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Dúvidas mais comuns: se esse ou aquele remédio
cria dependência, se precisa e doses cada vez mais altas, se depois que uma
pessoa começa a tomar nunca mais pode parar, se faz mal, se é muito forte,
etc.
Afirmação mais comum:
remédios naturais "nunca fazem mal". Lembro a todos que
veneno de cobra e chumbo de bala também são "naturais".
1) Dependência:
Antidepressivos
e Neurolépticos
nunca criam
dependência. O máximo que pode acontecer é que alguns Antidepressivos não devem ser suspensos abruptamente, porque algumas
pessoas podem sentir alguns dos seguintes sintomas de descontinuação:
-
Leves dores pelo corpo.
-
Sensação de estarem meio
aéreas, mareadas, enjoadas.
-
Sensação de alguns formigamentos pelo corpo.
-
Sensação
de "choquinhos" pelo corpo.
Esses sintomas,
se ocorrerem, costumam passar sem tratamento entre o 4* e o 10* dia. Não costumam
atrapalhar as atividades diárias da pessoa. Mas podem ser tratados e também
evitados.
Tranqüilizantes:
Sim, eles podem criar dependência. Mas não é
tomando doses terapêuticas por algumas semanas ou meses que se fica dependente.
A pessoa precisa tomar doses muito altas por muitos meses
ou anos para criar dependência.
E
se criar dependência ? Basta fazer um programa de diminuição gradual da dose.
Por maior que seja a dependência química,
querendo parar, em poucas semanas isso é possível.
Um
problema mais freqüente do uso contínuo de Tranqüilizantes Benzodiazepínicos
é diminuição da memória.
2) Tolerância
Esse
fenômeno,
que significa precisar de doses cada vez mais altas para se ter o mesmo efeito
terapêutico, pode ocorrer com
os Tranqüilizantes e Hipnóticos a longo prazo.
Os Antidepressivos
podem provocar tolerância, mas é muito raro. Isso ocorre mais em pessoas que
vivem parando e recomeçando a tomar o remédio.
Antidepressivos são como os antibióticos: precisa
tomar dose certa pelo tempo certo. Portanto, se você começa tomando 25 mg de Tofranil e
depois de um mês está tomando 100 ou 150 mg isso não quer dizer que
desenvolveu tolerância, mas sim que essa é a dose necessária para combater a
sua depressão específica no seu organismo específico.
3) Perda de efeito.
Isso
pode acontecer com qualquer remédio em qualquer especialidade da Medicina e é
imprevisível. Felizmente a variedade de medicamentos hoje em dia é grande e sempre temos outras opções de tratamentos.
Conclusão: siga as orientações
de seu médico. Dizer que "depois que começa a tomar
remédio nunca mais pára", é uma bobagem. O que pode acontecer é
você sofrer de um distúrbio que precisa de tratamento muito longo, mas isso não
é culpa sua nem do médico nem do remédio nem de você.
4) Um exemplo de preconceito
muito comum:
Acho que sou dependente psicológica de X ...
Será possível? Sem remédio, começo a ficar mal, deprimida. Meu apetite
desregula, eu fico compulsiva para comer (detalhe - não sou gorda nem magra,
mas preocupada com o peso), e depois ficava com culpa, me sentindo muito mal.
Tenho histórico de depressão na família, minha mãe foi anoréxica e se
preocupa excessivamente com a boa forma. Resultado: comecei a comer mais,
principalmente na TPM noto grandes mudanças, fico agressiva, irritada,
deprimida, com pensamentos ruins. Pensei em volta ao médico, pois quando estou
tomando X me sinto ótima. Mas minha psicóloga diz que são muletas, que
eu não preciso mais, estou curada. Mas eu estou muito ansiosa, fico com medo de
ter tudo de novo, o remédio me deixa bem, fico com o apetite controlada,
melhora minha auto estima, me dá mais segurança e otimismo.
É fácil para a psicóloga dizer que um
remédio é muleta, mas o que ela oferece no lugar dele ? E daqui quantos anos ?
Bem, dependente de X vc com certeza não é, porque ninguém é. Mas se vc
precisa dela ou não, é outra história. O Site oferece informações gerais
sobre as doenças e distúrbios, não é ético diagnosticar e nem sugerir
tratamento para casos específicos sem conhecer o paciente.
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