As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Fobia Social ou Ansiedade Social atrapalha os relacionamentos sociais e profissionais. A pessoa sofre de uma ansiedade muito forte em situações de exposição.

Fobia Social ou Transtorno de Ansiedade Social

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Para o tratamento clínico da Fobia Social, todos os médicos da minha equipe têm experiência. Para a psicoterapia, recomendo especificamente a Psicóloga Maria Aparecida Barbosa, telefone 011-3462-2198, cida@mentalhelp.com  que escreveu esta página

O que é?

A Fobia Social é um transtorno de ansiedade, e  se caracteriza pela extrema ansiedade diante de situações em que a pessoa se sinta avaliada por outros, ou seja, acontece sempre  que a pessoa é submetida à observação externa  enquanto executa uma atividade; o problema é que para o fóbico social essa avaliação é sempre ruim,  a pessoa se sente como se  diante dos outros estivesse sempre na eminência de ser humilhado publicamente ou colocado em situações embaraçosas, por isso essas situações são tão temidas e freqüentemente evitadas.

O problema evolui como uma bola de neve, a pessoa evita as situações temidas e o problema vai se cronificando a tal ponto que somente o pensamento de exposição já traz consigo os sintomas como se a pessoa estivesse de fato   diante da situação. Os sintomas mais comuns são: rubor facial, dores abdominais, tremores, sudorese, palidez, taquicardia, extremidades frias,dificuldade para falar, diarréia, vontade e sumir do local, preocupação por antecipação  com as situações onde estará sob apreciação alheia, enjôo etc... A ansiedade muitas vezes é tão intensa que pode desencadear uma crise semelhante à crise de pânico!!

Outro agravante é que quando a pessoa vê que os outros estão percebendo sua ansiedade o grau de tensão só aumenta , conseqüentemente essa ansiedade só agrava ainda mais o quadro, a pessoa se sente envergonhada com auto-estima baixa e vai se isolando cada vez mais.

A pessoa percebe que aquilo que os outros fazem com facilidade, como: atender um telefone, pedir informações a estranhos, entrar numa loja e comprar um produto, cumprimentar as pessoas, comer em público, tirar uma fotografia... são momentos vividos sob muita tensão e estresse. Nesse momento a pessoa começa a se avaliar negativamente, achando que não é bom o suficiente, mas não é verdade! A fobia social é um transtorno tratável como qualquer outro.

Certo acanhamento e timidez em determinadas situações são normais, mas começa a ser um problema quando  traz prejuízo em vários níveis de sua vida pessoal e profissional, o medo de enfrentar as situações sociais, limita a busca de novos desafios, como  por exemplo: não ter amigos, não conseguir se aproximar de quem se tem interesse afetivo, os namoros  raramente começam por iniciativa própria, não consegue crescer profissionalmente ou fazer um curso ou faculdade, falar  numa reunião...

A ocorrência eventual de desconforto diante da exposição não caracteriza Fobia Social, mas sim a sua freqüência constante e sofrimento  psíquico causado na pessoa que possui, o nervosismo que a situação ocasiona é desproporcional ao que a situação normalmente exige.

Trata-se de grande sofrimento, pois, a pessoa vai evitando o contato social, se isolando com pensamentos  autodepreciativos gerando sentimentos de inferioridade, geralmente não pedem ajuda  pois acham que são assim mesmo que trata-se de um traço de personalidade, mesmo porque não sabem que na verdade possuem um transtorno psiquiátrico passível de tratamento.

A pessoa com Fobia Social adapta sua vida e seleciona oportunidades e eventos para ter uma mínima possibilidade de situações temidas, então vai dando desculpas para não comparecer a festas familiares e de amigos, temos pacientes que desligavam telefone celular nos finais de semana para não correrem o risco de que alguém o convidasse para sair. Em função desses comportamentos os fóbicos sociais são avaliados erroneamente pelos outros, são tidos como antipáticos e anti-sociais!! O que não é verdade, antes de não gostarem da presença das pessoas, eles  tiveram uma sensação  desagradável nas situações  vividas anteriormente e só então começaram a esquivar-se.

São pessoas que sabem do quanto sáo capazes e no trabalho têm consciência de que podem até mais que outras pessoas, mas na hora de realizar e falar  não conseguem o que atinge frontalmente sua auto-imagem.

CAUSA E DIAGNOSTICO:

Sua causa parece estar associada à combinação  de alterações genéticas e ambientais.

É relativamente comum encontrarmos fóbicos sociais advindos de famílias onde há alguém pai ou mãe extremamente tímidos; e então acreditamos que possa haver  uma questão de herança genética ou  ainda, a criança no convívio diário com essa pessoa vai aprendendo que o contato social  é ameaçador, ou quem sabe o mais provável a combinação dos dois fatores. Vemos também com certa freqüência que pessoas educadas em ambientes familiares extremamente rígidos e críticos dêem margem para a evolução do problema.

Sob o ponto de vista psicológico e da personalidade, vemos também que é mais comum a Fobia Social aparecer em pessoas extremamente autocríticas  e rígidas consigo mesmas.

É mais comum iniciar na adolescência ou até mesmo na infância,  a maioria dos pacientes  iniciam o quadro antes dos 25 anos.

O que fisiologicamente acontece é que se produz reações de alarme e perigo nas situações sociais mais comuns no cotidiano, como assinar um cheque por exemplo.

