As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Alzheimer

Perguntas sobre Alzheimer, Arteriosclerose, Demência, Atrofia Cerebral e outros Distúrbios de Memória  Pág 1 P 2  P 3 P 4  P 5 P 6

As respostas sem autoria do Dr. Rubens Pitliuk foram respondidas pela Dra. Paula Villela Nunes

Que tipo de tratamento existe dentro da fisioterapia para o mal de Alzheimer?

Imagino que em uma pessoa sem limitações de movimento (além daquelas normais da idade) qualquer exercício indicado para essa faixa etária seja bem vindo.

Gostaria de orientação no sentido de como proceder com uma pessoa que apresenta sintomas da doença de Alzheimer e se recusa terminantemente à efetuar exames ou consultar um especialista.

Se ela recusa ir a um médico, talvez um possa ir à casa dela. Outra possibilidade seria internar num hospital por alguns dias, fazer os exames necessários e começar um tratamento para que ela se sinta melhor e depois concorde com a necessidade dele.

Gostaria de saber se o paciente com Alzheimer, mesmo em um estado avançado possui consciência do sofrimento pelo qual está passando, isto é, mesmo que não demonstre ou não haja nenhuma reação como conseqüência do sofrimento por não haver uma resposta fisiológica e/ou nervosa eficiente e mesmo assim ele sofre e sabe que está sofrendo, mesmo não sabendo porque e como!? Há alguma pesquisa neste sentido para saber até que ponto o paciente possui clarões de lucidez sobre o que está passando e se ele percebe consciente e/ou inconscientemente o sofrimento pelo qual está passando!?

Qto + avançado o Alzheimer menor a consciência e os lampejos de lucidez. Chega a um ponto em que a pessoa não tem mais nenhum sofrimento. Mas é claro q sempre terá reflexos de medo, dor, etc., pois são reflexos instintivos e condicionados q não dependem de memória nem de julgamento.

Quais seriam as diferenças entre o mal de Alzheimer e a Demência de Pick, podemos combater essa última com drogas como o Aricept?

Cada vez mais se engloba uma série de Demências na categoria de Alzheimer. Se fosse paciente meu, eu tomaria todas as medidas do tratamento do Alzheimer para todas as Demências. Lembre-se que quando o caso é difícil tem que tentar de tudo.

Suspeita-se de Alzheimer, no entanto existe o quadro de Depressão e dois AVC anteriores

Uma desses diagnósticos não exclui os outros.

Meu pai, de 83 anos, sofre deste mal que, aparentemente mostrou os primeiros sintomas no ano passado (esquecimento, dificuldade de se expressar, dificuldade em andar normalmente, etc). Sua médica Neurologista o estava tratando com remédios como o Oxigen, para melhorar a oxigenação cerebral, mas o próprio medicamento foi suspenso este ano quando, após o exame de Ressonância Magnética, a doença foi diagnosticada como "atrofia cerebral". Daquele mês para cá, a doença acelerou bastante, surgindo sintomas como confusão mental, visões, dificuldade na deglutição e na fala e por fim impossibilidade de andar. Já foi hospitalizado 3 vezes e no presente momento não sai mais da cama. Vive com sonda para urinar pois a bexiga já não funciona. Se alimenta também com sonda parietal, no estômago. O que eu gostaria de saber é se nesta fase da doença ainda se PODE ADMINISTRAR ALGUMA MEDICAÇÃO ADEQUADA para amenizar o quadro a qual seria esta medicação. Ele tem tomado Rivotril apenas, e sempre pela noite.

Muitas vezes, mesmo nessa idade é possível se obter uma melhora, sempre vale a pena tentar.

Será que questões emocionais do tipo: solidão, dependência sócio-econômica, pouco entretenimento, podem desencadear uma reação química com essa proteína beta-amilóide ?

Não !

Eu tenho 35 anos, como já é possível através de exames, descobrir se sou uma portadora de Alzheimer em potencial, seria aconselhável que eu procurasse um profissional ? (Psiquiatra ou Neuropsiquiatra).

Do ponto de vista estatístico, se sua mãe ficou doente apenas com 68 anos, não existe motivo para você ter preocupação em termos de genética. Mas se quiser trocar uma idéia com um médico, fazer alguns exames, tomar algumas vitaminas que poderiam ter uma certa ação preventiva, talvez fosse legal inclusive para a sua tranqüilidade.

A doença de Alzheimer tem sintomas que às vezes assemelha-se à loucura ? Quais, por exemplo ?

