Mental Help:Psiquiatria,Neuropsiquiatria. Psychiatry
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Dr Rubens Pitliuk

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Perguntas e Respostas em Psicoterapia, Psicanálise, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), Psicoterapia Comportamental, Psicoterapia Analítica

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Perguntas e Respostas em Psicoterapia    Terapia Ocupacional    Psicoterapia Cognitivo Comportamental (TCC)    Psicoterapia Comportamental    Terapeuta Corporal Reichiana    Psicopedagogia    Bullying    Psicoterapia Junguiana    Trauma

Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

 

 

 

P: Gostaria de tirar uma dúvida que está prejudicando a minha namorada. É em relação a provas de colégio, ela estuda muito que eu sei e até ajudo ela a estudar, percebo que ela realmente sabe a matéria, porém quando chega o dia da prova não sei o que acontece ela faz as provas mas não consegue ir bem nas mesmas.  Outra dúvida é em relação às notas das provas, não sei o que ela tem, mas ela não consegue se contentar com notas consideradas boas para alguns alunos, por exemplo, ela tira nota 7 ou nota 8 e não consegue aceitar, para ela tem que ser sempre 10, disse que isso é possível, porém muito raro de acontecer. Ela está sofrendo muito e conseqüentemente toda a família dela inclusive eu com isso gostaria de algumas dicas para saber como agir e o que fazer com ela quando ela tem esses ataques com relação às notas e às provas.

R: Provavelmente é esta ansiedade que atrapalha a memorização  e a concentração dela na hora da prova...ela gasta muita energia desta maneira e pode também ter gerado uma mania de perfeccionismo ou tenta compensar a auto-estima baixa com notas surpreendentes.... sugiro que ela faça uma psicoterapia para aprender a se confrontar com a ansiedade e avaliar a auto-estima. Dr. Juarez Lopes Neto

P: Tenho uma namorada que sofre desse mal.... Conheço ela a 4 anos e namoro a dois... Até eu começar a namorar ela, eu não fazia nem idéia que ela poderia ter isso... Depois de alguns meses ela teve uma crise ao meu lado e, depois que se controlou, me contou o que era... E não teve mais nenhuma crise até cerca de três meses atrás, quando voltou a ter com mais freqüência.... Ela faz um tratamento sob medicação com um psiquiatra, e quando começou a voltar, trocou a medicação, mas desde então, não está tendo uma seqüência de tempo sem ter uma crise. Eu sei que só pelo meu relato não tem como o senhor diagnosticar nada e nem é minha intenção no momento... O que eu gostaria era mesmo entender mais sobre o assunto, principalmente em como posso ajudá-la a prevenir as crises, a orientá-la sobre opções de tratamento, e a como ouvir sem atrapalhar quando ela está tendo a crise..... Eu já li algumas coisas na internet sobre não dizer no momento da crise "fique calma", "relaxe" ou "acontece"....  E que não devo tratá-la como "coitadinha" nem "fazer pressão" para que ela busque o tratamento adequado.... Mas ainda não sei exatamente o que fazer, como fazer, como falar com ela sobre o assunto, como abordar sobre outros tratamentos. Se o senhor me puder me indicar alguns artigos ou livros sobre o assunto eu agradeço.

R: Marcelo, se ela continua tendo crises, apesar da medicação que toma, sugiro que ela questione com o médico a medicação que esta tomando ou procure outro psiquiatra para obter acerto na medicação e não ter mais crises, e fazer uma psicoterapia para se confrontar com as causas que precipitam a SP. Vc. imprimindo artigos sobre SP e dando para ela ler é bom, quanto mais ela estiver informado sobre o que tem é melhor. Estar pronto para atende-la quando ela precisar e quiser é o suficiente....mas uma medicação correta e psicoterapia é imprescindível. Dr. Juarez Lopes Neto

P: bom estou grávida do meu primeiro filho de quase oito meses.. o problema esta com meu marido .. a partir do momento que o bebê mexer .. tudo mudou no meu casamento ele na quiz ter mais relações sexuais comigo mais.. começou a me tratar como se eu não fosse nada nem tava empolgado com o bebe e com isso to sofrendo demais e chorando muito quando fico sozinha ... Gostaria de saber se isso e normal acontecer com os homens e se muda depois que o bebe nascer e se o meu sofrimento afeta o bebe de alguma forma.. obrigada

