Skin Picking ou Mania de Cutucar

Skin Picking ou Mania de Cutucar

Preciso contar a meus pais que sofro de Picking e de Tricotilomania

Pesquisei sobre minha mania de arrancar cabelos (Tricotilomania) que até então eu pensava que só ocorria comigo. Nessa pesquisa percebi que posso estar sofrendo de Picking também. Tinha foliculite e sentia prazer em apertar as possíveis espinhas, mas agora que ela está quase desaparecendo estou sempre à procura de pêlos encravados, por exemplo, no joelho. Mas o problema é que eu acho que se contar isso aos meus pais eles irão achar que não é nada.

Sim, existe comorbidade entre Tricotilomania e Picking. Vale a mesma resposta que demos na pergunta anterior. Imprima as páginas de Tricotilomania e de Picking e dê para seus pais lerem. Eles verão que são doenças (mesmo que sejam mais estranhas que outras doenças) e que precisam tratamento.

Tenho TOC, faço tratamento psicofarmacológico há três anos, cuja posologia é: 200 mg/dia de Sertralina. Não faço psicoterapia. Tenho quadros de Skin Picking/Escoriação Neurótica. Passo algumas horas no cutucar da minha cabeça e dermatite. Puxo a pele e casquinha com um palito de dente. Dói, suporto a dor, pois meu impulso em cutucar é maior que o meu medo de ficar careca e a dor que eu sinto. Tal impulso dispersa minhas atividades e meus deveres. Sinto prazer ao ver os "floquinhos" em minha mão. No entanto fico triste, incomodada e atormentada com tal situação e suas consequências. Dentre elas, a já presente alopecia areata. Gostaria de saber se tal quadro é somente Skin Picking/escoriação neurótica ou uma tricotilomania em comorbidade ao TOC. Gostaria que você publicasse tanto no site como no Facebook. Acho essa conjuntura de dúvidas, ainda que seja via internet, e-mails e psiquiatras não necessariamente os nossos, de suma importância.

Flavia, obrigado pelos elogios. Pelo que sei você lê bastante sobre esse assunto. No teu texto você não descreve sintomas de TOC, só de Picking. Talvez você tenha também sintomas de TOC que não descreveu, aí estaríamos falando de TOC mais Skin Picking. O Picking costuma melhorar com Neurolépticos mais do que com Antidepressivos. O problema que atrapalha o tratamento é esse prazer que você sente. O remédio ajuda a conter o impulso de se cutucar, se você quiser parar de cutucar. E o prazer for muito grande, fica difícil.
Por outro lado, não sei nada de sua vida, se você tem outros prazeres. Quem sabe outras atividades prazerosas na sua vida ajudariam muito.

Dr rubens , bom dia! Meu nome é l. E tenho uma filha com 14 anos que tem essa disorder picking. Ela ja teve anorexia aos 12 anos... Que faço? Isso se apresentou desde pequena, mas agora esta mais evidente. Ela esta tomando zoloft 50mg, tem muita ansiedade, mas como e adolescente tudo e mais dificil. Moro aqui nos eua ha 18 anos. Gostaria de uma “luz” sua: há cura? Obrigado por sua atencao.

Bom dia, l. Picking costuma curar sim, mas geralmente com neurolépticos e não com antidepressivos. Mas pelo jeito ela tem mais problemas do que um picking isolado. Então provavelmente o tratamento seria neurolépticos mais psicoterapia. Eventualmente até um antidepressivo também, mas não isolado.

Vivencio essa situação. Cutuco tanto minha dermatite que meus dedos incham, doem, tenho muitas dores musculares. Até a cabeça tá doendo. Sou capaz de passar hora no cutucar da minha ite , de virar a madrugada fazendo esse sofrimento. Não consigo conter o hábito de levar a mão ao cabelo. Tenho toc e faço tratamento farmacoterápico há dois anos. Mas há um ano com o quadro skin picking eu falei para meu psiquiatra e o mesmo ignorou. Tomo há exatos dois anos o sertralina 100 mg/2 cprs ao dia. Essa posologia está sendo aplicada há um ano. De início, comecei com sertralina 50 mg/3 cprs. Ao dia.

Converse com ele sobre neurolépticos de alta potência (risperidona, sapris, abilify, aristab). Mesmo que a sertralina (zoloft, tolrest) ajudem no toc, skin picking costuma melhorar com neurolépticos.

Depoimento

Descobri q minha filha (13 anos) sofre de cutting há uns 2 meses. Foi medicada por um psiquiatra. Na internet, encontrei o projeto borboleta e o to write love on her arms q têm ajudado a ela. Mas e os pais? Existem grupos de apoio? Devemos fazer terapia também para ajudar a lidar melhor com as questões da minha filha? Tenho milhares de perguntas até sobre o dia-a-dia e não acho nada para ajudar a família a lidar da melhor forma possível com as novas questões.