As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Cuidado com falsos médicos

  Nem todas as crianças e adultos Hiperativos são "hiperativos", muitos são distraídos.

Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH) em crianças Perguntas e Respostas Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5

Bom dia, gostaria se saber se o ATENSINA realmente pode ser usado como início de um tratamento para criança com hiperatividade. Fiquei na dúvida quando o médico passou isso para o meu filho de 07 anos que está com falta de concentração na escola e em casa, não para nem pra comer, tem de levantar para olhar a rua, distrai com bonecos e assim vai, a hora passa e a comida nada. Na hora das tarefas escolares é a mesma coisa, tudo o distrai. Não aceita receber o não, tudo ele questiona o porque. Quando li a BULA do remédio vi que é para tratamento de hipertensão arterial.

A Literatura internacional (sobretudo a americana) tem relatado bons resultados com a Clonidina na hiperatividade dos indivíduos com DDA (ou TDAH). A atenção também tem melhorado sobretudo quando o Metilfenidato não tem mostrado bons resultados. O colega que está lhe orientando no tratamento do seu filho está certo no tocante aos efeitos secundários no início do tratamento. Converse com ele e um ajuste de dose poderá diminuir a intensidade da sedação. Dr. Raymond Rosenberg 

Sou Psicóloga e recebi um paciente de 8 anos com o diagnóstico de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) feito por um Neurologista, baseado num EEG, mas em minhas pesquisas descobri que o diagnóstico é clínico. Tenho me indagado se esse diagnóstico não pode estar equivocado, visto que a sua vida tem sido muito complicada, com uma família bastante desestruturada. Ele apresenta muita agitação e desconcentração na escola e em casa, porém em meu consultório, nunca deixa sem terminar o que inicia: desenhos bem elaborados e construções muito criativas com sucata. O que acham?

De fato o diagnóstico de DDA (ou TDAH) é clínico e o Neurologista deve ter tomado uma história do paciente como parte de sua avaliação o que o levou ao diagnóstico. Tenho certeza que o pedido de EEG foi para descartar uma patologia associada. Qualquer médico que receber um paciente com história de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) deve pensar em diagnóstico diferencial. Devo acrescentar que o indivíduo com DDA (ou TDAH) tem um excelente contato na entrevista um-a-um e o diagnóstico deve ser feito, no caso do Psicólogo, através de testes psicológicos. No caso de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) o WISC-R e o Bender Gestalt seriam de grande ajuda. Dr. Raymond Rosenberg.

Meu filho é portador de TDAH, hj com 17 anos. Soubemos disso através de um diagnóstico feito há 5 anos atrás. Na época, foi recomendado o uso da Ritalina. Ele tomou por um curto período (1 mês) pois logo em seguida, o medicamento desapareceu do mercado brasileiro. Quando reapareceu, meu filho se recusou a tomar o medicamento orientado pela terapeuta. Ainda hj, recusa-se a tomar o medicamento alegando q pode administrar isso sozinho, sem a ajuda do medicamento. Ele as vezes fica extremamente agitado, ansioso, e é comum o seu esquecimento e desorganização. O q Sr sugere p q eu o faça mudar de idéia, visto q seu rendimento escolar e profissional (ele trabalha com montagem de computadores) poderiam aumentar c o uso da Ritalina?

Muitas pessoas que não querem ou não podem tomar Ritalina e etc. estabelecem mecanismos de compensação para a falta de Atenção. Por exemplo: diários, bloquinhos de lembretes, agendas, post-its em toda parte, relógios com múltiplos alarmes, etc. Portanto, embora a Ritalina tenha efeitos espetaculares e rápidos, ela não é obrigatória em todos os casos. Dr. Rubens Pitliuk

Notei que minha filha de 7 anos começou a ser uma criança hiperativa depois que nasceu minha segunda filha, hoje com 4 anos, ela nasceu com MIELOMENINGOCELE (sem movimentos nos membros inferiores), exigindo muita atenção e cuidados, depois disso ela começou a mudar seu comportamento, até hoje não procurei nenhum especialista no assunto, o que devo fazer?

Creio que e' interessante procurar um especialista para saber se o quadro é emocional ou não. Além disso, para qualquer situação desencadeante, o quadro merece uma atenção especial para corrigir o desvio comportamental e para sua orientação. As ordens. Abram (011) 37471390

Gostaria de saber mais sobre o uso da Fluoxetina no tratamento da Hiperatividade Infantil para crianças que não respondem à Ritalina. Qual a dose que costuma ser indicada? Qual o tempo necessário para que se possa verificar a eficiência da medicação ou decidir trocar de medicamento?

Nada posso informar a respeito da Fluoxetina, pois não a uso nesses casos. As ordens Abram (011) 37471390

Geralmente a criança hiperativa tem que ser tratada com medicação ?* Por quanto tempo?*Como tratar esse caso de que a criança precisa tomar um Psicoestimulante para a Hiperatividade e um Anticonvulsivante para as convulsões? O Tegretol não é contra indicado para hiperativos?*Gostaríamos de ter o nome, endereço, enfim , algum contato ou e-mail do Centro especializado em Hiperatividade conhecido Internacionalmente que fica no Rio Grande do Sul. Estamos muito estressados e preocupados 24 horas com as 24 horas de Hiperatividade há 7 anos. Desculpe-nos, mas amamos demais o nosso filho, nos preocupamos com o futuro dele e sofremos em vê-lo sozinho e sem paz. Ajude-nos.