R: Minha sugestão é vc. conversar tranqüilamente com ele expondo sua carência, inseguranças. Pode ser que ele também esteja inseguro e sentindo-se marginalizado com a sua gravidez. Muitas vezes o homem tem medo de se relacionar sexualmente com a mulher grávida achando, erroneamente, que pode influenciar no desenvolvimento do nenê....questione também o seu próprio humor porque durante a gravidez algumas mulheres ficam mais sensíveis e os homens tem dificuldades para entender e aí se distanciam achando que podem desgastá-la. Se possível faça uma psicoterapia para conversar sobre isto. Dr. Juarez Lopes Neto

P: Na verdade não consegui tirar minha dúvida pelo site de vocês, que por sinal muito bom, pois ,no momento, o computador que estava não conseguia enviar mensagem. Dra, acho que tenho TOC . Quando falo ACHO é porque, diante do que li, tenho "manias" que sempre prejudicaram minha vida. Pensamentos absurdos( que tenho medo de falar até para os mais íntimos e ser chamada de "louca") pairam na minha mente e ficam alí toda hora. O tempo todo fico falando internamente comigo e tentando me sair deles , porque tenho plena consciência que são absurdos! e... não consigo! fico muito , muito nervosa. Fico angustiada e depressiva , porque quando isso me acontece ( que eu chamo de "crises") eu fico me comparando a antes da "crise" aparecer( porque até então eu tava muito bem , feliz e alegre com a vida) e isso me mata! Sou casada e meu marido é simplesmente maravilhoso e não tenho filhos. Tive esse problema quando eu tinha uns 15 a 16 anos e, novamente, quando já estava na faculdade. Eu achava um absurdo , porque eu já estava mais consciente da vida, mas tive novamente. E agora cá estou eu, com pensamentos fixos , sem nexo, sem utilidade nenhuma, irreais e ainda por cima absurdos , chamo até de "ignorantes" , mas que não consigo tirá-los da mente! Fica assim: indo e voltando parece que entro e saio da crise a todo momento no dia e o pior, eu estou ficando doente , pois meu estômago está agindo e estou tendo ânsia de vômitos todos os dias pela manhã a ponto de vomitar a bile! Tenho medo de enlouquecer. Quando eu não tenho essas "bobagens" me sinto muito bem e consigo até rir das besteiras que antes pensava( por exemplo, quando eu me sai da crise, na época da Faculdade) . Só que agora, tá ruim demais. Perdi minha mãe e acho que isso interfere, pois antes ela era a única que me ouvia e consegui me sair disso. E agora... não falo nada com ninguém e acho que estou tendo crises de pânico. Está se desenvolvendo em mim um sentimento diferente, ruim mesmo! quando essa crise aparece, vem sentimentos confusos e eu tenho medo deles. Acho bobagens, mas não consigo me sair deles. Até o meu sono tá péssimo. Por causa disso, estou com mania de ficar me observando o tempo todo. E isso influi no meu trabalho , já que dou aulas. Acabo ficando me observando quando estou explicando um assunto e fica uma coisa de doido. Dr., me dê uma luz. Será que eu tenho é TOC mesmo ou estou ficando louca? estou perguntando porque eu sou hipocondríaca assumida e tudo que vejo assimilo e acho que estou com esta ou aquela doença.Me responda por favor, sem mais obrigada.

R: Virginia, estes pensamentos recorrentes desgastam muito e alimentam mais ansiedade e este estresse pode trazer outras ocorrências como pânico, fobias, depressão, etc.. Sugiro que vc. consulte um psiquiatra para ser corretamente diagnosticada e orientada, como também fazer uma psicoterapia para questionar as causas desta ansiedade. Juarez Lopes Neto.

