada em meu avô, mas nunca vi nada a
respeito de problemas cardíacos. É realmente possível que a informação
passada pelo médico esteja ocorrendo em meu avô??? O Mal de Alzheimer pode
afetar o funcionamento do coração???
R: Prezada Amanda, realmente
você está correta, o mal de Alzheimer não afeta diretamente o coração. Este
problema precisa ser tratado independentemente do tratamento para o Alzheimer.
Dra Paula Nunes
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