O paciente hiperativo se beneficia e muito com medicamento estimulante e o tempo médio de tratamento é 2-3 anos. O Anticonvulsivante só é pertinente se houver antecedente de convulsão. Sugiro a você procurar Dr. Luis Augusto Rhodes na Universidade do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. As ordens. Abram (011) 37471390.

Meu filho irá completar 7 anos em agosto, está com acompanhamento psicológico e foi sugerido uma consulta a um Neurologista, que realizou exames clínicos e detectou alguma falta de coordenação, sugerindo dar o remédio Ritalina durante a semana e observar seu acompanhamento. Eu evito ao máximo remédios, ainda mais controlados, o homeopata do meu filho receitou um calmante natural Passiflorine duas vezes ao dia, e tenho notado uma grande melhora no seu comportamento. Será que é necessário mesmo este remédio, a comprovação da Hiperatividade pelo Neurologista seria somente pelo meu relato'?? eu fico preocupada pq meu filho faz bem suas tarefas é muito inteligente, só que não é caprichoso, não para quieto e agora que mudou de escola na 1a. série estou tendo algumas reclamações da Escola, porém com este calmante ele tem melhorado. O que faço, continuo com o Passiflorine, dizem que o Ritalina causa dependência, há tendências de pessoas que tomam esta medicação se droguem?? o que faço??

Se o seu filho está bem com o medicamento receitado pelo seu médico, não deve ser trocada , pois não há razão para isso. Quanto à Ritalina não acredite nas bobagens que te falaram. Abram

    

Sou psicóloga e recebi um paciente de 8 anos com o diagnóstico de DDA (ou TDAH) feito por um Neurologista, baseado num EEG, mas em minhas pesquisas descobri que o diagnóstico é clínico. Tenho me indagado se esse diagnóstico não pode estar equivocado, visto que a sua vida tem sido muito complicada, com uma família bastante desestruturada. Ele apresenta muita agitação e desconcentração na escola e em casa, porém em meu consultório, nunca deixa sem terminar o que inicia: desenhos bem elaborados e construções muito criativas com sucata. O que acham?

O EEG não é exame para diagnóstico de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade), portanto parece-me estranho este parecer. O fato do paciente conseguir um bom desempenho no trabalho individual, não implica, necessariamente que o consiga fazer em grupo ou numa sala de aulas rodeado de vários estímulos. Valeria a pena conversar com os professores e orientadores para melhor apurar. Abram

Tenho uma filha de 4 anos e 5 meses, nasceu de cesariana e já na hora em que a pediatra foi fazer-lhe a limpeza de praxe ela disse assim: "que danadinha, não quer me deixar passar a sondinha, ela está me dando soquinhos e empurrando minha mão", no berçário ela era a criança mais chorona. Ela teve cólicas abdominais até aproximadamente os 11 meses, tinha dificuldade para dormir, só se alimentada no peito, o que se deu até 1 ano de 4 meses, quando tive que praticamente forçá-la a largar (usei buldo nos mamilos para que ela o largasse, deu certo, e ai começou a luta com alimentação o que ocorre até hoje. Recentemente minha terapeuta suspeitou que ela fosse hiperativa. Ela não é inquieta, como caracteriza a doença, ela é opositora, nos parece ter atenção difusa, pois faz várias coisas ao mesmo tempo . Ela esta fazendo atualmente avaliação com uma psicóloga, tendo passado antes pelo Psiquiatra que diagnosticou a doença mais deixou claro que talvez ela não apresentasse Déficit de atenção. Com o comportamento opositor não vem por acaso, eu concordo com o Psiquiatra, mas meu marido que é psicólogo e segue a linha psicanalítica, não concorda, ela considera que o tratamento é severo e usa drogas fortes. O EEG dela deu alterações em algumas ondas, na amplitude e velocidade delas, (aumento na amplitude, e conseqüentemente lentidão nas mesmas. Eu gostaria de saber se existe Hiperatividade sem Déficit de atenção, enfim gostaria que vocês me informassem mais a respeito da doença.

A Hiperatividade não se acompanha, necessariamente, do Déficit de atenção, mas o importante é se saber se a Hiperatividade não atrapalha a dinâmica de vida da criança na escola, em casa e na suas atividades sociais. Havendo interferências nas suas várias atividades o tratamento está indicado. Quanto aos medicamentos nós todos sabemos que qualquer que seja a substância poderá ter efeitos adversos, mas o especialista os conhece e sabe como lidar. Deve-se considerar as reais vantagens, para o paciente, quando se indica um tratamento. A criança não tratada e que continua com comportamento inadequado e vivendo num ambiente de cobranças e rejeições não me parece que isso seja o melhor que se deseja a ela. Às ordens Abram 

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