Suicídio

Suicídio

  • 70% dos suicídios ocorrem em decorrência de uma fase depressiva.
  • Pessoas mais velhas se suicidam mais que as mais jovens.
  • Quanto mais planejado, mais perigoso no sentido de haver novas tentativas, caso essa não dê certo.
  • Tentativas em homens são quase sempre mais graves, mais brutais e mais bem sucedidas do que em mulheres.
  • Qualquer distúrbio Neuropsiquiátrico mais Álcool aumenta o risco de suicídio.
  • Qualquer distúrbio (Depressão, Ansiedade, Psicose, etc.) mais os seguintes fatores aumentam o risco: isolamento social, falta de amigos, não ser casado, não morar com uma outra pessoa, não ter filhos, não ser religioso.
  • O provérbio "cão que ladra não morde" não existe em suicídio. Pelo contrário, 90% de quem tenta, avisou antes.
  • Quem fez uma tentativa tem 30% a mais de chances de repetir do quem nunca tentou.
  • Nos casos de Psicoses agudas com pensamentos suicidas, ou Depressões Delirantes com idéias de suicídio, caso não seja possível hospitalizar o paciente, se o medico disser que o Acompanhante tem que vigiar todo o tempo, isso quer dizer até mesmo quando estiver no banheiro. Quer dizer janelas trancadas, quer dizer todas as armas, venenos, comprimidos, facas, garfos, fios, etc. fora do alcance. Quer dizer que o acompanhante tem que ser fisicamente mais forte que o paciente e quer dizer que se o Acompanhante tiver que ir ele mesmo ao banheiro, primeiro tem que chamar um substituto igualmente ágil e forte.
  • Muitos jovens já perderam a vida numa distração de segundos do acompanhante. A grande maioria desses jovens poderia estar viva, pois o tratamento desses quadros agudos traz resultados logo nos primeiros dias.

Estou medicada mas continuo com ímpetos suicidas, é normal?

Com diagnóstico de depressão recorrente, medicada, tenho muitos episódios de ímpetos suicidas, com visualizações claras de como fazer, como se estivesse passando um filme. É normal? Há tratamento complementar, fora a terapia e medicação? Ou será este meu fim?

Claro que não é normal. Precisa reavaliar o tratamento, pois se você ainda em idéias suicidas, é sinal que o tratamento não está adequado.

Minha filha saiu da clínica e tentou suicídio novamente

Uma filha de 15 anos esteve internada num hospital psiquiátrico, por conta de depressão com sintomas psicóticos e luto pela morte do pai. Saiu de alta médica e na mesma semana tentou o suicídio. Foi internada novamente, para desintoxicação, na mesma clínica, e está de alta desde o início do mês de junho deste ano. Acontece, porém, que ela voltou a falar sobre morte, fala em se matar, está tendo alucinações e diz que está com muito medo dela mesma, diz que agora não pode ver pessoas, pois sente vontade de matá-las. Está tomando Quetiapina 400 mg, Midazolam 15 mg e Escitalopram 15 mg. Faz psicoterapia duas vezes por semana. Preciso saber se no caso de minha filha, nova internação seria benéfica ou se existe algum outro tipo de tratamento que possa curá-la destes sintomas. Será que o uso destas medicações juntas podem causar essas alucinações?

Toda vez que um paciente pensa ou planeja suicídio deve-se ter o maior cuidado e pode ser necessário sim outra internação. Internação não é tratamento! É apenas um ambiente mais seguro e controlado para que o tratamento seja realizado. Há diversas formas para tratar um episódio depressivo grave, além de medicações associadas, para potencializar os antidepressivos, há também tratamentos não medicamentos como Estimulação Magnética Transcraniana ou Eletroconvulsoterapia. Essas indicações dependerão da resposta aos tratamentos medicamentosos ou à gravidade do quadro.
Quanto a essa combinação de medicação, provavelmente não são a causa de alucinações, mas aparentemente a medicação precisa ser alterada para algo mais eficaz.
Estou à disposição. Dr. Danilo Borelli.

Eu tomo Rivotril, Carbamazepina, Clorpromazina e Dramin, pois sinto bem quando tomo esses remédios, não tomo todos juntos, mas a intervalos durante o dia. Pode acontecer de me matar ou dar uma overdose? Sou ex-usuária de drogas faz seis anos q parei. Já tentei parar com os remédios mais sinto mal sem eles, tem perigo?

Sim, overdose desses remédios pode ser fatal. Parabéns por ter parado as drogas, mas você deveria ter um médico que administrasse essa medicação...

Não sei por onde começar, quando eu era criança me sentia confortável brincando em casa com meus pais, não era muito de sair de casa para casa dos garotos vizinhos para brincar, aí quando comecei a crescer, fui me isolado dos colegas do colégio e dos meus familiares, só gostava de ficar deitado no meu quarto lendo livro e ouvindo música calma, isso me fazia pensar sobre minha vida. Com 13 anos comecei a me automutilar, mas em lugares que ninguém podia ver, descobri que tenho problema de coração, isso já é de família, eu não me entendo às vezes fico feliz como uma criança, triste, com raiva e depois do nada vem algo sombrio na minha mente, querer me vingar de todos que me prejudicaram, torturar cada um sem pressa, me estresso rápido com qualquer besteira, sou muito grosseiro não sei por que, já tentei relaxar, aí agora com 17 anos, 'comecei a gostar de um garoto da minha sala, ele é muito especial para mim, mas ele não gosta da minha personalidade por ser muito grosseiro com os outros, já tente parar de me cortar, mais é difícil sair disso, é como se fosse uma droga, na primeira vez que se cortar, penso que vai ser a primeira e a ultima, aí quando me dou conta, já estou preso sob o domínio da lâmina e sem espaço para novos cortes. Já tentei me matar, mas é como se estivesse alguém me segurando e falando pra não fazer isso, porque vou conseguir ser feliz, ai eu deixei, guardei a lâmina e tomei algum calmante, eu não sei o que estou fazendo da minha vida agora.

Procure um psicólogo, converse com ele sobre esses problemas. Se ele achar que seria bom tomar um antidepressivo, ele vai te sugerir um psiquiatra de confiança. Você é jovem, portanto esses traços de personalidade devem melhorar. Se não tiver condições financeiras, existem locais de tratamento gratuito em sua cidade.