Síndrome do Pânico, sintomas e tratamento

Síndrome do Pânico, sintomas e tratamento

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Tratar Síndrome do Pânico com Psiquiatra do Hospital Albert Einstein

A maioria das pessoas não tem o que se chama Síndrome do Pânico, tem apenas Ataques de Pânico, que são ataques de ansiedade muito fortes com sintomas físicos.

Pânico não é uma doença do seu cérebro, nem falta nem excesso de Serotonina.

1) Sintomas mais comuns (claro que a maioria das pessoas não tem todos eles, só alguns):

· Taquicardia

· Pressão na cabeça

· Sudorese

· Falta de ar

· Tremor

· Fraqueza nas pernas

· Ondas de frio ou de calor

· Tontura

· Sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa "não está lá", que parece que está vivendo um filme, que parece que não sabe se está acordado ou sonhando (isso se chama desrealização e despersonalização e não tem nada a ver com loucura, não se preocupe)

· Medo de desmaiar, de ter um infarto, de "ficar louco"

· Medo de engasgar com alimentos

· Crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e sudorese

· Preocupações com doenças graves mesmo com todos os exames normais

· Pensamentos de se atirar de uma janela, machucar alguém ou se machucar. Esses pensamentos se chamam Pensamentos Obsessivos porque a pessoa sabe que não fazem sentido mas não consegue tirar da cabeça

· Intestino solto em determinadas situações

· Sintomas semelhantes à Labirintite

· Piora no dia seguinte de beber muito álcool

2) Comportamentos bem comuns em quem sofre de Pânico:

· Medo de "voltar a sentir medo". Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeia a crise.

· Ansiedade antecipatória.

· No cinema ou teatro sentar na ponta da fileira, não no meio.

· No restaurante sentar perto da saída.

· Não trancar a porta quando vai ao banheiro.

· Passar por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os exames normais, a não ser, com certa freqüência, um Prolapso de Válvula Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico.

3) Desenvolvimento de fobias:

Com o tempo a pessoa pode não sentir mais os sintomas físicos mas continua com medos que ela sabe que não são lógicos. Exemplos:

· Dirigir (principalmente em congestionamentos, túneis ou estradas)

· Ônibus, metrô, avião

· Participar de reuniões

· Viajar

· Ficar sozinha ou de sair sozinha

· Ficar em lugares com muita gente como Shopping, cinema, restaurantes, filas, elevadores

· Lugares muito abertos e vazios

· Dormir, quando a pessoa teve crises noturnas

· Comer, quando teve sensações de engasgar

4) Causas mais comuns:

· Psicológicas (são as mais comuns): reação a uma fase de Stress ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil.

· Experiência traumática por exemplo assalto, seqüestro, acidentes, doença grave. Essa forma mais específica se chama Stress Pós Traumático.

· Medicamentos: anfetaminas, corticoides, anabolizantes

· Maconha, Cocaína

· Abuso de álcool

· Excesso de cafeína, teína, energéticos

· Genética familiar de Pânico, Depressão, DOC, TAG, PTSD, TDAH, etc. Atenção: predisposição genética não quer dizer hereditariedade. Ou seja, Pânico não passa de pai para filho, não se preocupe

· Sem nenhum motivo (existe, mas é bem mais raro)

5) O tratamento consegue:

· Acabar rapidamente (horas ou dias) com os sintomas físicos. A Psicoterapia nessa fase ajuda pouco.

· Acabar as fobias. Nesta fase o tratamento mais eficaz é uma combinação de medicação com Psicoterapia (que aliás nem sempre é necessária) para ajudar o paciente a mudar de atitudes, sair de situações difíceis e principalmente ver os problemas com mais objetividade, ficando portanto mais fáceis de serem resolvidos.

6) Para a família:

A família sofre porque não consegue ajudar e vê a pessoa passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas, gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, etc., fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, de coragem, e começa a dar palpites para você "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se você não soubesse de tudo isso...

Sofrer de Pânico não tem nada a ver com personalidade forte ou fraca, com a pessoa ser ou não corajosa.

7) Observações:

· Algumas vezes o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer caso grave e nem incurável. Em geral basta trocar a medicação.

· Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação, pois isso quase sempre provoca recaída.

· Os sintomas devem desaparecer nas primeiras horas de tratamento,mas o tratamento de manutenção demora meses. Sem sintomas, mas com medicação.

· Pode reaparecer sim, mesmo que os problemas tenham acabado.

· Durante o Pânico a pessoa pode passar por fases de depressão. Isso não quer dizer que sofra de duas doenças.

· Algumas pessoas com Pânico têm receio de fazer ginástica. Pelo contrário, um bom condicionamento físico é importante, ainda mais para quem está sujeito a ter crises de taquicardia.

· Yoga, meditação, massagem de relaxamento ajudam.

· Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) ajuda.