A forma como a pessoa vivenciou suas experiências, seu auto-valor e auto-conceito, podem desencadear um quadro de Fobia Social. Recentemente atendendo uma mãe para orientação de sua filha, que segundo dizia tratava-se de uma criança muito tímida, ela relatou que a menina foi noiva ao dançar quadrilha na festa junina, por ela ser pequena (6 anos) e engraçadinha quando falava todos riam, mas por gostarem de sua atuação, inclusive os pais; entretanto a menina vivenciou os risos de uma forma negativa e disse para mãe que todos riram dela e que nunca mais apresentaria nada em público.

SINTOMAS:

Não há um sintoma próprio da Fobia Social, são os mesmos sintomas que acometem qualquer outra situação de ansiedade. O que o caracteriza é que isso acontece sempre  em situações de algum contato social onde a pessoa se sinta observada.

Nossos pacientes relatam dificuldade em:

  • dizer não  a um vendedor insistente, 

  • mesmo que uma mulher ou homem lhe interessem e demonstrem interesse não conseguem se aproximar,

  • podem estar perdidos em algum lugar não pedem informação,

  • num grupo não conseguem expressar opiniões contrárias ao que está sendo exposto,

  • tem dificuldades em iniciar e/ou manter uma conversa, 

  • se consideram sem assunto interessante,

  • entrar em algum lugar ( festa, restaurante etc.) quando já tem muita gente,

  • falar com autoridades ou pessoas do sexo oposto,

  • comer em público, 

  • falar em público,

  • recusam promoções  no trabalho, mesmo sabendo que teriam capacidade para tal,

  • mesmo com condições financeiras, não conseguem entrar numa loja e comprar algo

 Não aparecem todos os sintomas na mesma pessoa, normalmente  existe a ocorrência de alguns   e muitas vezes com predominância de um, por exemplo: a pessoa até consegue obter um circulo social mínimo mas satisfatório, mas no trabalho toda vez que precisa  falar com o chefe ou é convidado a emitir uma opinião sobre algo, não consegue.

A depressão é uma complicação freqüente da Fobia Social.

O uso e muitas vezes, abuso de bebidas alcoólicas é comum em pacientes fóbicos sociais. Num bar ou numa festa em que eles se encontram desconfortáveis, beber algo relaxa, ocupa a mão e acaba ajudando a se sentirem  melhor por obterem alívio dos sintomas de ansiedade; mas trata-se de uma armadilha porque não resolve o problema e pode desencadear num vício.

TRATAMENTO

Em primeiro lugar é importante que se saiba que os sintomas são crônicos, não desaparecem espontaneamente sem tratamento e só pioram com tempo.

Trata-se de um transtorno altamente incapacitante e infelizmente a maioria não procura tratamento, há uma relutância nesse sentido; pois a Fobia Social em função de suas características próprias faz com que a pessoa não se queixe para ninguém sobre o que sente, muito pelo contrário o esconde freqüentemente, se culpe e se isole.

Apesar de ser um problema grande para quem sofre com o mal, é de fácil tratamento e rápido!

Consideramos a combinação de tratamento  -  medicação + TCC (Terapia Comportamental Cognitiva) -  o mais eficaz e que traz o resultado  mais rápido e eficaz.

Medicamentos como os antidepressivos e os tranqüilizantes são importantes para apagar o excesso de reatividade emocional e ansiedade.

O tratamento medicamentoso traz alívio dos sintomas logo nos primeiros dias de seu uso, mas eles voltam com a suspensão dos mesmos. O tratamento psicoterápico demora mais para ter resultado, entretanto os sintomas não voltam com a suspensão do mesmo.

O paciente não irá tomar medicação por muito tempo, só o suficiente para controle dos sintomas físicos de ansiedade, eo tratamento psicoterápico no primeiro mês já começa a aparecerem os efeitos da melhora e no final do quarto mês, já é possível verificar resultados bastante satisfatórios.

A TCC consiste em levar a mudanças efetivas no auto-conceito. A terapia é necessária porque  existem aspectos da Fobia Social que não se resolve só tomando medicamento, que dependem de aprendizado, e requeiram um tipo de treinamento chamado THS (Treinamento de Habilidades Sociais), que pressupõe a aprender  a reclamar, a posicionar-se e a exigir direitos, a falar em público. Utiliza a terapia de exposição gradual e progressivamente vai obtendo vivências de sucesso, o que leva a efetiva melhora do quadro.

Apesar de a Fobia Social ser um problema extremamente incapacitante, a melhora do quadro geral é mais rápido do que verificamos em outros  transtornos de ansiedade, essa é a notícia boa!!    A melhora chega bem próxima de 100%.

DIFERENÇAS ENTRE TIMIDEZ E FOBIA SOCIAL

A timidez não é um transtorno mental, ela é controlável e não é incapacitante, apenas um mal estar. Por exemplo, a pessoa não gosta de se apresentar um público, mas se é preciso ela vai e faz, enfrenta certo desconforto nos primeiros dez minutos, mas depois vai relaxando e tudo fica bem. Com o fóbico social não é assim, os sintomas permanecem por  todo o tempo e só aumentam durante a fala, sua atenção está mais concentrada nos seus sintomas e no pensamento se as pessoas estão percebendo e o achando idiota, do que no conteúdo da exposição, resultado óbvio: fracasso.

A timidez não causa danos efetivos na realização pessoal, mas atrapalha. Por exemplo: a pessoa fica mais quieta nos grupos é menos lembrada nas atividades. O fóbico social  tem sua vida social seriamente comprometida. Por exemplo: a pessoa simplesmente não aceita convites do grupo, se esquiva e fica em casa, resultado: isolamento.

O tímido não precisa fazer uso de medicamentos, mas se preferir pode se beneficiar de um tratamento psicológico se a timidez o incomodar pessoalmente.

É importante deixar claro que é normal sentir-se constrangido eventualmente.

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