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1) Sintomas da Síndrome do
Pânico ou Transtorno do Pânico:
Os sintomas físicos mais
comuns são taquicardia, sudorese, sensação de falta de ar (não se preocupe
porque ninguém jamais morreu sufocado por causa de Pânico), tremor, fraqueza nas pernas,
ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente está estranho,
que a pessoa "não está lá" (isso se chama desrealização e não
tem nada a ver com loucura, não se preocupe), de que vai desmaiar, de que vai
ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco",
de que vai engasgar com alimentos, assim como crises noturnas de acordar
sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa.
Alguns pacientes referem
diarréias intensas em determinadas situações. Outros tem todos os sintomas de
uma Labirintite. Outros passam a ter pensamentos que não saem da cabeça de que
poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais, ou de que
poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas.
Podem ocorrer pensamentos que a
pessoa sabe que não fazem sentido, mas não consegue tirar da cabeça, por
exemplo se atirar de uma janela, machucar alguém ou ela mesma com uma faca.
Tecnicamente falando, pensamentos obsessivos, fazem do quadro clínico e
desaparecem com o tratamento do pânico.
Um medo muito comum é o de
"voltar a sentir medo". Muitas vezes o simples pensamento de entrar
num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeiam a crise. Algumas
pessoas vão a um cinema, teatro ou restaurante e procuram sentar-se perto da
saída, outras não trancam a porta quando vão ao banheiro, sempre para sair
facilmente caso venham a passar mal.
É comum a pessoa ter passado
por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os
exames normais, a não ser, com certa freqüência, um Prolapso de Válvula
Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico.
Muitas vezes as primeiras
crises aparecem subitamente em situações normais e habituais.
É claro que a maioria das
pessoas não tem todos os sintomas acima.
Uma forma mais específica da
Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico se chama Fobia Social
e se caracteriza por crises de ansiedade em situações como por exemplo
reuniões, apresentações, discussões com superiores, assinar algum documento,
cheques ou mesmo levantar uma xícara de café em público.
Algumas vezes os sintomas
aparecem após uma experiência traumática na qual a pessoa se sentiu indefesa
ou humilhada ou sem possibilidade de reação, por exemplo assalto, seqüestro,
acidentes. Essa forma mais específica de distúrbio de ansiedade se chama Distúrbio
de Stress Pós
Traumático.
2) Desenvolvimento de fobias:
Após ter tido muitas crises, a
pessoa pode não sentir mais os sintomas físicos mas continua com medos que ela
mesmo percebe que não são lógicos, como por exemplo de dirigir
(principalmente em congestionamentos, túneis ou estradas), de pegar ônibus,
metrô, avião, de participar de reuniões, de viajar, de ficar sozinha ou de
sair sozinha de casa, ou de escuridão, de ficar em lugares com muita gente como
Shopping, cinema, restaurantes, filas, elevadores, ou então de lugares muito
abertos e vazios. Às vezes aparece até mesmo medo de dormir, quando a pessoa
teve crises noturnas, ou de se alimentar, quando teve sensações de engasgar.
3) Causas:
- Psicológicas (são as mais
comuns): reação a um
Stress
ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil. Essa
situação difícil pode ser profissional, afetiva, financeira, de saúde,
etc.
- Físicas: alterações no
organismo provocadas, por medicamentos, doenças físicas, por abuso de
álcool em drogas.
- Genética familiar de
Pânico, Depressão, DOC,
TAG, PTSD,
DDA,
etc. Atenção: predisposição genética não quer dizer hereditariedade.
Ou seja, Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico não passa de pai para filho, não se preocupe.
O mais comum é uma
combinação de várias causas.
Sofrer de Pânico não tem nada
a ver com personalidade forte ou fraca, com a pessoa ser ou não corajosa.
4) O tratamento da Síndrome do
Pânico ou Transtorno do Pânico consiste
basicamente em duas etapas:
- Acabar com os sintomas
físicos, os quais costumam passar rapidamente com a ajuda de certos
medicamentos. Nessa fase inicial onde o objetivo é acabar com os sintomas
físicos (e que realmente acabam muito rápido, às vezes em questão de
horas), a Psicoterapia sozinha ajuda muito pouco.
- Acabar as fobias. Nesta fase
o tratamento mais eficaz é uma combinação de medicação com Psicoterapia
(que aliás nem sempre é necessária), principalmente a Psicoterapia Breve
Focal, que consiste em poucas sessões para ajudar o paciente a mudar de
atitudes, sair de situações difíceis e principalmente ver os problemas
com mais objetividade, ficando portanto mais fáceis de serem resolvidos.
- Ao mesmo tempo, seu médico
irá pesquisar alguma doença física que possa estar provocando,
desencadeando ou prolongando a Síndrome e se for o caso tratar ou
encaminhar para algum Colega fazê-lo.
5) Para a família:
- Geralmente a família sofre
porque não consegue ajudar e sobrecarrega o paciente porque vê a pessoa
passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas, gastroenterologistas,
otorrinolaringologistas, etc., fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e
vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita,
"frescura", falta de força de vontade, de coragem, e começa a
dar palpites para você "se ajudar" "se animar"
"reagir" e etc., como se você não soubesse de tudo isso.
6) Observações
- Existem alguns casos em que
o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer caso grave e
nem incurável. Na maioria das vezes basta trocar a medicação.
- Mesmo que você já esteja
se sentindo bem, não interrompa a medicação. Interromper a medicação
antes da hora significa quase sempre uma recaída.
- A Síndrome do Pânico ou
Transtorno do Pânico é benigna e curável,
quase todos os sintomas desaparecem nas primeira horas de tratamento, porem
ela é muito "teimosa" e o tratamento de manutenção é longo.
Evidentemente que sem sintomas, mas com a manutenção da medicação.
- A Síndrome do Pânico ou
Transtorno do Pânico pode reaparecer sim,
mesmo que os problemas tenham acabado.
- Durante o Transtorno do Pânico
ou Síndrome do Pânico a pessoa
pode passar por fases de depressão. Isso não quer dizer que você sofra de
duas doenças.
- Algumas pessoas com
Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico
tem receio de fazer ginástica. Pelo contrário, um bom condicionamento
físico é sempre importante, ainda mais para quem está sujeito a ter
crises de taquicardia. Além disso, ginástica libera Endorfinas, que são
nossos Antidepressivos naturais e aumentam nosso bem estar.
- Yoga, meditação, massagem
de relaxamento: sempre ajudam e muito, principalmente as duas primeiras.
- Diminuir álcool e cafeína
(café, chá preto, chá mate, refrigerantes) sempre ajuda.
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