As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Depoimentos em Déficit de Atenção/Hiperatividade, DDA, TDAH, Distração, Instabilidade, Ritalina, Metilenidato, Adderall, Dextroanfetamina, Dextrostat, Dexedrine, Provigil, Modafinil, Daytrana  Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7

Tenho atualmente 23 anos, sou do sexo masculino, e desde que me entendo por gente tenho um comportamento problemático e sofro muito por isso. Fiz terapia duas vezes e não adiantou praticamente nada. Foram mais de 3 anos de terapia no total. Tomei toda a sorte de antidepressivos e ansiolíticos (aropax, Efexor, Lexotan, tofranil, Frisium, rivotril, zoloft, Tranxilene, anafranil, amplictil, Zargus)e eles só me trouxeram efeitos colaterais, não mudaram minha vida em nada. Cheguei a ficar com minha vida sócio-ocupacional totalmente comprometida. Tinha crises físicas horríveis por causa de tanta ansiedade. Mas comecei a me informar mais sobre esse tipo de problema e, lendo seu site, me identifiquei muito com os sintomas do DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) sem hiperatividade e de algumas coisas do TOC. Não sei quando começa um e termina o outro; não sei qual deles é a causa e qual a conseqüência. Atualmente faço tratamento com um neurologista, pois acho que psicoterapia foi uma grande decepção pra mim. Eles me encheram de esperança e nada de significativo aconteceu. Meu neurologista(que me transmitiu confiança por obtermos certa melhora)achou que meu DDA (ou TDAH) tinha de ser tratado e meu receitou Fagolipo há dois meses. Melhorei, principalmente nos primeiros dias, mas ainda não tenho confiança e segurança de que posso me virar sozinho na vida, pois vários sintomas ainda não sumiram e tenho medo de eles não sumirem por se tratar de TOC e o medicamento não agir nesse sentido. Meus sintomas: sou distraído, esqueço de compromissos, não absorvo as coisas que estudo, tenho sempre um diálogo estressante dentro da minha cabeça, tenho dúvidas horríveis até na hora de escolher uma roupa: passo horas decidindo e depois de escolher ainda tenho a sensação de ter feito a opção errada. Tenho um excesso enorme de timidez e falta de desprendimento. Não consigo comandar os meus próprios pensamentos, a minha mente acaba me fazendo de escravo. Quando criança tinha um medo terrível de acontecimentos sobrenaturais, e não conseguia dormir direito pensando que algum deles poderia acontecer: que algum meteoro atingisse a Terra e todos morrêssemos, que poderia faltar comida, água ou mesmo espaço físico para as pessoas viverem. Meu rendimento como estudante é muito ruim, apesar de as pessoas me dizerem que eu sou inteligente, bem informado e criativo. Tenho brancos na hora das provas, quando tento estudar freqüentemente fica uma música "tocando na minha cabeça" e não para de jeito nenhum. Acabo indo para o mundo da lua e lá se foi mais um dia de estudo em vão. Nunca consegui passar no vestibular, meus colegas de segundo grau já estão fazendo residência, e eu nem na Universidade estou, apesar de (repito)as pessoas me dizerem que sou inteligente, e principalmente, criativo. Parabéns pelo trabalho de ajuda pela Internet, pois sei o quanto é ruim sofrer esse tipo de problema e estar sem esperança nenhuma.

Meu filho desde os 02 anos de idade apresentou comportamento desafiador, qdo estava na 2º série primário começou recusar de participar das atividades, não fazia tarefas, mas nas provas tirava notas melhores que os outros. Estudou até a 5º série do Ensino fundamental e não quis estudar mais... Faz 05 anos que lutamos parar regressar a vida escolar, todos os anos faço matrículas, começa bem e com uma semana já desiste... Hoje está com 16 anos, e para nós uma eterna preocupação, além dele, tenho mais dois filhos, que são bem diferentes nesse sentido. Logicamente além desse problema, ele apresentou nesse tempo todo agressividade usando violência, muito egoísmo, falta de disciplina em casa como recusar tomar banho, escovar dentes, etc. Sou uma mãe muito aflita, já li muito artigo relacionado sobre esse tipo de transtorno, o que faço? moro em um local que não tem muito recursos para esse tipo problema, o que tenho feito desde o princípio é ter feito um acompanhamento médico com neuropediatra onde foi detectado Hiperatividade na infância e psicólogos... No período escolar, a escola não tem contribuído... talvez por não ter conhecimento nesse aspecto... Gostaria muito que me indicasse uma escola especializada, de preferência em Curitiba-PR., pois temos parentes que moram lá. Olha, o mais importante é que não esquecemos de dar muito carinho e atenção na hora que necessita, é muito inteligente, adora a área de informática, onde desenvolveu muito, sem precisar de estudar ou fazer cursos, ele desmonta e monta um computador numa facilidade (técnica) e domina muito bem a informática. Ele pediu que colocasse numa escola que não fosse como essa convencional, não agüenta professores e alunos em volta dele.

