As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Transtorno de personalidade Borderline

Perguntas e Depoimentos sobre  Borderline Pág 1 P 2 P 3  P 4 P 5 P 6 A importância da Psicoterapia

P: Bom, eu descobri que tenho Transtorno de Personalidade Borderline há alguns meses, depois que tentei seguidamente me suicidar tomando vários calmantes. Fiquei frustrada porque NADA do que eu tomava fazia algum efeito...tudo o que eu queria era dormir seguidamente ou entrar em coma e ao invés disso, fiquei com insônia, dor de cabeça, tonta, etc.
Fui internada... fiquei 2 meses. Mais depois que sai de lá (em junho deste ano) ainda tentei novamente tomando 30 comprimidos de Dramin pra dormir e de novo...não fez efeito pa mim. Rivotril e Diazepam não fazem mais efeito pra mim tb. Depois disso, fiquei uma semana tirando sangue de mim mesma. Agora estou com uma fibrose no braço, mas ainda não me sinto satisfeita.
Lembro que qdo fui internada, o medico me passou um remédio que teve efeito colateral onde eu tive pressão baixa.... agora estou com a idéia fixa de conseguir algum remédio que me de o mesmo efeito. Por favor, me ajudem!

R: Mas porque vc não faz o tratamento correto, que é medicação mais psicoterapia ?

P: Olá, Dr Juarez! Encontrei teu e-mail no site Mental Help. Apesar de ser diagnosticada como Bipolar por um psiquiatra referência mundial em Transtorno Bipolar e durante algum tempo ter os sintomas bem condizentes com esta doença, li no site a respeito do Borderline. Percebo que, hoje em dia, pareço muito mais com uma Borderline. Gostaria de saber se, basicamente, são a mesma patologia em graus diferentes de intensidade. Uso estabilizadores de humor (Seroquel, Lamitor e Topamax), mas continuo com instabilidade (muito semelhantes à Borderline) e gostaria de saber qual linha de terapia é mais indicada nesse caso. No site fala sobre Analítica, mas li também em outros artigos que a mais indicada hoje em dia é a TCC. Qual sua opinião? Desde já obrigada por tua atenção!

P: Eliza: Sua constatação é extremamente pertinente. Veja que o psicoterapeuta precisa ter a percepção e destreza como tb. eficiência para distinguir e diagnosticar estes  dois transtornos tão doloridos e desorganizadoras da psique, díspares nas causas porém com conseqüências emocionais muito parecidas e sérias que afetam muito a auto-estima, a segurança afetiva e o equilíbrio emocional:  causam distúrbios bioquímicos e/ou são advindos de uma herança genética....estes sintomas são o bastante para retardar ou dificultar em muito a auto-realização da pessoa.

Procura-se com a psicoterapia e a psiquiatria um equilíbrio bio-químico.  A consciência desses distúrbios para assim serem curados, gerenciados, compreendidos e possibilitar um convívio seguro afetivamente e adequação dos potenciais pessoais, vejo a psicoterapia profunda (psicologia analítica) como necessária e produtiva , pois pesquisa a gênese dos sintomas que são podem ser inúmeros (cada história pessoal contém sua características próprias).

A psicologia analítica, como ela sugere, vai em busca das vivências pessoais que são responsáveis pelas carências, feridas emocionais, sensações negativas e as avalia e assim as insere e as compreende como realidades emocionais pessoais  facilitando  gerenciá-las e/ou  “desconstruí-las” podendo sanar traumas emocionais: obtendo-se, então, uma qualidade de vida muito melhor.

A psicoterapia também acompanha o tratamento medicamentoso que é importantíssimo e imprescindível; ajuda o psiquiatra na avaliação e acompanhamento  de dosagens e nos resultados da medicação, porque o psicoterapeuta interage semanalmente com o paciente.

Minha opinião é que nos dois distúrbios a psicoterapia analítica é muito importante para esta análise e avaliação e naturalmente ela vai abordar o comportamento do paciente fazendo com que ele se confronte com seus limites e aprenda a lidar positivamente com eles. Dr. Juarez Lopes Neto

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