P: Tenho 19 anos e a dois anos atrás me envolvi com uma pessoa. Tudo começou muito errado e mesmo assim insisti nessa idéia de que poderia dar certo, mas no final deu tudo errado. Ele tinha namorada, nos ficávamos e ele me magoava muito quando por várias vezes eu o vi com outras mulheres na rua. Já faz quase nove meses que não o vejo mais, não como de costume. Demorei pra perceber e ele não me amava da mesma forma que eu o amava ele ate falava pra um amigo meu que a gente poderia dar certo, eu, sempre procurava entender os motivos dele e acabei esquecendo de mim mesma. Não estava trabalhando e então ficava o dia todo dentro casa com o pensamento em tudo o que eu tinha passado em vão, me trancava no quarto ou banheiro e chorava descontroladamente, o que vem acontecendo com freqüência. Só de lembrar de tudo que eu passei era o suficiente pra começar tudo de novo, se estivesse na rua não segurava o choro, parecia que ia desmaiar, minha visão ficava embaçada, tremia como se estivesse sentindo um frio fora do normal, minhas pernas não me obedeciam, ficava com a boca fria, dormente e amarela, sentia uma imensa falta de ar, minhas mãos suavam frio e meu coração batia tão forte que parecia que ia ter um ataque cardíaco. Passei a evitá-lo de qualquer maneira, deixo de sair com medo de encontrá-lo, deixei de freqüentar a casa da minha amiga pra não ter que passar em frente do trabalho dele. Tenho medo de sair sozinha e encontrá-lo. Por várias vezes penei que não aí conseguir sair desse poço, confesso que até pensei no pior pra acabar logo com minha angústia, sofro muito. Decidi então procurar um emprego pra ocupar o meu tempo, então consegui trabalho em um museu de arte contemporânea, trabalho junto com várias outras pessoas o que no começo ocupou minha cabeça mas, depois surgiram várias outras preocupações, família, amigos, sobre carga e etc. Desde então qualquer preocupação é motivo pra eu relembrar tudo o que passei, aí vem tudo de novo, suor, tremedeira, pernas bambas e etc. Porém agora sinto outros sintomas, uma ânsia de vômito, dor de barriga, pensamentos pessimistas, tudo tá ruim, falta de apetite, falta de concentração, dor de cabeça fraca mais persistente, queda de cabelo impaciência, atraso no ciclo menstrual, dor nas costas (ombros), vivo com o pensamento longe e ao mesmo tempo que quero ficar sozinha quero alguém pra conversar. Então desde que ele me deixou eu não consigo me envolver com ninguém, logo me bate aquele pavor de começar tudo de novo, não me deixo mais envolver, quando tudo esta dando certo eu começo a planejar e logo pulo fora. Tenho muito medo de passar por isso de novo, mas quero muito superar isso com outra pessoa, mas sempre acabo afastando todos que se aproximam de mim. Eu que costumava sair pra balada e ficar com até dois garotos em uma só noite, hoje não fico com ninguém com medo de me envolver. Sinto que estou me prejudicando mais não sei o que fazer, não sei com quem procurar ajuda, já pensei até em tomar algum remédio pra stress ou ansiedade por conta própria. Às vezes acho que é besteira mas ultimamente tenho me sentido muito cansada de tudo, cansada de ter esperança, cansada de ter que ficar sempre sorrindo se quando o que eu quero é gritar e explodir, cansada de ser boazinha, cansada de ser a certinha, por que no final sou sempre eu que tenho que entender os outros. Ninguém sabe o que se passa por trás do meu sorriso. Tenho chorado muito ultimamente, até pensei em procurar ajuda com um psicólogo mas não sei se é o certo a fazer. Espero ansiosamente um retorno. Desde já agradeço a ajuda!

R: Certamente um psicoterapeuta só pode te ajudar. E se depois de algumas sessões de terapia você continuar com esses sintomas físicos, é só associar um medicamento.

P: Doutor, é para mim uma satisfação ter meus comentários lidos e perguntas respondidas por alguém realmente capacitado, alguém que não emitirá sua opinião baseado em achismos. A dúvida que no momento me perturba é sobre família. Estou prestes a completar 31 anos de idade e sempre morei com minha mãe e irmão, pois meus pais se divorciaram. Nossa relação foi quase sempre difícil, mas nos últimos tempos, com o passar dos anos, ela tem melhorado. Ocorre que há vários meses moro com meu companheiro, em frente à casa de sua mãe e freqüentemente tenho pequenos problemas com sua família. A pergunta é, Doutor, será que as relações familiares são melhores à moda americana, onde os filhos saem de casa aos 16,18 anos e vão então viver suas vidas sem interferência dos pais?

R: uau, isso é que é pergunta difícil. Você precisaria perguntar para um sociólogo ...

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