Sim, antes do Alzheimer e durante ele podem ocorrer sintomas psicóticos, que geralmente são tratados com doses baixas de neurolépticos

... se quem tem tireoidite de Hashimoto sempre acaba sofrendo de Mal de Parkinson?

Não !

e o de Alzheimer?

Não, mas quem sofre de sintomas de Alzheimer tem que ser investigado se o Hipotireoidismo não está simulando ou piorando o Alzheimer.

Um médico disse que Frontal prejudica o processo da memória recente. Para uma pessoa de 70 anos, isso é mesmo verdade? Caso seja, qual seria o melhor similar de Frontal?

Sim, em casos de uso constante. Todos os similares provocariam o mesmo problema.

.... processo de stress que, segundo um dos médicos consultados, instalou-se cronicamente (é possível?). Realmente tenho uma vida bastante atribulada e sofrida e, como não me deixo abater, vou enfrentando tudo da melhor forma. Amo viver e, também nos últimos anos, meu trabalho é meu alento, minha alegria, meu tudo. A preocupação é que sinto perder a memória, no que se refere a guardar o que leio, o que me dá um trabalhão para produzir (sou professora e, atualmente, cursando mestrado). Outro sintoma é que sempre fui uma pessoa imensamente falante e participativa. A participação decresceu, pois quando vou falar não encontro muitas vezes os termos adequados. Já me passou pela cabeça até Alzheimer, mas tudo que leio acaba não se encaixando. É possível isso na minha idade (46 anos)? É possível que esse bloqueio seja de ordem psicológica, causado por forte emoção? Preciso dizer que já fiz, obviamente por indicação médica, uso de inúmeros remédios, desde alopatas como ortomolecular. Realmente, nenhum adiantou.

Tanto a Depressão quanto o stress podem e realmente prejudicam a memória. Não sei os alopáticos que você já tomou, mas na sua idade tanto um quadro quanto o outro assim como a perda de memória decorrente deles são absolutamente reversíveis. Precisa ver se você tomou calmantes ou antidepressivos, se precisa de um psicoestimulantes. Mas não se preocupe que não á Alzheimer.

Tenho minha mãe como portadora de Alzheimer à 5 anos e ouvi dizer que foi lançado uma nova medicação para o tratamento do mesmo, eu gostaria muito que me informação se realmente existem novas drogas no mercado que ajudem no tratamento do mesmo

As mais novas (depois da Tacrine) são o Aricept, Exelon ou Prometax, Ebix, além dos cuidados gerais e medicamentos coadjuvantes descritos na página de Alzheimer.

Gostaria de saber como proceder quando o portador de Alzheimer confunde o nome das pessoas e os fatos da vida passado como a morte de familiares. Deve-se confirmar os fatos ou tentar mudar de assunto. No caso de minha mãe, com 87 anos ocorre isto, o que nos deixa confusos de como proceder.

O ideal é achar a combinação certa entre lembrar a pessoa (que funciona como um exercício de memória) e ao mesmo tempo tomar cuidado para não deixá-la ansiosa e agitada.

Tenho uma irmã em situação crítica, com alucinações auditivas e visuais, mania de perseguição, com medo, fechada em casa e perdendo peso. Idade: 70 anos, viúva. Há cerca de 20 anos tem apresentado alterações de comportamento. Ela não se abre nem com a família e nem com os médicos. Há cerca de um ano está sendo acompanhada por um Neurologista. Sua medicação: Haldol 1mg, Tegretol 400 e Melleril 50mg. Nos últimos meses tem piorado muito. Lendo este excelente site, desconfiamos, como leigos, que seja algum tipo de Psicose.

Pela idade dela, esse quadro psicótico pode ser causado por algum processo infeccioso ou por um início de atrofia cerebral. Deveria ser tratada por um Psiquiatra Clínico. Se quiserem trazer para uma consulta em São Paulo estou à disposição. Eu pediria alguns exames para excluir causas orgânicas. Conforme a etiologia, além do tratamento sintomático da Psicose faríamos
também tratamento da doença de base.

Qual a diferença entre Demência e Delirium ?

Demência é o quadro que você pode ler na página de Alzheimer . Embora o quadro descrito seja de Alzheimer, outras causas de Demência (Arteriosclerose, Alcoolismo, traumatismo crâneo-encefálico ou seja qualquer processo que provoque atrofia cerebral) tem os mesmo sintomas. Delirium significa um estado confusional causado por alteração orgânica cerebral. É diferente de delírio, que são os sintomas descritos na página de Psicose.

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