TDAH ou DDA em Crianças

TDAH ou DDA em Crianças

Minha filha tem 11 anos, diagnosticada com tdah desde os 4 anos e fazendo uso de ritalina desde os 6 anos. Mesmo fazendo acompanhamento com o neuro, com a psicóloga e aulas de reforço com a educadora especial, ela não consegue ler nem escrever! Estou desesperada, choro todos os dias escondido dela, sei que ela está sofrendo com isso e não vejo uma luz para ajudá-la!Agradeço muito se puder me orientar.

gostaríamos de poder ajudar à distância, mas não é possível. E não ficou claro se ela simplesmente não consegue por distração ou por uma dificuldade cognitiva ou motora... Talvez fosse interessante procurar um especialista no site da abda (na barra superior, clique no visite também, links úteis),

Boa tarde! Por favor, antes de dar o meu relato, já antecipo meu agradecimento a quem puder me responder, apenas dar uma luz de por onde posso começar. Bom, meu filho tem 4 anos e desde que nasceu sempre foi uma criança extremamente agitada. A princípio pensamos se tratar de tdah. Informalmente, foi avaliado por uma psicoterapeuta durante uma viagem que fizemos, e a mesma o avaliou durante alguns dias e disse que ele não tinha a patologia. Tudo bem, em casa conseguíamos controlar, mas não podíamos sair para lugar algum, pois ele corria sem rumo, subia onde não podia, e se tentássemos mantê-lo quieto à força, desencadeava um show sem precedentes (até mesmo nos impede de ir à igreja, pois não conseguimos controlá-lo sem recorrer a ações impróprias para se fazer em público). Até aí, nem tantos problemas (desde que não saíssemos de casa) até ele começar a ter mais exigências na escola. Aos 2 anos, a escola que ele estava (até então pública) começou a mandar bilhetes diariamente, bastante grosseiros até, dizendo que já não o agüentavam mais. Ele batia nos amigos, chutava a professora, entre outras coisas. Procuramos então uma psicóloga, que, a princípio, também excluiu diagnostico de tdah, porém, com algumas ressalvas. Sugeriu trocá-lo de escola, uma vez que ela o classificou como uma criança muito esperta, ativa para a idade. O vocabulário dele já era perfeito mesmo aos 2 anos. Conhece números, letras, todas as formas. Ok, colocamos numa escola particular e durante os dois primeiros meses tudo maravilha. Até começarem as exigências em sala de aula e, junto com estas, as constantes reclamações, as mesmas da outra escola, porém, um pouco mais graves. Agressividade, inicialmente, com os adultos, depois evoluiu também para as crianças. Shows quando contrariado, do tipo derrubar mesas, cadeiras, chutar coisas, tacar tudo no chão (com poucas crises de choro), porém, aparentemente transtornado. Essas crises, geralmente, duravam bem pouco e logo ele voltava ao normal, normal dele. Sempre correndo, pulando e falando. Mordia e morde o próprio braço, a princípio, quando está muito eufórico ou nervoso. Quando está brincando, ele também tem picos de euforia e então de repente começa a morder o próprio braço sem motivo. Depois tudo normal, aí às vezes também está brincando normal e de repente estoura e taca um brinquedo no chão ou começa a gritar com o brinquedo ou vai dar uns tapinhas na criança ao lado, geralmente, como uma brincadeira estabanada demais, e não com o intuito de machucar (isso durante esses ataques de euforia). Bem, agora um ponto estranho nisso tudo: em casa, ele jamais encosta a mão, dá chutes ou fala palavrões, seja pra mim ou meu marido, o mesmo também vale para o restante da família. Nas crianças sim ele tem mania de bater, mas não agride nenhum adulto. Mesmo nas crianças (de fora da escola) podem ser consideradas agressões leves, tapinhas, mordidas. Mas na escola é como se ele se transformasse, ou melhor, nas escolas. A diretora e professores já não sabem mais o que fazer e nem eu. O levei ao neurologista que me sugeriu que o que ele tinha era falta de educação (engraçado, que se fosse isso, ele deveria justamente fazer essas coisas todas em casa, e é justamente onde não faz), e falou que é uma criança manipuladora. Vejo essa palavra como negativa, porém, não o vejo como uma criança, digamos, com requintes de perversidade. Percebo, ao contrário, que ele sente demais pelo que faz. Quando tem esses surtos ele chora depois, ele pede desculpas, ele faz carinho, é extremamente carinhoso. Ama os animais e não os maltrata. A diretora relata que é como se fossem duas crianças diferentes uma que surta e agride e a outra antes ou pós-surto. Pensamos em bipolaridade, mas a psicóloga também descartou, pois disse que ele não tinha idade e também não tinha mudanças de humor. Ele era a maior parte do tempo daquele jeito temperamental, não intercala com episódios depressivos ou tristes, aliás, raramente fica triste. Fica bravo, nervoso, mas não triste. Mas em nenhum momento é uma criança totalmente oposta do momento em que surta. É como se ele já fosse temperamental com picos de “temperamento ainda mais intenso, ou seja, evolução e não” ”oposição de sentimentos. O neurologista como acredita que se trata apenas de educação, não prescreveu nenhum remédio, apenas pediu um hemograma e exames da tireóide, os quais deram todos normais. Falamos para o neuro sobre a dificuldade dele na escola (não de aprendizado, mas de foco, de vontade) e relatamos nosso medo de que por conta desse comportamento anti-social ele não aprendesse, e o mesmo respondeu aprende sim, e muito bem por sinal. Bom, percebemos, fazendo pergutas do livro oralmente que ele responde tudo corretamente, porém, quando solicitado que faça lição no caderno, com as próprias mãos, ele faz verdadeiros garranchos, como se demonstrasse raiva. Chega até a furar a folha, porém, faz corretamente, ou seja, entendeu o proposto, mas faz sem o menor capricho ou atenção. Em figuras iguais, mas com uma diferença, quando solicitado a encontrar a diferença entre uma e outra, ele responde prontamente, mas se mandá-lo passar isso pro papel é daquele jeito. Não desenha, apenas faz rabiscos nervosos. Não forma um desenho no papel. Mas não aparenta nenhuma disfunção de desenvolvimento, de linguagem, etc..., Come super bem e, por incrível que pareça, também dorme super bem. É fascinado por formas geométricas e assiste desenhos lúdicos, educativos, do canal nick jr sem piscar, é capaz de ficar horas à frente desses desenhos. É a única coisa que o deixa relaxado, o restante o deixa eufórico. Nada mais o agrada, é difícil. Só se interessa por coisas impróprias para a idade, ou melhor, no que não pode mexer. Vive montando lunetas, telescópio com pés da mesinha de plástico ou querendo mexer no tablet ou celular. Bola também gosta, mas não brinca muito. Carrinhos ele quase nem pega, e nem bonecos. O diagnóstico mais recente, da própria psicóloga, foi tod (transtorno opositor desafiador) e lendo sobre isso acho que se encaixa muito bem também. Mas o que não sei é como tratar. Ele passou com a psicóloga um ano, mas pouco ajudou ou nada. Neurologista menos ajudou ainda, agora estou com consultas marcadas com psiquiatra e homeopata. Será que estou certa? Será que essas duas áreas poderiam me ajudar a resolver esse problema na escola antes que seja expulso? Existe tratamento? Os remédios costumam ajudar ou não? Desde já, meu muito obrigada.