Importante os psiquiatras se darem conta que o transtorno de hiperatividade e déficit de atenção no adulto existe e incomoda tanto. Fui taxada de PMD, doente mental, louca de pedra, tomava antiepilépticos, antidepressivos, lítio, benzodiazepínicos, salada de remédios controlados, além de ter aquela preocupação de ter escolhido uma profissão incompatível com o diagnóstico de PMD: a medicina. Hoje, em tratamento há 4 meses, sinto alguma melhora, apesar de notar menos do que os que convivem comigo, mas o melhor de tudo é que não me considero mais uma maluca, sem condições de exercer a minha profissão, e sim uma pessoa com uma dificuldade extremamente comum e que melhora com terapia e Ritalina. Não só sei que não estou sozinha: sei que não estou em um time de pessoas que são marginalizadas pela sociedade e pela medicina. Um diagnóstico errado pode destruir a vida de uma pessoa, derrubar a auto-estima, intoxicar com remédios, matar a esperança... se os psiquiatras estudar em mais, casos como o meu serão menos freqüentes.

Impressionante como sofro antes da hora e encho minha cabeça com perguntas que nem sei se serão feitas. . . 

Olá, tenho 18 anos e me identifiquei muito com os sintomas de DDA (ou TDAH). Não consigo me concentrar nas coisas que deveria fazer, apesar de outras vezes conseguir passar horas e horas fazendo algo que me de prazer, sempre protelo os compromissos, deixo para estudar no dia da prova, faço os trabalhos na véspera, isso me atrapalha muito e sempre prometo a mim mesmo que vai ser diferente da próxima vez, mas nunca consigo começar, também sou muito desorganizado, vivo perdendo objetos e me esquecendo dos compromissos, sou distraído, é comum me encontrar durante a aula “brincando” com canetas, clips, papéis. Sou muito instável emocionalmente, e estou constantemente procurando algo para me preocupar. Não consigo manter um relacionamento, facilmente me canso das pessoas. Sou assim desde pequeno. Fiz tratamento para “Disritmia”, mas não obtive resultados, fui a um Neurologista e ele descartou ser DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) por eu não ser Hiperativo, e nunca ter tido problemas escolares, tive dislexia mas minha mãe logo me encaminhar para uma Fonoaudióloga, sempre fui muito bem nas matérias que despertam meu interesse, não preciso estudar muito para tirar boas notas. 

Olá, tenho 26 anos e me identifiquei muito com os sintomas de DDA (ou TDAH). Não consigo me concentrar nas coisas que deveria fazer, sempre protelo os compromissos, deixo para estudar no dia da prova, faço os trabalhos na véspera, isso me atrapalha muito e sempre prometo a mim mesma que vai ser diferente da próxima vez, mas nunca consigo começar, também faço compras por impulso, tenho várias roupas que comprei e nunca usei e mesmo assim sempre acho que não tenho nada para vestir. Me irrito com facilidade e falo demais, geralmente sem pensar, depois fico me remoendo e não consigo dormir. Sou estabanada e impulsiva desde criança. 

Sempre tive baixo rendimento nos estudos. Minha memória pouco funciona, até hoje. Tentei aprender inglês diversas vezes por que adoro a língua, mas nunca consegui . Sou desorganizada e não tenho paciência para nada. Apesar disso tudo tenho melhorado a auto estima com ajuda de Psicoterapia. Descobri o prazer de ler agora, principalmente assuntos de Psicologia. Não sei comp consegui concluir a leitura de um livro de quase 300 páginas, sobre inteligência emocional na educação dos filhos. Estou numa fase excelente, tenho feito grandes descobertas. Parece que foi o destino que me levou a descoberta do DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade). Despropositadamente eu dei de cara com "Tendência à Distração". Esta leitura me levou a época da infância e me fez descobrir o porquê de tantos rótulos indesejáveis. Enfim incorporei o DDA (ou TDAH) que já fazia parte de mim. Depois cheguei ao site da ABDA e fui procurar tratamento. Iniciei a Ritalina, mas tenho muito medo de remédios. Ainda mais quando se lê "dependência física ou psíquica". Eu me pergunto se vale a pena, pois hoje eu me aceito mais do que em qualquer outra época da vida, e além disso, sou amada do jeito que sou. O problema é que quero exercer alguma profissão, ter sucesso e etc e nunca terminei nada que iniciei. Será que eu conseguiria algum êxito sem a Ritalina?

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Depoimentos em Déficit de Atenção/Hiperatividade (DDA ou TDAH)  Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7

 

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