prezada fabiana, você está passando por uma situação que, infelizmente, muitos pais têm passado. É incrivelmente difícil ver profissionais atuantes nesta área interpretando e diagnosticando adequadamente os distúrbios de comportamento das crianças. Fato é que, quanto menor a criança, menos articulação e aparato psicológico ela tem. Portanto, os comportamentos alterados que ela por ventura apresente serão a mais pura manifestação de sua natureza, de seus impulsos psíquicos. Assim e embora não conheça seu filho, a idade dele me faz pensar que de fato alguma coisa de anormal está acontecendo. Isto pode ser mais ou menos complexo de tratar mas provavelmente sim, necessitará de medicação. Dificilmente algo diferente de uma intervenção química é capaz de modificar a natureza de uma pessoa, quanto mais de uma criança que ainda não tem uma estruturação psicológica adequada o bastante para ser capaz de absorver e promover esta mudança comportamental pela via da terapia. É claro que a terapia tem seu papel fundamental neste caso, mas deve estar associada com a medicação. Quanto ao diagnóstico, acho que está certa em procurar um psiquiatra infantil pois a avaliação deste difere grandemente da do neurologista. Atenciosamente, dra. Susan mondoni.

Residimos na zona sul de são paulo. Minha filha de 11 anos foi encaminhada por um médico neurologista para fazer prova de funções mentais tdha porque há aproximadamente uns 4 anos ela tem apresentado algumas dificuldades de concentração, memorização, entendimento do que ela lê e de processar informações, entre outras. Ele também recomendou mais dois exames, o teste de processamento auditivo central e audiometria tonal e vocal. A prova de funções mentais tdha tem um custo alto e não temos condições de custear. Por isso, peço humildemente ajuda para indicar onde poderei realizar esta prova gratuitamente ou com custo razoável para ajudar minha filha.

A dra susan mondoni já está tentando conseguir uma avaliação gratuita na usp.

Meu filho tomou ritalina e as notas não melhoraram.

Coloquei essa pergunta em destaque porque ela serve para todos os tratamentos. A ritalina aumenta a capacidade de concentração, atenção e de frear a impulsividade. Só que ela não sabe se essa maior capacidade está sendo usada para um livro escolar ou para o vídeo game, por exemplo. Então eu pergunto: mas vc está estudando com seu filho ? Ele tem um ambiente tranqüilo e com poucos estímulos externos para poder se concentrar nos estudos ? Ou ele estuda com tv, computador e música ligados ? Ele tem anos de hábitos improdutivos de estudos. A ritalina não muda esses hábitos. Mas a força de vontade, a disciplina e a orientação dos pais sim, podem mudar esses hábitos. Quando a ajuda familiar não é suficiente, existem terapeutas especializados em dda (ou tdah ou déficit de atenção ou hiperatividade) que podem ajudar e muito. Além disso, não se esqueça que é comum a associação dda (ou tdah) e ddo (distúrbio desafiador de oposição). O nome diz tudo. Essas crianças e suas famílias precisam de ajuda terapêutica.

Gostaria de saber se o medicamento ritalina pode causar morte súbita, degeneração do cérebro e diminuir a estatura da criança que toma em fase de crescimento ? Obtive essas informações em um site e gostaria de saber até que ponto é verdade. Meu filho toma a medicação desde os seis anos e fiquei preocupada.

Nenhum remédio seria vendido no mundo todo desde 1954 se fosse assim tão perigoso ?